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irmaos_(p36_39)

irmaos_(p36_39)

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Published by Ana Castro
dinamicas familiares entre irmãos. filhos preferidos, ciúmes e como se criam os papeis na fratria
dinamicas familiares entre irmãos. filhos preferidos, ciúmes e como se criam os papeis na fratria

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 A relAção entre irmãos é peçA fundAmentAl nA nossA construção psíquicA ehistóriA pessoAl. mAs nuncA é inteirAmente fácil ou isentA de conflitos, comogostAríAmos que fosse. o certo é que ApesAr dAs zAngAs, dAs rivAlidAdes e dosciúmes criAdos entre irmãos desde A mAis tenrA infânciA, os lAços fAmiliArespermAnecem indestrutíveis. perdurAm mesmo à distânciA e As reAproximAções AbundAm, AindA que às vezes tArdiAs.
Texto de
 Aa va  ca
aa
irmãos
 para sempre
   c   A   r   l   A   p   o   t   t
P
orque destruíste e minha vida? perguntava à mãe umrapazinho precoce, com apenas quatro anos de idade eum irmão acabado de nascer. Resumia assim todo o seusofrimento e decepção ao ver desmoronar um mundo queaté aí lhe pertencia em exclusivo. Na verdade, não há volta a dar : onascimento de um irmão mais novo é sentido pelo mais velho comouma verdadeira intrusão num mundo seguro que assim se vira doavesso. Nesse lugar de amor exclusivo de que era o centro, o irmão«mais velho» sente perdidas todas as suas referências e armas face aominúsculo intruso que lhe rouba a tranquilidade e o sono. Suporta malver a mãe e o pai debruçarem-se sobre o berço, sente-se dilaceradocom os carinhos e os cuidados dados a esse novo ser que agora ocupatodo o colo da mãe.Porém, não é o primeiro nem será o últimono mundo a sofrer este «cataclismo interior»,que não é mais do que o passaporte para afraternidade e a partilha. É a condição natural
de todos os primeiros lhos. Mas até chegar 
a usufruir plenamente do prazer de socializar,
o lho mais velho terá que fazer um caminho
nem sempre fácil, pontuado de rivalidades eciúmes, sentimentos indispensáveis para uma boa construção psíquica apesar da dor quecomportam. Senão, vejamos. Longe de ser negativa, sublinha o pedopsiquiatra francês
Marcel Rufo, a rivalidade é a mola que permite à criança crescer e
«vingar» de uma forma saudável dentro da fratria. Não sendo exclusivo
dos lhos mais velhos, o velho ciúme, dor de cabeça de muitos pais e
tormento particular dos primogénitos, não só é natural, como é sinalde que tudo «vai bem». Problema seria se uma criança pequena nãomostrasse nenhuma agressividade em relação ao bebé que acaba de
nascer. O ciúme é também necessário para que o mais velho faça o luto
do sentimento do pleno poder sentido graças à condição de «pequenorei», o que lhe permitirá aprender o difícil mas necessário exercícioda partilha.
O FILHO MAIS VELHO.
Prossionais garantem que, na observação
dos pais que os vêm consultar, é visível que estes se sentem, de facto,
muito mais à vontade com o segundo do que com o primeiro lho,
o que poderá ter a ver, por exemplo, com as circunstâncias muito
especícas em que o primogénito vem ao mundo: «pais inexperientes,
que vão ser pela primeira vez pai e mãe, com toda a responsabilidade
 psíquica e social que isso acarreta», assegura Otília Monteiro Fernandes,
Professora Auxiliar do Departamento de Educação e Psicologia daUTAD. Tudo é diferente e novo, em especial para a mãe que «vive a
sua primeira gravidez e primeiro parto, com os medos, as expectativas,a curiosidade e as alegrias» que este novo acontecimento implica. Para
o bebé, «ser o primeiro a «abrir» aquela mãe, pode não ser fácil»,acrescenta.Acrescente-se que a «inexperiência parental» leva a alguns «excessos» o que
se reecte, por exemplo, na quantidade de
«idas a consultas e urgências médicas (e até psicológicas) pelas mínimas razões». Os paissentem «necessidade de apoio e de conselhosde outros adultos que já foram pais, ou detécnicos especializados. Naturalmente, «os
segundos e restantes lhos já desfrutam da
«sabedoria/aprendizagem» parental entretanto
adquirida através do primeiro lho».
Contudo, ao contrário do que alguns possam pensar, o «excesso de atenção e preocupação parentais não é
dramático nem pernicioso», sublinha Otília Monteiro Fernandes, pela
simples razão de que ter «a devoção e exclusividade dos «dois paresde olhos» dos pais só fazem bem à criança primogénita, uma vez que
lhe permitem que ela cresça conante e segura para explorar o meio
ambiente, o que lhe incrementa o desenvolvimento afectivo-cognitivo»
. De facto, alguns estudos revelaram que os lhos mais velhos são
«mais inteligentes», revelação que não nos permite, contudo, fazer 
demasiadas generalizações. São certamente mais responsáveis, segundo
a experiência e a opinião de vários autores, entre os quais a professora
Setembro 2007
 
I
 
Pais & Flho
 
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A rivalidade é a molaque permite à criançacrescer e «vingar» deuma forma saudáveldentro da fratria.

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