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A urbanização desigual

A urbanização desigual

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A urbanização desigual  Milton SantosThatiane Barella
A urbanização desigual ± Milton SantosThatiane Barella
1
 
I
ntrodução
Segundo Philip Hauser os problemas seja de natureza social, econômicoou técnico de urbanização rápida devem ser estudadas de forma diferenciadaentre os países desenvolvidos e subdesenvolvidos. (13) A análise comparativa entre eles partiu do pressuposto de que estasdesigualdades estão pautadas no período daRevolução Industrial, onde asconsequências pelas quais os países subdesenvolvidos passam são umaetapa já vivenciada dos países desenvolvidos, podendo chegar a etapaposterior. (14)Esta semelhança pode ser reconhecida a partir de três aspectos:
y
Passagem do pré-capitalismo;
y
Terceirização da economia, sendo sucedida pela industrialização;e,
y
Subemprego. (14) Assim sendo, a análise comparativa no que se refere aos processospartem de duas tentativas:
y
Um estudo formal estatístico e cronológico dos ritmos deurbanização; e,
y
Um estudo interpretativo da analise dos mecanismos respectivos.Estas análises se fazem necessárias,pois ³sabendo-se que muitos dosmecanismos econômicos de urbanização dos países subdesenvolvidosdependem de mecanismos demográficos´. (15)
1
Assistente Social. Graduada em Serviço Social pela Universidade Nove de Julho.
 
A urbanização desigual  Milton SantosThatiane Barella
C
apítulo 1 ± a urbanização no mundo: estudo estatístico
Para compreender o estudo estatístico, Santos utiliza-se de taisaspectos: a urbanização e os indicadores de desenvolvimento - o qual abrangea renda média, o consumo de energia, a industrialização, a validade dasvariáveis escolhidas, e as cidades pré-industriais e cidades subdesenvolvidas;bem como a evolução da urbanização em países industriais e em paísessubdesenvolvidos.
- A urbanização e os indicadores de desenvolvimento
B
uscou-se neste tópico fazer uma comparação numérica entre a taxa deurbanização e os indicadores supracitados. Desta forma, foram comparadas astaxas de urbanização de 115 países. Destes, 89 apresentavamrenda per capitade US$ 100.00 a US$ 300.00, nos anos de 1957 e 1960, ao passo que apenas26 apresentavam renda per capita de US$ 300.00 a US$ 750.00, totalizando51% da população total. (18)Já para o consumo de agua,nota-se que onde a renda per capita giravaem torno de US$ 2.423, o consumo de energia era de 7,9 e a taxa deurbanização era de 86; e onde a renda per capita girava em torno de US$55.00, o consumo de energia era de 0,15 e a taxa de urbanização era de 17.Conclui-se, assim, que ³quanto mais elevado são os indicadores dedesenvolvimento, tanto mais importante é a taxa de urbanização´. (18)Estes indicadores são de extrema importância, uma vez que dásubsídios para entendermos a questão da industrialização e urbanização. Quer dizer, os critérios de desenvolvimento são pautados em grupos de países osquais o montante de renda per capita em dólares seja aproximado, bem comonas semelhanças entre as porcentagens: no que se refere à mão de obra nãoagrícola; a população total vivendo em cidades de população igual ou superior a 20.000/hab; e a população ativa não agrícola residentes nas cidades compopulação igual ou superior a 20.000/hab. (20)
 
A urbanização desigual  Milton SantosThatiane Barella
Entende-se, desta maneira, que a porcentagem da população ativa nãoagrícola e cuja renda per capita gira em torno de US$ 150.00 são denominadascidades
urbanas
, enquanto as cidades que superam o número de 20.000habitantes e cuja renda per capita é inferior a US$15.00são denominadas
cidades locais
; ³enquanto acima desse grupo de rendas tornar-se-iam
centros regionais
´. (21) A partir desta divisão constata-se que cidades onde a renda varia entreUS$ 300 e US$ 775 das cidades urbanas dispõem também de setoressecundário e terciário importantes.(22)Para tanto, Goldstein utiliza-se de uma classificação dos países a fim deobter maiores parâmetros e tornar mais visível à questão urbanização-industrialização. Assim o autor classifica os países em quatro gruposbaseando-se em dois critérios: de um lado, o período no qual houve avanço nonível de urbanização e, do outro, a porcentagem da população urbana. Seguea classificação:Grupo I ± Países desenvolvidos: Inglaterra e País de Gales, Austrália,Holanda, Estados Unidos, Suécia e Finlândia.Grupo II ± Países subdesenvolvidos com 25% ou mais de populaçãourbana em 1920: Uruguai, Argentina e Chile.Grupo III ± países subdesenvolvidos e territórios com 25% da populaçãourbana entre 11920 e 1960: Venezuela, Japão, Ilhas Ryukyu, Islândia, Egito,Jordânia, Ilhas Mauricio, Panamá, México,
B
rasil, Peru, Porto Rico, Irã,Equador, Jamaica, Malásia, Argélia.Grupo IV A ± Países subdesenvolvidos e territórios com 10% e 25% dapopulação urbana em 1960: Iraque, Marrocos, Turquia, Chipre, Senegal,Tunísia, Nicarágua, El Salvador, Índia,
B
orneo do Norte, Gana, Sri Lanka,Honduras, Nigéria, Paquistão. (22)Grupo IV
B
± Países subdesenvolvidos e territórios com menos de 10%de população urbana em 1960: Tailândia, República Popular do Congo,Madagáscar, Costa do Marfim, Libéria, Gabão, Quênia, Sudão, Etiópia, Guiné,Chade, Tanganica, Uganda, Suazilândia. (23)

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