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Fragmentos Pós-Modernos/set2008

Fragmentos Pós-Modernos/set2008

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Published by: Paulo Fernando Bezerra Bauler on Sep 27, 2008
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05/09/2014

 
Paulo BaulerFRAGMENTOS PÓS-MODERNOS
Uma Poética Da Pós-Modernidade
Rio de Janeiro2003
 
Faça o que faça, a vida é ficção, / E formada de contradições...
[William Blake]
Não pode haver mundo, nem haveria distinções se tudo fosse igual. Parece que asdiversidades constituem a harmonia na espécie humana.
[Qorpo-Santo]
 As the Aposttle was shown a mixed bundle of beasts in his vision, So shall my book, dear friend, offer you clean and unclean.
[Johann Wolfgang Goethe]
 Imaginação rigorosa é a mola mestra da atividade criadora. O mundo da“realidade” não passa de uma criação da imaginação imperfeitamente rigorosa. Aimaginação que o estabeleceu endureceu e petrificou-se no curso de milênios, a ponto de não sabermos mais da origem imaginária do mundo da “realidade”.
[Vilém Flusser]
 Sem poesia não há nenhuma realidade.
[FriedrichSchlegel]
 Evoé, Vênus!
[Manuel Bandeira]
O leitor atento, verdadeiramente ruminante, tem quatro estômagos no cérebro, e por eles faz passar e repassar os atos e os fatos, até que deduz a verdade, que estava, ou parecia estar escondida.
[Machado de Assis]
 Make it new.
[Ezra Pound]
 It’s a long, long, long, long way…
[Caetano Veloso]
 A poesia deve ser a derrocada do intelecto.
[André Breton]
Leitor: Está fundado o Desvairismo.
[Mario de Andrade]
 A poesia deve ser uma festa do intelecto.
[Paul Valéry]
 Aquele que escreve em sangue e fragmentos não quer ser lido,Quer ser aprendido de cor...
[Friedrich Nietzsche]
2
 
Um dos muitos modos de prefácio...
O leitor do qual espero alguma coisa deve ter três qualidades. Deve ser calmo e ler sem pressa. Não deve intrometer-se, nem trazer para a leitura a sua “formação”. Por fim, não pode esperar na conclusão, como um tipo de resultado, novas propostas deescrita ou de leitura. Não prometo verdades teóricas, nem novo texto de estudo parauniversitários, admiro muito mais a natureza cheia de força daqueles que estão prontos para atravessar todo o caminho, desde as profundezas do empírico até as alturas dos problemas culturais aunticos, e novamente, destas para as entranhas dosregulamentos mais áridos, e dos programas didáticos arranjados. Mesmo satisfeito por ter subido, ofegante, uma montanha bem alta e tendo recebido lá em cima a alegria davista mais livre, nunca poderei satisfazer os amigos de regulamentos neste trabalho.Bem vejo chegar um tempo em que gente séria, a serviço de uma formação totalmenterenovada e purificada, trabalhando em conjunto, vão se tornar de novo os legisladoresda educação cotidiana – a que leva à referida formação. Provavelmente deverãoelaborar novos regulamentos e programas. Mas como está longe este tempo! E o quenão vai acontecer até lá! Talvez encontre-se entre ele e o presente a dissolução doensino universitário, ou pelo menos uma reformulação tão ampla das assim chamadasuniversidades, que seus antigos regulamentos e programas parecerão, aos olhos da posteridade, sobras do tempo das palafitas.O trabalho se destina aos leitores calmos, a pessoas que ainda não estãocomprometidas com a pressa vertiginosa de nossa época rolante, e que ainda nãosentem um prazer idólatra quando se atiram sob suas rodas, portanto a gente que aindanão se acostumou a estimar o valor de cada coisa segundo o ganho ou a perda detempo. Ou seja – a muito poucos. Esses, pom, “ainda tem tempo”, a eles é permitido, sem que fiquem envergonhados, procurar a reunião dos momentos maisfrutíferos e mais fortes de seus dias, a fim de refletir sobre o futuro de nossa formaçãoacadêmica, eles podem até acreditar que chegam à noite de modo vantajoso e digno,quer dizer: na
meditatio generis futuri
. Uma pessoa assim ainda não desaprendeu a pensar enquanto lê, ainda compreende o segredo de ler nas entrelinhas, sim, eleesbanja tanto, que ainda reflete sobre o que foi lido – talvez muito após ter largado olivro. E, contudo, não para escrever uma resenha ou um novo livro, mas apenas assim, para refletir! Esbanjador leviano! Você é o meu leitor, pois será calmo o suficiente paraseguir um longo caminho com o autor, cujas metas ele mesmo não pode ver, nas quaisdeve acreditar honestamente, para que uma geração posterior, talvez distante, veja comos olhos o que só tateamos às cegas e dirigidos apenas pelo instinto. Se o leitor, emcontrapartida, achar que só é necessário um pulo ligeiro, um ato bem-humorado, seconsiderar que se alcança tudo o que é essencial com uma nova legislação decretada
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