2modelo, ou seja, o uso de alguns recursos instrumentais rudimentares. É interessantetraçar o percurso da produção artística desde a Pré-História até o Renascimento,passando pelo Egito, Grécia e Roma, pelo período Bizantino Românico, Gótico. Quaisavanços científicos estavam presentes nessas épocas, que tipos de materiaisdispunham, que suportes usavam, de onde extraíam seus pigmentos. Sabe-se quealguns desses pigmentos só se tornaram disponíveis a partir do século XIX, como oamarelo puro e o magenta verdadeiro
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, de modo que é pertinente observar asconseqüências disso nas pinturas realizadas até então e como os artistascontornavam esses limites. Apesar de que as motivações do artista egípcio (ritual ereligioso) serem diferentes do artista gótico (mais simbólico) e do artista Renascentista(mais voltado à representação e à mimese), importa analisar os recursos instrumentaisusados e sua interferência na percepção e o resultado na expressão do fazer artístico.Porém, a primeira mudança instrumental marcante vem apenas com o Renascimento(séculos XV e XVI) com o uso pelos artistas da
câmera obscura
, nosso segundoparadigma. O terceiro foram os aparatos de animação, a
imagem em movimento.
Oquarto foi a fotografia, o golpe contra a mimese na pintura e precursor da
tecnologia e suas caixas pretas
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. O quinto a estereoscopia que revolucionou
conceitos científicos/filosóficos
no século XIX e, finalmente o sexto paradigma, na era atual, oaparecimento do computador, do binário, do digital, onde a
interação humano-máquina
aparece.
1. Pensamento Lógico-Matemático no Início da Civilização
Desde as cavernas de Altamira e Lascaux, o ser humano revelou já possuir ogérmen do senso estético. Nossos antepassados das cavernas utilizavam pigmentosnaturais (e.g., óxido mineral, carvão e argila). Não obstante a insipiência dos materiais,o artista já recorria a um sofisticado procedimento lógico-matemático capaz deorganizar o espaço onde realizaria sua obra
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. Assim é que a noção de composição edistribuição espacial encontrada nas pinturas pré-históricas demonstra que a aptidãocriativa daqueles artistas, embora condicionada à técnica então disponível,extrapolava-a. O ímpeto criativo do ser humano, seu "
artistic drive
", não estava presoao rudimentar à sua volta.A princípio, as técnicas utilizadas eram menos elaboradas. O artista seguia suaintuição, lançando mão do que encontrava em seu ambiente imediato. Ao passar dos
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ELLIOT, Steven; MILLER, Phillip et al. (1998).
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FLUSSER, Vilém (1985).
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HILDEBRAND, Renato (2001).
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