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História Da Maçonaria Em Portugal

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HISTÓRIA DA MAÇONARIA EM PORTUGAL
Condensado da informação na Internet de textos de Isabel OliveiraPartir pedraHerdeira do ritual de transmissão de conhecimentos dos construtores de catedrais daIdade Média, a Maçonaria transforma-se numa ordem de caráter especulativo no séculoXVIII.Desde então, a pedra bruta é o homem, que se deve ir aperfeiçoando no contacto com os«irmãos» através de uma aprendizagem simbólica. Na comemoração de 200 anos deexistência, o Grande Oriente Lusitano entreabre as suas portas ao mundo profano, procurando retificar algumas idéias feitas sobre a matéria.O que é então a Maçonaria?Maçonaria (de maçom, pedreiro) significa literalmente pedreiro-livre, podendo traduzir-se modernamente por livre-pensador. Historicamente, a Ordem Maçônica é herdeira dasassociações de artistas do Mundo Antigo, especialmente do Egito, da Grécia e de Roma,e está ligada às corporações de pedreiros da Idade Média (século VIII).A religiosidade então dominante exprimiu-se, sobretudo, na construção de templos ecatedrais góticas, todas, de resto, semeadas de sinais maçônicos, como acontece, entrenós, na Batalha, em Tomar e nos Jerónimos. Os arquitetos e construtores dessesmonumentos tinham de ser dotados de profundos conhecimentos técnicos, científicos eartísticos.Tais conhecimentos eram interditos a elementos estranhos, pois a sua divulgação eentrada no domínio público implicavam a perda de prerrogativas. Por isso, apenas eramtransmitidos secretamente nas lojas (local de reunião dos maçons) pelos mestres aosdiscípulos de reconhecida aptidão e honorabilidade, após um juramento solene.Assim surgiu a maçonaria operativa (de operários-construtores) e o segredo maçônicoou iniciático. Há indícios de que o chefe destas corporações passou a designar-se emInglaterra, a partir de 1278, por mestre maçons, o mesmo sucedendo em França com aconstrução da catedral de Notre-Dame (1283).Reforma de LuteroCom a Reforma de Lutero e a cessação da edificação de templos, as irmandades e lojasmaçónicas franquearam as portas a pessoas não iniciadas na arte da construção, desdeque fosse aprovada a sua admissão e depois de serem regularmente iniciados.
 
Com o passar do tempo, estas lojas foram ficando nas mãos dos membros adotados. Aorganização profissional dos construtores de catedrais deriva então para esta Maçonaria,não operativa, mas especulativa, que tomou corpo a partir de 1717, quando quatro Lojasde Londres - cujos membros eram exclusivamente especulativos ou adotados - fundam aGrande Loja de Inglaterra.Obediência ou federação de lojas Nasce também um novo conceito: o de obediência ou federação de lojas. Daqui por diante residirá a soberania, já que unicamente a Grande Loja de Inglaterra tinhaautoridade para criar novas lojas.O que o Grande Oriente Lusitano comemora este fim-de-semana é a carta patente quelhes foi concedida pela Grande Loja de Inglaterra em 12 de Maio de 1802, permitindocriar a primeira Obediência portuguesa. O seu primeiro grão-mestre foi um neto domarquês de Pombal: Sebastião José de Sampaio e Melo Castro Lusignan, conde de SãoPaio.As Constituições de Anderson - redigidas em 1723, mas ainda hoje veneradas erespeitadas por toda a Maçonaria - viriam esclarecer que o templo de pedra deixava deser a tarefa do maçom: o edifício a ser levantado em honra e glória ao Grande Arquitetodo Universo passaria a ser a catedral do Universo, ou seja, a Humanidade.Assim como o trabalho sobre a pedra bruta destinada a transformar-se em cúbica, quer dizer, apta às exigências construtivas, seria o homem, que se iria polindo no contactocom os seus irmãos através de um ensinamento em grande parte simbólico.Cada instrumento dos pedreiros passou a ter um sentido simbólico: o esquadro pararegular as ações; o compasso para dar o sentido dos limites; o avental, símbolo dotrabalho, a indicar a simplicidade dos costumes e a igualdade; as luvas brancas, pararecordar ao maçom que nunca deve manchar as mãos com a iniqüidade; e a Bíblia, pararegular ou governar a fé.A finalidade da Maçonaria, à luz destas Constituições, consiste na construção de umtemplo de fraternidade universal baseado na sabedoria, na força, na beleza, na prática datolerância religiosa, moral e política, na luta contra todo o tipo de fanatismo e noexercício da liberdade.Maçonaria anglo-saxônica e a latina.Como existem muitas Maçonarias, há especialistas que estabelecem uma divisão entre aMaçonaria anglo-saxônica e a latina.
 
A primeira é qualificada também como regular, porque se fundamenta na fidelidade aos princípios e às regras ditadas pelos fundadores.As que se encontram sob a influência da Grande Loja de Inglaterra são teístas: apenasaceitam no seu seio os que (cristãos, muçulmanos, judeus, hindus) reconhecem um Deuscomo princípio criador - o Grande Arquiteto do Universo e uma fé na verdade revelada,tal como se encontra na Bíblia ou noutros livros sagrados como o Corão, os Vedas, etc.Maçonaria em PortugalEm Portugal, a Maçonaria regular é representada pela Grande Loja Regular dePortugal/Grande Loja Legal de Portugal (GLRP/GLLP)A outra corrente, dita latina, é de inspiração racionalista ou liberal e renega, como oGrande Oriente de França, a referência ao Grande Arquiteto do Universo.Professa um estrito laicismo, suprimindo a Bíblia dos seus rituais. Deste ponto de vista,o Grande Oriente Lusitano tende a seguir a tendência latina, embora se afirme plural:aceita crentes e não crentes, católicos, judeus, muçulmanos, agnósticos e ateus.«Acima de tudo, somos antidogmáticos», afirma João Soares Louro, destacado membrodo GOL, acrescentando que «a única certeza que temos é que nos assiste a dúvida permanente. Esta atitude confere uma abertura muito grande».Admite que «nos tempos da I República cometeram-se excessos, o que levou a quemuitos pensassem que a Maçonaria era anticlerical. Não somos. Colocamos todos oscredos em pé de igualdade».  Não obstante a divisão de águas, os maçons de todas as Obediências trabalham com omesmo objetivo, respeitando-se e tratando-se como irmãos.O projeto de uma Europa unida é também obra dos maçons sem distinção deObediências.Se se construir, de fato, a Europa dos direitos sociais, talvez se tenha iniciado o queKrause, filósofo maçônico alemão do século XIX, chamou a terceira etapa daMaçonaria, depois das fases operativa e especulativa, ou seja, a transformação domundo na verdadeira «Aliança da Humanidade».A maçonaria é uma sociedade secreta ?A maioria dos maçons nega pertencer a uma sociedade secreta. António Arnaut -membro assumido do GOL - chama-lhe «organização discreta», na medida em que «nãoestá aberta ao público e reserva apenas aos seus membros o conhecimento de certas práticas e saberes. Nisso consiste o segredo maçônico».Como afirma Manuel P. Santos no livro «Com a Maçonaria não se Brinca!»:«Atualmente ser maçom não é fácil, pois a discrição que envolve toda a sociedademaçônica revela-se como oposta à 'transparência' que deve existir em qualquer sociedade democrática.»

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