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1ºEdição

1ºEdição

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01/09/2013

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Onde nascemOs santOs
Fábricas no Pilarzinho eVista Alegre abastecemigrejas e féis de Curitibae várias regiões do País.
Páginas
 
8
e
9
CRQUE
O Canhotinha de Ouro oi um dos melhores jogadoresque já pisaram os gramados do Pilarzinho.
Página
 
10
Iz,  hióri obixiho riblor quixou u
O crack tornou-se o principalcombustível para morte deadolescentes. Em 2009, Curitiba eRegião Metropolitana registraramem média três assassinatos degarotos entre 12 e 18 anos porsemana. Para autoridades,situação é um caso desaúde pública.
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6
 
e
 
 7 
 
CRCk 
»
drog já virou pii á xrio jov
Do 
Quintal
 Julho de 2010 - Ano I - Número 1
Marco André LimaArquivo da amíliaArquivo
Um jornala serviço donosso quintal
O Do Quintal surgecom o objetivo decontar as históriasde ontem e dehoje do Pilarzinho,São Lourenço,Abranches, Mercêse Vista Alegre.Bairros que juntosconcentram a maiorparte e os maisvisitados parques ebosques da cidade,o “coração verde”da capital.Pág. 16
O seu bairropode mudarpara melhor.E você podeajudar.
Veja como naPág. 5
Família Basso,há um séculono Pilarzinho.
Ela chegou em 1888à região e desdeentão é sinônimo decomércio no bairro.Pág. 3
Os perigosdo créditoconsignado
Cada vez maisaposentadose pensionistasrecorrem a essamodalidade.Pág. 14
R$ 1,50
 
Do 
Quintal
Curiiba, 26 de maio de 2010
2
Um quinal verde
O Do Quintal surge com uma proposta simples,mas ao mesmo tempo inovadora. A desimplesmente azer bom jornalismo e com issocontribuir com a região que abrange no sentidode inormar sobre o que de mais importanteacontece por aqui, de lembrar a históriade quem veio antes de nós, de colocar emevidência o que hoje há de bom – e enaltecê-lo – e o que há de ruim – questionando ecobrando soluções para os problemas.O Do Quintal atuará nos bairros do Pilarzinho,Vista Alegre, Mercês, Bom Retiro e SãoLourenço. A escolha não é por acaso. É justamente esta região que concentra asprincipais áreas verdes e parques da cidade. Aomesmo tempo, abriga áreas com uma históriacentenária, onde amílias de várias partes domundo chegaram em séculos passados paraajudar a construir o que é hoje a cidade deCuritiba.Antigamente eram chácaras, a partir das quaisos pioneiros iniciavam uma nova vida, longede seus amiliares deixados do outro ladodo Oceano Atlântico. Com trabalho e muitosacriício, aos poucos os bairros se tornaramo que são hoje. Muita coisa mudou, mas ahistória de quem veio antes continua presente,seja em nomes de ruas ou no sobrenome demuitos moradores locais, que de certa ormacontinuam a saga de seus ancestrais.Hoje, a região é um ponto turístico que atraipessoas de todos os cantos do mundo.Vêm em busca das belezas naturais e dasintervenções conscientes do homem, queredundaram nas atrações como a Ópera deArame, Parques Tanguá, Tingui, do Alemão,Gutierrez, São Lourenço, Pedreira PauloLeminski e outras. Numa cidade conhecida porecológica, pode-se dizer que este é o coração,o “coração verde da cidade”.Mesmo com essa importância, a região aindacarece de obras que a torne melhor nãosó para quem a visita, mas principalmentepara quem mora nela. Um passo importantenesse sentido oi o anúncio da revializaçãoda Fredolin Wol, do Santa Felicidadeao Pilarzinho. Obra que o Do Quintalacompanhará minuciosamente.Ao mesmo tempo, em outra proposta inovadora,o Do Quintal, trabalhará com duas aixasetárias geralmente negligenciadas pela grandeimprensa: os adolescentes e os idosos. Emrelação aos primeiros, a partir das escolaslocais o jornal irá acompanhar o que vive o jovem de hoje e tentará contribuir para ummelhor entrosamento entre os jovens e aprópria escola, a amília e o bairro em quevivem. Já os chamados da terceira idade, terãono Do Quintal inormações que interessam aessa aixa etária, a que mais vem crescendo noBrasil e no mundo, mas que ainda sente altade publicações que atendam aos seus anseios.É com essas propostas que o Do Quintalpede licença para entrar em seus lares.Sabendo, porém, que elas só terão sucessocom a participação dos moradores, sejacriticando, elogiando, dando sugestões, enm,participando. Só assim poderemos azer um jornal dos moradores para os moradores, ouseja, um jornal com a cara do nosso quintal.
edItORIaL
P
ara incenivar o ineresse dos jovenspela hisória do bairro, a Associaçãodos Moradores e Amigos do Abranches(Amada) esá promovendo um concurso deredação volado aos esudanes dos colégiosda região. Os melhores exos sobre persona-gens e aos hisóricos do bairro serão reuni-dos em livro.O presidene da Amada, José Gomes, dizque a idéia é que a parir do rabalho, os mais jovens conheçam um pouco mais da cenená-ria hisória do Abranches. Ele explicou que há27 anos oi realizada ação parecida, quandoos esudanes da época ambém zeram pes-quisas e colheram depoimenos de moradoresmais anigos. O problema, porém, é que naépoca os relaos acabaram se perdendo. “Des-a vez, as hisórias vão virar um livro e carampreservadas”, explica José Gomes.
Histria d Abranches 2?
 Apesar de o presidene da Amada dizer quenão resou regisro dos rabalhos daquela épo-ca, o Do Quinal descobriu nos arquivos muni-cipais um dos exos eios em 1983.Traa-se do depoimeno do morador Anô-nio Kucaniz, um comerciane aposenado e bis-neo dos primeiros colonos que vieram para o Abranches. Inelizmene, o nome dos esudan-es que zeram o rabalho oi riscado, sendo possível decirarsomene o nome “Robero”. Ao lado, reprodução da página queconsa no arquivo da Casa da Memória. Quem souber quem o-ram os alunos que zeram o rabalho ou iver inormações sobre Anônio Kucaniz, enre em conao conosco (Teleones 3527-0501 e 8819-8717. E-mail: Doquinal@yahoo.com.br)
Brchad
 A rua Primeiro-Minisro Brochado da Rocha, que começana Hugo Lange e dá acesso à Universidade do Meio Ambiene,será compleamene reormada, a parir de seembro. O anúnciooi eio pelo preeio, Luciano Ducci, no úlimo dia 31, duran-e a assinaura da ordem de serviço para as obras da Fredolin Wol.
Mais m parqe
Reorçando sua condição de “coração verde” da cidade, anossa região ganhará mais um parque. A Preeiura anunciouque ransormará uma área de 100 mil meros quadrados deuma aniga pedreira desaivada na rua Gardênio Scorzao, no bairro Visa Alegre, em parque de preservação ambienal e deuso público. A inenção é ornar o local, que em vegeação na-iva e uma cachoeira, em espaço de conemplação, mas ambémpara a práica de espores radicais.O preeio, Luciano Ducci, inormou que deerminou àequipe do Meio Ambiene a elaboração de um projeo onde o visiane consiga ineragir com as belezas naurais do parque.
Fitr verde
 As foresas denro de Curiiba êm 1,16 bilhão de oneladasde carbono esocados em seus galhos, roncos, raízes e olhas.Isso represena 4,25 milhões de oneladas de dióxido de carbo-no (CO2) a menos no ar respirado pelos curiibanos. O levana-meno é da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem (SPVS). A ONG ez na capial o primeiro esudo no Brasil que mosra aimporância das foresas urbanas no combae ao aquecimenoglobal, do qual o dióxido de carbono é um dos principais ao-res. O CO2 é reirado do ar pelas planas.Para se er uma ideia do beneício das foresas para Curiiba,4,2 milhões de oneladas de CO² são a quanidade liberada porcerca de 1 milhão de veículos circulando durane um ano e meionas ruas da cidade.
Bm Negci
Dezenas de empreendedores do Pilarzinho e Mercês, pes-soas que já possuem uma empresa ou que preendem criá-la,pariciparam , em maio e junho, do Programa Bom Negócio, daPreeiura de Curiiba. A ormaura oi no dia 30 de junho, noEsação Convenion Cener. Em 20 dias de aulas, os paricipan-es aprenderam como apereiçoar a gesão de seus negócios. Osempreendedores cericados passam a er acompanhameno deconsulores especializados. No oal, de 11 bairros aendidos noprimeiro semesre, oram 450 ormados. No segundo semesre,o programa aingirá mais nove bairros, enre eles o cenro e oBom Reiro. O curso é grauio.
M nica
 A rua Coronel João Guilherme Guimarães, no bairro Mer-cês, ornou-se mão única em um recho de cinco quadras, comsenido da rua Mylho Anselmo da Silva para a Dr. Robero Bar-roso. Segundo a Urbs, a inenção é garanir melhor fuidez doráego. A rua em cerca de dois quilômeros de exensão e ligaa Avenida Manoel Ribas, nas Mercês, à rua Claudio Manoel daCosa, no Pilarzinho. A rua ganhou ambém nova pinura e duaslombadas, na quadra enre a Desembargador Vieira Cavalcani;e na quadra enre as ruas Solimões e Mamoré.
 a hióri o abrh
Movido à mula
Na época em que os Basso chegaram à cidade, Curitibatinha recém-inaugurado seu primeiro sistema detransporte coletivo. Em novembro de 1887, a EmprezaCuritybana pusera em uncionamento o primeiro bonde,puxado por mulas. A oto, do acervo de Cid Steani,mostra um carro da linha Batel-Seminário na esquina dasruas XV de Novembro e Monsenhor Celso, e um guardacivil. O registro oi eito em 1911. Dois anos depois,em 7 de janeiro de 1913, seria inaugurado o primeiroônibus elétrico da cidade. Só em 1952 chegariam osônibus, primeiro movidos a gasolina e depois, a diesel,aposentando defnitivamente o velho bonde.A oto e outras de Cid Steani estão expostas nomais antigo bar da cidade, o Stuart, na Praça Osório,inaugurado em 1904 e ainda em uncionamento.
 
PIONEIROS
Do 
Quintal
Curiiba, 26 de maio de 2010
3
 q ui    v  of   ami   l   i    a
O armazém dos Basso, ao lado da Capela, em oto de 1959.
Família tradicional do Pilarzinho,os Basso participam da históriado bairro há mais de um século.Os primeiros representantes delesaportaram por esta região por vol-ta de 1888, vindos da Itália, numadas primeiras levas de imigranteseuropeus que buscavam no Bra-sil oportunidades de crescimentopessoal. O casal Luiz e Rosa Bas-so se xou inicialmente na regiãoonde é hoje o bairro São Lourenço.Com a experiência que já tinhamna lavoura, começaram a plantarmilho, eijão e hortaliças nas no-vas terras, vendendo a produçãono centro da cidade.Com isso, criaram os lhos, quecasaram e constituíram amílias.Um deles, Augusto, havia se ca-sado há poucos anos com ÂngelaCosta, quando, em 1918, comprouo armazém de secos e molhadosdo alemão Gustavo Born, ao ladoda Capela Nossa Senhora do Pilar.O comércio uncionava em umacasa de madeira, que cava numaárea que compreendia do atualposto de gasolina, na esquina dasruas São Salvador com a Desem-bargador José Carlos Ribas, até àSociedade Primavera, na atual Do-mingos Moro.Na época, toda a região eraormada por chácaras. O armazémera a única casa comercial da re-gião. A venda de secos e molha-dos mais próxima cava na Cruzdo Pilarzinho, de propriedade dosPolak, uma das amílias polone-sas que vieram para o Paraná em1871.Na época, os produtos vendidoseram bem dierentes dos de hoje.Querosene era um dos principais,pois como ainda não havia luzelétrica, os moradores tinham queusar esse combustível para acen-der os lampiões ou lamparinas.Com o comércio, o casal oitocando a vida. Tiveram oito -lhos. Em agosto de 1938, vítimade câncer, Augusto morreu aos 54anos, deixando Ângela, ou Angeli-na como era chamada pelos ami-liares, para cuidar dos lhos e donegócio.BenjamimCom o tempo, os lhos maisvelhos buscavam seus caminhos,encontrando empregos em outrasregiões. O sexto lho, Benjamim,também parecia seguir a mesmarota. Na maioridade, oi para oRio de Janeiro servir ao Exército.Findo o tempo de serviço obriga-tório, em 1950, porém, ele voltoupara Curitiba, para auxiliar a mãeno negócio. Tinha a ajuda do ir-mão José, o Bepe, e da irmã ca-çula, Leonilda, que até hoje traba-lha no local. E por ali continuou,assumindo a empresa após a mãeretirar-se da vida no comércio.Benjamim casou-se em 1953com Lídia Pilati.Na época em que Benjamimassumiu o negócio, o bairro aindacarecia de inra-estrutura básica,oerecendo poucos serviços aosmoradores. Com isso, muitas ve-zes, ele tinha que usar sua cami-nhonete F 100 para azer um tipode serviço social, como transportaramílias, levar doentes a hospitais,azer carretos para os clientes etc.FerragensEm 1962, Vitório Pilati, casadocom uma das lhas de Augusto,Catarina Basso, entrou na socieda-de no armazém. A sociedade du-rou até 1988, quando o armazémcou trabalhando somente comos produtos com que trabalha atehoje, e a parte de erragens, erra-mentas e materiais de construçãocou com o sócio, dando origem àFermatti Materiais de Construções,vizinho ao supermercado.Desde o início do século pas-sado, o atual supermercado un-cionava em uma antiga casa demadeira. O atual prédio só seriaconstruído na década de 1970.Benjamim e Lídia tiveram cincolhos. O mais velho, Renato Oliviré engenheiro forestal e trabalhaem Sinop (MT); o quarto, Ronei, éuncionário do Banco do Brasil. Osdemais, Joceli, a segunda lha, Ru-bens, o terceiro, e Janete, a caçula,assumiram o negócio em 1988.Lídia aleceu precocemente, aos60 anos, em 1990. Tempos depois,ele se casaria com Terezinha Ma-canhão.Nos últimos anos, Benjamimenrentou um câncer, e quandoestava quase curado, surgiu o al-zheimer. Com isso, cou 16 meseshospitalizado, alimentando-se poraparelhos. Em maio último, ain-da em estado vegetativo, ele tevealta do hospital e oi levado para acasa da lha Janete. Ele está com83 anos, completados em 15 de janeiro.Apesar da tristeza com o esta-do do pai, os três lhos e a irmãLeonilda dão continuidade ao tra-balho de Benjamim e à históriados Basso no Pilarzinho.
Bo, uhióriári
Se um jovem de hoje viajasse no tempo eentrasse no Armazém Basso nos anos 50se depararia com uma série de produtosnas prateleiras que nem saberia para queserviam. O querosene, por exemplo, era umcampeão de vendas. Mas, compravam oproduto não para usá-lo na limpeza comohoje. Antes, ele era usado para iluminar ascasas. Numa época em que ainda não haviachegado a luz elétrica à região, ele era ocombustível para os lampiões e lamparinas.Um dos artigos mais curiosos que se vendianaquele tempo era a tripa de porco. RubensBasso explica que a “tripa seca” era usadapara se azer salame e outros embutidos,muito consumidos pelos moradores deentão. Outra mercadoria que não podiaaltar era o umo de rolo, opção para osumantes numa época em que nem seimaginava que um dia até umar em baresseria proibido.Os produtos oerecidos atendiam àsnecessidades básicas da região, que aindaera ormada por chácaras onde se produziaa maior parte dos alimentos consumidos.Então, vários produtos hoje comuns nomercado, como milho e seus derivados,batata, leite, rutas, hortaliças, ovos, óleo(usava-se banha) e carnes in natura nãoeram oerecidos. Em compensação, comoninguém tinha geladeira, vendia-se muitocharque e torresmo. Lenha, erramentaspara a lavoura, materiais para construção,cera, louças e panelas também tinhammuita saída, assim como linhas, agulha,cordas para amarrar animais, uma innidadede miudezas para o lar e até roupas rústicas.Nesta época, o Basso também comercializavagalinhas, mas não como hoje, depenadas,cortadas, limpas e às vezes até temperadas.Na época, elas eram vendidas vivas. Ao ladodo mercado, havia um cercado, onde osclientes escolhiam a que levariam para casa,para botar ovos ou para virar o prato do dia.Quem não deve sentir saudade dessa épocasão as mulheres. Antes de levar umgalináceo ao ogo, elas tinham primeiro quematá-lo, depois depená-lo em água ervente,cortá-lo, limpá-lo e temperá-lo, e só entãocolocar o bicho na panela ou no orno. Semcontar, claro, o trabalho para acender o ogoeito com lenha. Melhor hoje, não?
(DSF)
Tempos de ripa e querosene
Leonilda e os sobrinhos Rubens eJoceli em rente ao atual prédio.
Família chegou da Europa no séculoXIX e fncou raízes na região
O casal Luiz e Rosachegou da Europaem 1888.Casamento deAngelina comAugustinho,pouco antes dacompra do armazém.Benjamim e a esposaLídia em oto de 1985.
Arquivo amiliar
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