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Reprodução felinos e caninos

Reprodução felinos e caninos

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Como tratar... Gatinhos órfãos...................................................................................2
Susan Little
Conceitos actuais sobre a infertilidade no cão..........................................................7
Cheri Johnson
Conceitos actuais sobre infertilidade na cadela.......................................................13
 Autumn Davidson
Ultrassonografia ovárica e monitorização do estro na cadelae na gata..................................................................................................................22
 Alain Fontbonne e Elise Malandain
O ácido fólico e a fenda palatina em cães braquicefálicos......................................30
 Aurélien Guilloteau, Eric Servet, Vincent Biourge e Claude Ecochard
Como abordar... A infertilidade na gata...................................................................34
Stefano Romagnoli
Guia Destacável Royal CaninEsfregaços vaginais em cadelas...............................................................................39Boletim WSAVA.........................................................................................................41
Esfregaço vaginal deuma cadela em estro
   ©   P   h  o   t  o  :   U   M   E   S  -   E   N   V   A   (   G .   C  a  s  s  e   l  e  u  x   )
 WALTHAM
 Focus
 WALTHAM
Focus 
Vol 16 N° 2 – 2006
 WALTHAM
®
Sumário
Consultores Editoriais
Dr
a
. Denise A. Elliott BVSc(Hons), PhD, Dipl. ACVIM,Dipl. ACVN ComunicaçõesRoyal Canin, EUADr
a
. Pascale Pibot, DVMScientific Publishing ManagerRoyal Canin, FrançaDr
a
. Pauline Devlin, BSc, PhD,Veterinary Support ManagerRoyal Canin, UKDr
a
. Karyl Hurley BSc, DVM, Dipl. ACVIM, Dipl. ECVIM-CAGlobal Academic Affairs, WALTHAMVisitante na Faculdade da Universidadede Cornell
Editor
Dr. Richard Harvey, PhD, BVScDVD, FIBiol, MRCVS
Secretário Editorial
Laurent Cathalan
lcathalan@buena-media.fr 
Ilustração
 Arnaud Pouzet
Tradução (Português)
Paula Cortes
Revisão editorial para outras línguas:
Dr
a
. Imke Engelke, DVM (Alemão)Dr
a
. M. Elena Fernández, DVM (Espanhol)Dr
a
. Eva Ramalho, DVM (Português)Dr
a
. Filipa Moreira, DVM (Português)Dr. Flavio Morchi, DVM (Italiano)Dr
a
. Margriet Bos, DVM (Holandês)
Prof. Dr. R. Moraillon, DVM (Francês)
Publicado por
Buena Media Plus
PCA:
Bernardo Gallitelli
Morada :
85, avenue Pierre-Grenier92100 Boulogne – França
Telefone:
+33 (0) 1 72 44 62 00
Impresso na União EuropeiaISSN 0965-4577Circulação: 80.000 cópiasDEPÓSITO LEGAL: Junho 2006
Publicado por Aniwa S. A. S 
CONHECIMENTO E RESPEITO
 A Waltham
Focus
é publicada em inglês,francês, alemão, chinês, holandês, italiano,polaco, português, espanhol, japonês, grego e russo.
 As autorizações de comercialização dosagentes terapêuticos para uso em animaisde companhia variam muito a nível mundial.Na ausência de uma licença específica, deveser considerada a publicação de um aviso deprevenção adequado, antes da administraçãode tais fármacos.
alemanha argentina austrália áustria bahrein bélgica brasil canadá china chipre coreia croácia dinamarca emirados árabes unidoseslovénia espanha estados unidos da américa estónia filipinas finlândia frança grécia holanda hong-kong hungria irlanda islândiaisrael itália japão letónia lituânia malta méxico noruega nova zelândia polónia porto rico portugal reino unido república checarepública da áfrica do sul república eslovaca roménia rússia singapura suécia suiça tailândia taiwan turquia
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 WALTHAM
Focus 
Introdução
Frequentemente, os Médicos Veterinários são solicitados paraproceder à avaliação e tratamento de gatinhos jovens órfãos ouabandonados. As crias são consideradas órfãs em caso de morteda mãe, se a gata se encontrar demasiado doente para cuidar daninhada ou sempre que se encontrem gatinhos recém-nascidosna rua, aparentemente abandonados. O conhecimento dasnecessidades específicas destes pacientes pediátricos, em geralbastante frágeis, é o primeiro passo para o sucesso da terapêutica.
Exame e Avaliação
 Exame Físico
O estado geral de um gatinho órfão deve ser imediatamenteavaliado, de forma exaustiva, procurando recolher o maiornúmero de dados sobre a história clínica do felino, ainda que, àpartida, a informação disponível possa ser escassa. É indis-pensável prestar especial atenção ao ambiente em que o animalvive, tendo em conta factores como a temperatura e humidaderelativa, higiene, densidade populacional, parasitismo edoenças infecciosas.O exame de felinos muito jovens deverá ser conduzido commuita delicadeza e paciência, numa superfície quente e limpa.Lave as mãos antes de manusear o gatinho e calce umas luvaspara realizar qualquer procedimento. Utilize um equipamentosimples, como uma balança graduada em gramas
(Figura 1)
,um termómetro digital, um otoscópio com espéculos auricularespara pediatria, uma lanterna de bolsa e um estetoscópio comcampânula (2cm) e diafragma pediátricos (3cm). Antes da manipulação do animal, procure observar a reacçãodeste ao meio envolvente, bem como a condição corporal,actividade cognitiva, postura, locomoção e respiração. Registe oritmo respiratório antes de o manusear, e de seguida anote atemperatura rectal e a frequência cardíaca. Consulte a
Tabela 1
sobre os valores fisiológicos em gatinhos. A determinação da idade aproximada do gatinho deverá basear-se no peso vivo e no exame da dentição. O peso habitual ànascença oscila entre 90 e 110g (intervalo 80-140g). Osgatinhos saudáveis aumentam 50 a 100g por semana (10-15g/dia) e, por volta das duas semanas de idade, já devem terduplicado o peso de nascimento. Os incisivos são os primeirosdentes deciduais a irromper, seguidamente os caninos, por voltadas 3 a 4 semanas de vida, enquanto que a erupção dos pré-molares ocorre aproximadamente entre as 5 e as 6 semanas. A fórmula dentária dos dentes deciduais é a seguinte: 2(I3/3,C1/1, P3/2); não existem molares de leite. A pelagem do gatinho deve estar limpa e brilhante. É importantepesquisar a eventual presença de pulgas uma vez que qualquerinfestação grave pode ser causa de anemia. Os recém-nascidossaudáveis podem apresentar mucosas hiperémicas até aos 7 diasde idade, enquanto que as mucosas das crias doentes, são
Susan Little, DVM, Dipl. ABVP
Bytown Cat Hospital, Ottawa, Ontário, Canadá K1K 1G6
 A Dr 
a
. Little concluiu o Bacharelato na Universidade de Dalhousie (Nova Escócia, Canadá) em 1983, e a licenciaturaem 1988 na Faculdade de Medicina Veterinária de Ontário, Universidade de Guelph. Trabalha em clínica de felinos desde 1990, tendo recebido o certificado de especialização em Medicina Clínica de Felinos em 1997. É sócia de duas clínicas veterinárias especializadas em felinos, em Ottawa, Canadá, e Presidente da «Winn Feline Foundation»(www.winnfelinehealth.org). A Dr 
a
. Little faz parte do Comité de Consultoria Editorial da «Pets Magazine» e desempenha a função de consultora sobre felinos para a «Veterinary Information Network» (www.vin.com).
Figura 1.
Para determinar o índice de crescimento de  gatinhos órfãos  pode ser utilizada umabalança de cozinha graduada em gramas para a pesagem dos animais.
Como tratar...
Gatinhos órfãos
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Focus 
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frequentemente pálidas, acinzentadas ou cianóticas. Um abdómendistendido é normal num gatinho bem alimentado, mas no caso de umanimal doente, a dilatação abdominal por vezes indica aerofagia. Oedema, eritema ou presença de corrimento na zona umbilicalconstituem sinais de onfaloflebite, problema comum no períodoneonatal desta espécie. Deverá proceder-se a uma cultura docorrimento para orientar a selecção da antibioterapia.O animal deverá ser cuidadosamente inspeccionado para detecção dequalquer anomalia anatómica grave, como é o caso da fenda palatina,hérnia umbilical, deformações de membros ou da parede torácica, e aausência de orifícios urogenitais ou rectais. Até às 3 semanas de vida os gatinhos não conseguem eliminar a urinae as fezes de forma voluntária, por conseguinte, é conveniente avaliaros reflexos de micção e defecação utilizando um cotonete embebidoem óleo mineral para estimular a área anogenital. Em cerca de 60%dos recém-nascidos doentes regista-se a presença de diarreia. Podetambém ser observável hematúria ou pigmentúria, assim como sinaisde infecção do tracto urinário ou isoeritrólise neonatal.Os olhos devem ser examinados para pesquisa de eventuais anomaliasdo globo ocular, das pálpebras ou presença de conjuntivite.Corrimento ocular e pálpebras salientes, antes da abertura dos olhos,constituem sinais de
oftalmia neonatal 
. O exsudado deve seramolecido com compressas quentes, e as pálpebras devem sercuidadosamente separadas. Aplicar uma pomada antibióticaoftalmológica, por exemplo 1% de tetraciclina (6,5mm, TID, 4 a 7dias). A córnea poderá parecer ligeiramente turva quando os olhos seabrirem pela primeira vez. É muito difícil examinar o fundo do olhoantes das 6 semanas de vida, ou até mais tarde, assim como tambémnão é fácil observar os canais auditivos com um otoscópio antes das 4semanas de idade. A auscultação cardíaca pode revelar-se uma dificuldade em animaisneonatos. Por vezes, a presença de murmúrios funcionais deve-se aanemia, hipoproteinemia, febre ou sepsis. De forma geral, aspatologias cardíacas congénitas produzem sopros facilmente audíveisassociados a alterações da pulsação periférica e frémito pré-cordial.Os sopros ditos inocentes, não associados a doença, são mais comunsem cachorros do que em gatinhos.Consulte a
Tabela 2
sobre as etapas fundamentais do desenvolvimentonormal dos gatinhos.
Diagnósticos de rotina 
Mesmo no caso de gatinhos muito jovens, é possível realizar testesdiagnósticos de rotina. Pode proceder-se à recolha de sangue da jugular usando uma seringa pequena (1ml ou mais pequena) comuma agulha 25-26G de diâmetro. Coloca-se o animal em decúbitodorsal, com os membros anteriores posicionados junto ao abdómen,e a cabeça e o pescoço estendidos. A colheita de sangue deve ser feitamuito lentamente para evitar o colapso da veia.São necessários cerca de 0.5ml de sangue para a realização deste tipode testes:• Hematócrito (PCV) e proteína total• Contagem de glóbulos vermelhos e glóbulos brancos: colocar umagota de sangue directamente da seringa num sistema de hematologiamanual, como o Unopette™ (Becton, Dickinson) e realizar esfregaçossanguíneosGlicemia: usar um glucómetro portátil concebido para usodoméstico.Uma anemia fisiológica em gatinhos entre as 2 e as 6 semanas de vidapode ser observada (nadir às 4 - 6 semanas). Os valores do hemo-grama normalizam para os níveis do gato adulto por volta dos 3 a 4meses de idade. Consultar a
Tabela 3
relativa aos valores habituais daquímica serológica e da hematologia em gatinhos, desde onascimento até às 8 semanas. A colheita de urina deve ser realizada para análise química,determinação de sedimentos e gravidade específica, através demanipulação suave ou de estimulação da área urogenital. Éconveniente evitar a cistocentese em gatinhos muito jovens, uma vezque é difícil imobilizar adequadamente o paciente, comportando ummaior risco de provocar lesões nas paredes da bexiga e podendodesencadear um afluxo de urina para o abdómen. Durante asprimeiras semanas de vida, a densidade específica da urina situa-seem níveis próximos de 1.020, ou inferior; os valores normais para umanimal adulto são alcançados por volta das 8 a 10 semanas de idade.
ParâmetroIntervalo Normal
Temperatura rectalRecém-nascido: 36-37°C (97-98°F)Cerca das 4 semanas: 38-39°C (100.4-102.2°F)Frequência cardíaca220-260 batimentos/minutoRitmo respirario15-35 inspirações/minuto
Tabela 1. Valores fisiológicos normais em gatinhos
EtapaIdade
Olhos
Abertura das pálpebras 10 dias
(referência entre 2-16 dias)
Reflexos de amea e pupilares10-21 diasVisão normal30 diasColoração adulta da íris4 a 6 semanas
Orelhas
Abertura dos canais9 dias
(referência entre 6-17 dias)
Audição funcional4-6 semanas
Locomoção
Rastejar 7-14 diasAndar14 -21 diasEliminação voluntária3 semanas
Tabela 2.Etapas fundamentais do desenvolvimento dos gatinhos
Como tratar... Gatinhos órfãos
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