Rev. Bras. Cienc. Esporte, Capinas, v. 32, n. 1, p. 93-107, setebro 2010 95
escala undial. A cultura da EF vai ser a cultura esportiva (esportiviao da EF), ocultivo do esporte (ne sepre) virtuoso.O apresentado até o oento, e a correspondente opo teórico-etodológica adotada, no privilegia os processos concretos que se desdobra nocho das escolas. So generaliaões próprias de análises que tê coo objetivoabarcar tepos históricos aplos e produir ua viso sintética desses processos. A diversidade de práticas produidas no contexto de deterinada hegeonia nopode ser conteplada nesse tipo de análise (so liitaões que precisa estar claraspara nós). De qualquer ora, parece válida a arao de que, no oento atual, teos enos espao para a arao de ua EF “ocial”
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. Assi, ebora os estudos diagnósticos ostre ainda a hegeonia doensino dos esportes nas escolas, portanto, congurando-se ua tradio bastantecristaliada, a desaeco das tradiões está ais presente no oento atual,criando espao para a construo de culturas escolares de EF que postula outrossignicados para a sua insero na vida da escola. A seguir apresentaos u estudo etnográco sobre o processo de construode duas culturas escolares de EF. Co isso, buscaos suprir ua lacuna e superar asliitaões de análises ais estruturais coo a que apresentaos na prieira partedeste texto, ocando o cotidiano escolar,
buscando compreender como são construídasconcretamente dierentes culturas escolares de EF, identifcando quais atores (de ordemcontextual, de ormação profssional etc.) atuam nessas construções
. As inoraões ora obtidas a partir da ierso de u eso pesquisador,siultaneaente, no cotidiano de duas escolas durante o período de u ano. Asobservaões ora registradas e caderno de capo e as entrevistas gravadas eposteriorente transcritas. As duas culturas escolares de EF die respeito a duas construões dessecoponente curricular e duas escolas do ensino undaental do unicípio de Vitória (ES). Nessas duas escolas, dois proessores, J e m, atua na organiaodesse coponente, escrevendo, no cotidiano e no currículo das escolas, duas edu-caões ísicas co roupagens dierentes e unões distintas, ebora apresentando, tabé, traos couns.Duas so as vertentes de trabalho que sustenta teoricaente a pesquisa,ua no âbito do currículo e outra no âbito do cotidiano. No havendo espao- tepo para o desenvolviento dessas discussões, inoraos, ao enos, que
1. Aqui nos reerios a ua concepo de educao ísica “patrocinada” pelo Estado, que na oderni-dade sólida, na viso de Bauan (2001), é entendido coo o principal responsável pela construoda orde.