Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more ➡
Download
Standard view
Full view
of .
Add note
Save to My Library
Sync to mobile
Look up keyword
Like this
132Activity
×
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
Teoria Do Conhecimento 01 O Problema Do Conhecimento

Teoria Do Conhecimento 01 O Problema Do Conhecimento

Ratings:

5.0

(2)
|Views: 96,625|Likes:

More info:

Published by: Ensino Médio Filosofia on Sep 28, 2008
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See More
See less

08/17/2013

pdf

text

original

 
56
IntroduçãoEnsino Médio
d  ç ã 
Teoria do Conhecimento
Os conteúdos aqui desenvolvidos sobre teoria do conhecimentosão recortes pontuais de uma história de abordagens do problema doconhecimento. A Teoria do conhecimento, como o próprio nome su-gere, é uma abordagem
teórica
sobre o conhecimento.É necessário, porém, ter uma noção clara sobre esse aspecto “teóri-co” do saber, afinal, boa parte do que entendemos por conhecimentonão é “teoria”, mas é habilidade, hábito, destreza. Exemplo emblemá-tico é a habilidade de falar a língua portuguesa. Não é necessário co-nhecer a teoria da Língua Portuguesa (gramática) para falar português:basta estar em contato com o modo como os falantes da língua se co-municam. Mas de que serve então a gramática? Sua função não é ensi-nar a falar, tarefa que seria inútil, já que todos falam. A gramática en-sina a estrutura histórica da fala, como ela foi se constituindo a partirda prática da comunicação e quais influências ela sofreu do contextocultural, econômico e social do povo. Não se pode dizer que, em lín-gua, a teoria cria a prática. Mas é certo que uma prática de comunica-ção vai elaborando, historicamente, uma gramática.O exemplo acima é um caso típico que revela as diferenças, mastambém a complementaridade entre prática e teoria, esta também cha-mada
análise 
, termo bem familiar aos alunos de português que se de-batem com as
análises sintáticas 
. Muitas vezes a filosofia sofre gravesdistorções no âmbito escolar porque não se reflete bem sobre a espe-cificidade do trabalho de análise. Para não se cometer injustiças com adisciplina, seria oportuno fazer as seguintes comparações: uma gramá-tica é uma análise estrutural de uma língua; uma física é um mapa dasestruturas matemáticas do universo; uma filosofia é uma
 geografia con-ceitual 
(Ryle) do pensamento, de suas leis, possibilidades e limites. Aescola, aliás, é um grande centro de visitação e compreensão das teo-rias ou análises literárias, artísticas, científicas e filosóficas que consti-tuem o conhecimento humano.Conscientes dessa característica do ensino, sobretudo no nível mé-dio, optamos por elaborar um material que permitisse duas coisas: emprimeiro lugar um fôlego maior no texto explicativo. Essa estratégiatem, no entanto, um preço: limita bastante o número de filósofos abor-dados. O segundo ponto é a exposição de filósofos. Os conceitos filo-sóficos são produzidos historicamente. Eles são resultado do trabalhode filósofos que, em confronto e debate com seus pares, tecem e es-truturam suas próprias redes conceituais e sistemas. É muito mais se-guro, portanto, iniciar o estudo da teoria do conhecimento por aquiloque disseram Platão, Aristóteles, Descartes, Kant, etc., do que se deterem temas gerais como
Verdade 
,
Ceticismo
,
 Justificação
, sem saber co-mo os filósofos chegaram nesses conceitos.O conteúdo
O problema do conhecimento
, trata da definição platô-nica do conhecimento. Platão é o primeiro filósofo a examinar siste-maticamente o problema do conhecimento. Embora haja controvérsia
z
 
57
Filosofia
sobre vários pontos da noção de conhecimento em Platão, os historia-dores são consensuais sobre o fato de Platão ter delimitado um critérioformal para o saber: a razão. Dramatizando literariamente suas diver-gências com sofistas célebres, como Protágoras, Platão escreveu obrasque exploraram as contradições lógicas embutidas nas teses epistemo-lógicas de seus contemporâneos. Aproveitando-se destas falhas, Pla-tão elabora uma forma de investigação filosófica que consiste na bus-ca de uma definição para cada classe de ser existente no mundo. Terconhecimento é ser capaz de atingir, mediante investigação e estudo,o conteúdo definicional de cada ser ou objeto existente. Como nossoobjetivo neste Folhas é explicar a teoria do conhecimento, fugimos umpouco da obra mais conhecida de Platão,
 República
, optando por ex-por o diálogo
Teeteto
, onde Platão desenvolve de forma sistemática su-as teses sobre o conhecimento.O conteúdo
Filosofia e Método
, desenvolve um pouco da história dateoria do conhecimento. O confronto entre Platão e Aristóteles é umdos momentos mais importantes dessa história. Gerações inteiras de fi-lósofos receberam influências do retrato que Aristóteles deu do plato-nismo, situação que só se inverteu muito recentemente, quando estu-diosos modernos retomaram a obra platônica, aliviando um pouco opeso das críticas aristotélicas. Merece destaque a tentativa de explicarum tema bem conhecido na obra de Aristóteles: a idéia de que o co-nhecimento é um marcha do particular ao geral, tese célebre que fezmuitos pensarem que Aristóteles é um
empirista
, o que, feitas as devi-das análises, revela-se pouco fiel ao pensamento do filósofo.Neste conteúdo, cujo tema central é a idéia de
método
em filoso-fia, é passagem obrigatória o pensamento de Descartes. Optamos pelaexposição de uma passagem do Discurso do Método, já que é a obraque popularizou Descartes e fez o mundo conhecer sua metodologiapara o conhecimento. Descartes é conhecido por combater a distinçãomoderna entre ciência e filosofia, aspecto que procuramos retratar noexame de suas regras metodológicas.O conteúdo
Perspectivas do Conhecimento
do ponto de vista dos au-tores abordados, é o mais problemático. Temos consciência que elejustapõe exposições acerca de Descartes, Hume e Kant, os autores quemereceriam um livro à parte.Retomamos Descartes como fundador da filosofia moderna do su-jeito. Com Hume, procuramos situar em sua obra a crítica ao carte-sianismo e, com Kant, fechamos a abordagem da teoria do conheci-mento. Kant é incontornável pelos inúmeros temas que formulou emepistemologia, particularmente por ter definido o alcance do conheci-mento humano, pela importante análise das categorias que usamos pa-ra fazer juízos epistemológicos e, por fim, por ser reconhecido comofundador da teoria do conhecimento na História Moderna.
 A 
 
58
IntroduçãoEnsino Médio
 
58
Teoria do ConhecimentoEnsino Médio
 
 ARCIMBOLDO, Giuseppe. O bibliotecário (cercade 1526). Óleo sobre tela – 97 x 71 cm, Suécia,Balsta, Skokloster Slott.
<

Activity (132)

You've already reviewed this. Edit your review.
1 thousand reads
1 hundred reads
regyna liked this
Claudinei G Campos added this note|
gostei
Hilton Leal liked this
profnem liked this

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->