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Renascença Cultural 1

Renascença Cultural 1

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Renascença Cultural
Informativo de divulgação cultural da Loja Maçônica de Estudos e Pesquisas «Renascença» n° 1

ANO I - Edição n° 001 - Agosto de 2011

Página 01/08

Editorial
Caros Irmãos: Estamos chegando até vocês, eletronicamente ou de forma impressa, com o primeiro número do Boletim “Renascença Cultural”, para, desta forma, participar das comemorações do Dia do Maçom (20) e do 88º aniversário de fundação de nossa co irmã A.·.R.·.L.·.S.·. “Regeneração Campinense” nº 2 (19). Nesse nosso pri
Renascença Cultural
Informativo de divulgação cultural da Loja Maçônica de Estudos e Pesquisas «Renascença» n° 1

ANO I - Edição n° 001 - Agosto de 2011

Página 01/08

Editorial
Caros Irmãos: Estamos chegando até vocês, eletronicamente ou de forma impressa, com o primeiro número do Boletim “Renascença Cultural”, para, desta forma, participar das comemorações do Dia do Maçom (20) e do 88º aniversário de fundação de nossa co irmã A.·.R.·.L.·.S.·. “Regeneração Campinense” nº 2 (19). Nesse nosso pri

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Renascença Cultural
Informativo de divulgação cultural da Loja Maçônica de Estudos e Pesquisas «Renascença» n° 1
 ANO I - Edição n° 001 - Agosto de 2011
Página 01/08
 
Editorial
 
Reuniões: Última Segunda-feira de cada mês. Local: Palácio Maçônico da A
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«Regeneração Campinense» n° 02Horário: 20h00min - Rua Vidal de Negreiros, 108 - Centro - Campina Grande - Paraíba.
Caros Irmãos:Estamos chegando até vocês, eletronicamente ou de forma impressa, com o primeiro número doBoletim “Renascença Cultural”, para, desta forma, participar das comemorações do Dia do Maçom (20) e do88º aniversário de fundação de nossa co irmã A.·.RLS “Regeneração Campinense” nº 2 (19). Nesse nosso primeiro número, trazemos para os leitores artigos escritos por Irmãos, integrantesou não do quadro de obreiros de nossa loja de Estudos e Pesquisas, enfocando importantes temas de nossaOrdem Maçônica. Chamo a atenção para o fato de um mesmo assunto (As Origens da Maçonaria) ter sidotratado, sob óticas diferentes, por dois de nossos articulistas.Registro o fato de que a edição deste Boletim não substitui a circulação anual da Revista “OBuscador”, que, por motivos alheios a nossa vontade, não teve o seu número 3 colocado ainda à disposição deseus leitores. Os editores assumem o compromisso no sentido de, até o final do corrente ano, fazer circular aterceira edição de nossa bem sucedida Revista.Há um firme propósito de se editar este boletim bimestralmente, por isso ficamos no aguardo deque todos os Irmãos se “entusiasmem e enviem suas pesquisas e escritos para que sejam disseminadas esirvam como fonte de desenvolvimento da cultura maçônica.” As associações paramaçônicas, a exemplo dosDeMolay, das Filhas de Jó e a Associação das Samaritanas, poderão e deverão utilizar este veículo decomunicação para divulgar seus trabalhos assistenciais, históricos, institucionais ou filosóficos. Seria muito bom que obreiros vinculados às Lojas que praticam outros Ritos autorizados pela Grande Loja (Schroder ouYork), colaborassem enviando trabalhos abordando particularidades desses ritos, tão ricos em detalhes e tãodesconhecidos por muitos.Com os nossos desejos de uma boa leitura e na esperança de que os assuntos colocados a vossadisposição sejam úteis para o desenvolvimento da cultura maçônica, aguardamos seu “feed back”, comsugestões, críticas e colaborações visando o aprimoramento do próximo número do Boletim que será editadono mês de outubro.TFARaimundo Marcos Assis BandeiraVen.·.M da Loja Maçônica de Estudos e Pesquisas Renascença n° 01.·..·..·..·..·..·..·.
UM ESBOÇO HISTÓRICO DA LOJA
 por Raimundo Marcos Assis Bandeira, MI*
té o ano de 2000, quando foi promulgada a vigente Constituição da Grande Loja Maçônica do Estado da Paraíba,nossos Irmãos se ressentiam da ausência na jurisdição de Lojas de Estudos e Pesquisas. Algumas poucas Lojas Simbólicasmantinham em funcionamento Centros de Estudos Maçônicos, que se encarregavam de transmitir aos seus obreiros as instruçõesdos graus simbólicos, enquanto a maioria se restringia a transferir tais ensinamentos nas suas próprias sessões econômicas,seguindo as disposições dos rituais. Na maioria das vezes, o cumprimento dessa obrigação se limitava a simples leitura do ritual,sem maiores discussões a respeito do que se lia.Ouvíamos, porém, falar que outras Grandes Lojas já dispunham de lojas daquela estirpe, embora em pequeno númeroe várias delas ainda em caráter experimental, mas que cumpriam com propriedade seus misteres. Os Irmãos se beneficiavam de umamelhor qualidade nas instruções maçônicas recebidas, enquanto as Lojas Simbólicas desafogavam seus expedientes nas sessões para o trato de outros assuntos. Sabíamos também da existência na Inglaterra da Loja de Estudos e Pesquisas Quatuor Coronati, a primeira loja de estudos do mundo e que deveria ser um dos espelhos para a formação da loja em Campina Grande.
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enascença Cultural
A promulgação da Constituição da Grande Loja em 2000 veio trazer esse novo caminho, quando permitiu a criaçãodas lojas de estudos e pesquisas, ao lado das lojas simbólicas e representou um significativo avanço. Aberta, então, a nova veredamaçônica, os irmãos da Loja Simbólica Regeneração Campinense, Ailton Elisiário de Sousa, Luiz Carlos Silva, Adenauer Henrique Cesário e Raimundo Marcos Assis Bandeira, resolveram fundar uma loja do gênero e em 5 de maio de 2003 nascia a LojaMaçônica de Estudos NE Pesquisas Renascença n° 1, que veio a ser instalada em 20 de novembro de 2005, após haver sidoexpedida a Carta Constitutiva da Grande Loja Maçônica do Estado da Paraíba em 17 de agosto de 2005 e se constituindo a primeiraloja dessa natureza instituída no Estado da Paraíba. Seus estatutos vieram a ser aprovados e homologados em 2 de dezembro de2006, conforme Resolução n° 004/2006, da Grande Loja.Foram seus fundadores os seguintes 17 Irmãos: Ailton Elisiário de Sousa, Adenauer Henrique Cesário, EdgardBartolini Filho, Eduardo Sérgio Sousa Medeiros, Fabiano do Egito Araújo, João Clementino Filho, José Nicolau de Araújo, LuizCarlos Silva, Paulo Matias de Figueiredo, Pedro Alcântara Gomes da Silva Campos, Pedro Vicente de Paiva, Raimundo MarcosAssis Bandeira, Raimundo Paiva Cavalcante, Ricardo Vital de Almeida, Valmir Xavier Silva, Wergniaud Ferreira Leite e WilsonVasconcelos Bezerra. Na reunião de sua fundação ficou aprovada a denominação da Loja que, por proposta do Irmão Ailton Elisiário ,recebeu o nome de Renascença, que apresentou três justificativas: a primeira para homenagear a Loja Regeneração Campinense,que deu todo o amparo à nova Loja, a segunda para rememorar o grande período renascentista da História Universal, um grandefeito da Maçonaria que foi o Iluminismo francês e a terceira, para fixar o resgate histórico da existência de uma loja maçônica comesse nome em Campina Grande pelos idos de 1877, que teria abatidas as suas colunas pelo exacerbado clericalismo da época naregião. Foi aprovada também a adoção par os seus trabalhos do Rito Escocês Antigo e Aceito, por ser o rito maçônico maisdifundido no Brasil e por já professarem esse rito os seus fundadores.A documentação exigida para o pedido de filiação à Grande Loja foi a esta encaminhada, vindo a surgir os primeirostropeços com setores da Administração, notadamente marcados em razão da ausência de uma legislação específica que tratasse doassunto e de interesses de grupos políticos maçônicos. O projeto dos estatutos da Loja, que se respaldou nos estatutos da Loja deEstudos e Pesquisas Brasil, a primeira loja de estudos criada no país, veio a ser rejeitado pela Grande Loja que apresentou um projeto substitutivo que, por sua vez, não foi aceito pelos membros da Loja. Estabelecido o impasse, o problema veio a ser equacionado com a junção de ambos os projetos, sendo aprovado os estatutos pela Grande Loja na IV Reunião Trimestral do AnoMaçônico de 2006, mesmo restando alguns pontos de divergências, sobre os quais a Loja permanece pugnando por sua aceitação pela Grande Loja.Um desses pontos é o dos trabalhos da Loja não se realizarem ritualisticamente, conforme o ritual do grau de mestremaçom. Uma contradição da Grande Loja, haja vista que esta dispôs no sentido de que suas reuniões se realizem em campo aberto,não obstante a exigência da presença nestas de um Irmão Cobridor para impedir o acesso de estranhos e da Loja haver adotado umdos ritos maçônicos por ela reconhecidos, o Rito Escocês Antigo e Aceito. A Loja, não obstante isto, realiza as suas sessõesseguindo um cerimonial por ela própria elaborado, de caráter organizador de seus trabalhos, iniciando com a abertura feitamediante a leitura dos versículos 1 a 5 do Evangelho de João.Outro ponto é o de estabelecer nos estatutos o título de Presidente ao Venerável Mestre da Loja, quando pelaConstituição da própria Grande Loja, pelas Constituições de Anderson e pelos Landmarks da Maçonaria, não pode existir uma lojaMaçônica sem o seu venerável mestre. Uma segunda incongruência e que claramente denota posições antagônicas de interesses políticos e, quiçá, de desconhecimento da tradição maçônica. O Presidente da Loja, como é a praxe estatutária, é p título atribuídoao Venerável Mestre única e exclusivamente para efeitos civis junto ao mundo profano.Uma terceira incoerência é a vedação imposta à Loja pela Grande Loja, desta se ater a estudos relativos apenas aosritos por ela reconhecidos, ou seja, o Escocês Antigo e Aceito, o York, o Schröder. O propósito da Loja é estudar, é pesquisar aMaçonaria, em todas as suas formas e em todos os tempos. Uma limitação ao seu campo de investigação, além de tolher-lhe oespírito e a liberdade científica, soa como terrível obscurantismo, ranço da idade medieval em pleno período da pós-modernidade.Alguns outros pontos, porém, de variável magnitude, estão na preocupação da Loja. Ainda aliados a todos estes,estão outros que traduzem posições de antagonismo político, tais como as demonstrações de desaprovação à Loja defendidas por ocasião da tramitação na Grande Loja do projeto de criação da Loja por, felizmente, alguns poucos inconseqüentes maçons, após asua aprovação e ainda nos dias atuais, com críticas malévolas e sem procedências.Comprovações desse comportamento condenável puderam, por exemplo, ser visualizadas nas pressões exercidassobre as decisões do Grão Mestre, que teve de impor sua autoridade para proceder a instalação da Loja e empossar sua diretoria.Entende-se que atitudes dessa natureza foram provenientes de um antagonismo político entre maçons, pelo fato da loja haver sido oresultado da ação daqueles irmãos que se associaram a uma corrente de pensamento progressista na jurisdição, em particular daqueles que haviam se posicionado contrariamente aos interesses da Administração da Grande Loja. Todavia, embora a Ordemseja progressista como ela assim se autodefine em seus documentos, a incompreensão de alguns tantas vezes age em detrimento dagrandeza dela. Mas, mesmo assim, ela sempre caminha em direção a grandes horizontes, e este exemplo nos é dado peloantagonismo político da maçonaria de Gonçalves ledo e da maçonaria de José Bonifácio, no episódio histórico-maçônico queresultou na Independência do Brasil.De sua fundação aos dias atuais se passaram cinco anos. Nesse lustro a Loja Renascença já produziu estudosimportantes, bastando verificar os balaústres de sua sessões, nas quais temas tais como A História da Ordem Maçônica, AMaçonaria e a História do Brasil, O Teismo e o Deismo para maçons do Rito Escocês Antigo e Aceito, A Maçonaria: Trevas ou Luz?foram e continuam sendo levados à discussão acadêmica. Já editou o primeiro livro, escrito pelo Irmão Ailton Elisiário sob o títuloFragmentos da História da Ordem DeMolay na Paraíba, e agora vem publicar O Buscador, a sua Revista de Ciência Maçônica,cujas páginas divulgarão os trabalhos de pesquisas de seus membros efetivos e correspondentes.
* O autor é o atual Venerável Mestre da Loja Maçônica de Estudos e Pesquisas Renascença n° 1,Venerável de Honra da Loja Simbólica Regeneração Campinense n° 02 e Ex-Venerável Mestre dasLojas Simbólicas Vigilantes do Canaã n° 38 e da Segredo e Lealdade n° 24; é também advogado.
 
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enascença Cultural
ORIGEM DA MAÇONARIA EM DISCUSSÃO por Ailton Elisiário, MIuando nos debruçamos no estudo da História da Maçonaria, vamos observar que os autoressão concordes em dividir essa história em dois períodos distintos a que denominam de Maçonaria Operativa eMaçonaria Especulativa. Eles estabelecem que a história maçônica tem por referência o ano de 1717, quandoaí termina o primeiro período cognominado de Operativo e inicia o segundo chamado de Especulativo. Esta éa divisão clássica da História da Maçonaria, não obstante haverem sido formuladas outras classificações,muitas delas beirando as raias da invencionice e do absurdo.Há autores que afirmam que a Maçonaria “era coeva da criação do mundo” (George Olivier);que “Deus e o arcanjo São Miguel foram os primeiros grão-mestres da primeira loja dos maçons estabelecida pelos filhos de Sete, depois do fratricídio de Caim” (Enoch); que “o patriarca Adão, fiel às instruçõesrecebidas do Altíssimo formou a primeira loja com os seus filhos” (Marcos Bedarride); que “a Maçonaria vemde Deus mesmo e começa na época do caos” (Moreau). Em resumo, os historiadores se achavam divididosentre duas tendências principais: aqueles que se perdiam na busca de origens nebulosas e extravagantes, eaqueles que se queixavam das dificuldades encontradas para determinar a teoria que mais se aproximava daverdade (Berthelot).Deixadas de lado tantas teorias sem critérios científicos, duas versões tradicionais concorrem para tal explicação. Uma versão admite que a Maçonaria é “um produto genuinamente inglês e medieval,operário na origem e não iniciático ou religioso” (Aslan). A fonte originária da Maçonaria seria as guildas oucorporações dos construtores medievais ingleses. Segundo Leadbeater, Mackey diz que “depois do século Xtoda a Europa foi percorrida por grupos de peregrinos chamados Franco-Maçons Ambulantes, que erigiramigrejas e mosteiros em estilo gótico”. A outra versão diz que a Maçonaria é a continuação dos CavaleirosTemplários do século XIV.Divergindo, porém, da posição clássica, uma linha de pensamento mais recente remete aMaçonaria à Academia Inglesa de Ciências Naturais, isto é, à Royal Society of London for Improving NaturalKnowledge (Real Sociedade de Londres para o Aprimoramento do Conhecimento Natural), presidida por Isaac Newton de 1703 a 1727. Resultante da combinação de várias correntes de pensamento metafísico que seuniram na Europa do século XVII, a Maçonaria encontraria nos filósofos ingleses pertencentes àquelasociedade a sua origem. Alain Bauer, Grão Mestre do Grande Oriente da França é um dos que demonstramesta tese.Isaac Newton era cientista, alquimista e realizava estudos teológicos. A estrutura dasConstituições Maçônicas de 1723 elaboradas por James Anderson segue o mesmo estilo apresentado por  Newton no seu livro Principia, ou seja, definição, premissa, experimentação e proposta. Jean-ThéophileDesaguliers, Grão Mestre em 1719 da Grande Loja de Londres, foi secretário e discípulo de Newton emembro da Royal Society desde 1714. John, duque de Montaigu, foi Grão Mestre em 1721 e membro daRoyal Society em 1718. Em 1723, dos 200 membros da Royal Society cerca de 40 eram maçons.O período de transição que separa as duas maçonarias (1700 a 1717) seria o palco das grandestransformações, no qual a maçonaria que faz uso da colher de pedreiro se converteria na maçonaria que faz usodo pensamento. A Inglaterra em 1649 abolira a monarquia e vivenciara a ditadura autoritária de Cromwell até1688, quando surgira um sistema constitucional equilibrado.O país que enfrentava uma guerra civil, também enfrentava uma guerra religiosa com aimplantação da Igreja Anglicana em contraposição à Igreja Católica. E a maçonaria inglesa parecia querer induzir a sociedade a abandonar o debate religioso para que fosse substituído pelo progresso científico, vindoa Royal Society se constituir em elemento de construção dessa outra história da maçonaria que a liga a Isaac Newton.A história da Maçonaria ainda está para ser melhor interpretada, especialmente no tocante àssuas origens. Nada indica termos motivos para acreditar nessa hipótese de uma maçonaria newtoniana, mas pelo menos, ela é proposta ao leitor como elemento de investigação. A busca continua.
Ir.·. Ailton Elesiário de Sousa M.·.I.·. é Economista e Advogado, Professor e Diretor do CCJ/UEPB;Grande Orador da Grande Loja; Ex-Venerável A.·.B.·.R.·.L.·.S.·. «Regeneração Campinense» nº 02 eda Loja Maçônica de Estudos e Pesquisas «Renascença» n° 1; Presidente da Academia de Letras deCampina Grande e membro da Academia Paraibana de Letras Maçônicas.
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