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Texto Espaços Socioeducativos - Laura Fonseca - dia 30 de setembro

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INTERFACES NAS AÇÕES DE PROTEÇÃO INTEGRAL À INFÂNCIA, ÀADOLESCÊNCIA E À FAMÍLIA:
UMA REDE DE PROTEÇÃO EM PORTO ALEGRE, RS
1
.
Autora: Profª. Drª. Laura Souza Fonseca
2
 Co-autoras: Profª. Priscila Guadalupe Guterres
3
 Acadêmica Danielli Trindade
4
 PPG EDU/FACED/UFRGS
I
NTRODUÇÃO
 
Insistimos na idéia de que o objeto fundante das ciências está em induzir asuperação da miséria material do ser humano, em especial dos que vivem sob aexploração de sua força de trabalho e sob as mais diversas formas de opressão, ao fim eao cabo, asseguradoras da acumulação incessante do capital. Desejamos que o trabalhoacadêmico, aqui exposto, avance na função social de, ao fazer a crítica da realidadesocial em que está imerso o sujeito infanto-juvenil com quem trabalhamos, e fazê-la,também, com as trabalhadoras das políticas sociais que as atendem e com fóruns dasociedade civil implicados no controle social dessas políticas, possamos construir teoriacomo força material para produzir diferença na vida de quem adquiriu o poderosoestatuto de
 sujeito de direitos
, mas segue tendo uma
vida de menor 
! Nesta perspectiva, o trabalho ora apresentado constitui-se em reflexão quearticula pesquisa e ação de extensão realizadas na comunidade da Grande Cruzeiro,Porto Alegre, RS, a partir da Rede de Proteção e Garantia de Direitos à Criança, aoAdolescente e à Família (Rede), dispositivo de participação popular vinculado aoConselho Tutelar (CT) da Microrregião 5, para discutir e encaminhar ameaças ouviolações de direitos ao infanto-juvenil daquela comunidade. Rede formada por gestorase executoras de diferentes políticas sociais, trabalhadoras de políticas públicas deEstado, prestadoras de serviço das três esferas de governo, lideranças da comunidade,etc. Um conjunto de espaços que, ao fazer o atendimento às crianças, aos adolescentes eàs famílias, dão materialidade a diferentes processos de sociabilidade a sujeitosnomeados em vulnerabilidade social.Uma Rede de Proteção tensionada por políticas de Estado e políticas de governoque pode (1) carecer de representatividade já que da empiria emerge uma (outra) rede deatendimento – uma rede (in)visível, como expõem Guterres (Guterres e Trindade,2009); (2) esmaecer violações de direitos (Fonseca, 2008) e, ainda, implicar em duplaviolação de direitos, como afirmou Trindade (Guterres e Trindade, 2009). Umdispositivo de participação popular que, ao refletir sobre estes limites, na reunião deencerramento do ano de 2009, constrói perspectivas de superação para os impasses
 
2mapeados.
U
M POUCO DA HISTÓRIA NA COMUNIDADE
 
Como professora de uma Instituição Federal de Ensino Superior (IFES), noescopo da indissociabilidade, pertinente à Dedicação Exclusiva (DE) como regime detrabalho docente, venho trabalhando com discentes de graduação em extensão e pesquisa na comunidade da Grande Cruzeiro desde 1998. A partir da temática dotrabalho infanto-juvenil, olhando a escola e problematizando a partir dela (nem semprecom ela) a relação com o trabalho de crianças e adolescentes; tomando espaços protetivos – os núcleos extraclasses, antes da municipalização da Assistência Social, e oapoio socioeducativo, a partir da municipalização – para, também ali, questionar asinterfaces entre socioeducativo e trabalho na infância e adolescência; e refletindo comas educadoras sociais sobre o ECA e os direitos do infanto-juvenil. Esta produção é parte da empiria da tese de doutorado (Fonseca, 2006) e, ao retornar, retomei as práticasde pesquisa e extensão, com acadêmicas de graduação, analisando a temática no escopodas violações de direitos às crianças e aos adolescentes.É parte desta produção que, junto com as graduandas-bolsistas, analiso notrabalho aqui exposto. Tomamos a Rede de Proteção, vinculada ao Conselho Tutelar daquela região para perscrutar na pesquisa vestígios, concepções e encaminhamentos deviolações de direitos; e na extensão, refletir com as componentes da Rede o que emergiudo campo.
P
ESQUISA E
E
XTENSÃO A PARTIR DE
2008
 Na pesquisa
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SCOLA
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OCIOEDUCATIVO E 
ONSELHO
cujo piloto foirealizado em novembro de 2007 e contemplada com uma bolsa de Iniciação Científica(BIC/FAPERGS) vigindo de 2008-2010. Nos primeiros seis meses re-organizamos o projeto tendo em vista que os conselheiros tutelares que seriam objeto/objetivo na pesquisa, eleitos no final de 2007, não mantiveram o acordo feito por suas antecessoras.Assim, com a participação da Rede, partimos das políticas ali inseridas para ainvestigação tendo três questões prévias: (1) O que são violações de direitos?, (2) Quedireitos são violados naquela política específica?, (3) Quais são os encaminhamentosdados para e a partir do Conselho Tutelar?. Nossa pesquisa inscreve-se como qualitativa e participante
(Brandão, 1985)
umavez que (re)construímos a metodologia com os sujeitos da Rede. Iniciada por 
 
3observações amplas e depois observações focadas, com questões amplas para umdiálogo/vínculo inicial – conteúdo sobre o qual trabalhamos neste artigo. E, a partir daanálise das observações, recortemos uma mostra significativa das políticas de Educação,Saúde e Assistência Social para, por fim, proceder a entrevistas estruturadas. Nasobservações, fez-se uso de registros fotográficos e de áudio, nos espaços de políticassociais com assento na Rede e baseamo-nos na concepção de observação participante(André, 1995) “o pesquisador tem sempre um grau de interação com a situaçãoestudada, afetando-a e sendo por ela afetado”. Para a entrevista estruturada, pautamos astrês questões acima referidas, aos sujeitos sociais inseridos nas políticas representadasna Rede.De forma articulada, realizamos a ação de extensão
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,demandada pela Rede no acordo da pesquisa, como um processo formativo em serviço.Discutindo o marco regulatório do sujeito de direitos, estudando o livro “Conselhos participativos e escola” (Sheinvar e Algebaile, 2005) e problematizando concepções, práticas e encaminhamentos sobre violações de direito apontadas na pesquisa. Buscandoaproximações com o diálogo freireano, partimos das concepções e práticas do grupo, problematizando-as e tencionando para a produção de novas concepções e práticas.Formação que, também se constitui em empiria da investigação desenvolvida por Guterres e Trindade. Na formação e na pesquisa nos espaços institucionais, asestudantes bolsistas elaboraram memórias e diário de campo para registro e descriçãodos espaços observados, reconstituindo elementos acerca de violações de direitos;material tomado para esta análise.
E
MERGÊNCIAS DESDE O CAMPO
 
Sujeito de direitos? Infância e Adolescência em situação de vulnerabilidade social.
Esses sujeitos de direitos, infanto-juvenis que, a partir do (Estatuto da Criança e doAdolescente) ECA, consideramos crianças na faixa etária de zero aos 12 anos e incompletos eadolescentes na faixa dos 12 aos 18 anos incompletos. Cuja realidade material vem implicandoem múltiplas e sucessivas violações de direitos e, que, nomeados em situação devulnerabilidade social, constituem-se em objeto de políticas sociais, quer como política deEstado quer como política de governo. Como ‘metas’, ou seja, quantitativo de atendimento, adespeito das condições qualitativas para este, constituem os sujeitos alvo da proteção na Redeque analisamos.Em cidades de médio e grande porte e, também, nas esferas estaduais e federal, a vidados infanto-juvenis vulnerabilizados pela precariedade das políticas de Estado são alvo de uma

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