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fichamento: Estado e Partidos Políticos no Brasil (1930 a 1964)

fichamento: Estado e Partidos Políticos no Brasil (1930 a 1964)

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Fichamento 5
Resumo utilizando de citações:
O período de 1930 a 1945 é marcado por uma centralização que deslegitimou os partidospolíticos e mecanismos eleitorais. O que a autora deste texto se questiona é se se trata de umalei geral que tal ideologia exclua qualquer hipótese de evolução partidária ou ainda se se podeafirmar que "todo processo concreto de centralização estatal (...) exclui por definição umaparalela constituição de um sistema de grandes organizações partidárias." (p.83) Souza nãopretende confirmar ou negar as proposições, mas mostrar que isso ocorreu no Brasil e mostrarque o processo da centralização se deu de forma complexa e gradual através de mecanismos-interventorias, institutos, autarquias, grupos técnicos, entre outros- que visavam viabilizar ocontrole do poder central e não de maneira monolítica como comumente se afirma.Para a autora, a implantação do Estado Novo significou uma "redefinição dos canais de acessoe influência para a articulação de todos os interesses." (p.85) O "desmantelamento" da ordemque existia pode ser considerado uma "modernização conservadora", já que não alterou aconfiguração existente, apenas passou a englobar interesses da nova classe que surgia, alémde um modo de operar diferente que foi adquirindo ao longo do tempo: unificação,intervenção nos estados, suspensão das organizações partidárias.O sistema de interventorias surgiu antes mesmo da Revolução de 30, mas foi a partir daí quepassou a funcionar verdadeiramente. Seu funcionamento se dava pela nomeação de umgovernador nativo do estado pelo Executivo federal que poderia até se identificar com osinteresses da elite, mas não poderia ter raízes partidárias- o que às vezes causava conflitosdevido à imposição de interventores desconhecidos. Isso não interferia nos pilareseconômicos, mas enfraquecia a situação das oligarquias na medida em que os interventoresestavam associados ao poder central. Nos estados politicamente mais complexos, como MG,SP e RS foram necessários mecanismos para evitar conflitos pela dificuldadede submissão aopoder central. Instrumento de controle do poder central, o interventor, que tinha papel difícile crucial na relação com os estados, deveria, por sua vez, ser controlado pelo Estado. Para issoforam utilizados mecanismos como rodízios em algumas interventorias e criação de órgãosparalelos de centralização administrativa, como o DASP.Em 1938, criou-se o Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP), órgão ao qual foiatribuída, em tese, a responsabilidade técnica de estudo global do sistema administrativo eimplementações de mudanças no mesmo. Entretanto, na prática o departamento desenvolveuformas de controle central do sistema, agregando a si responsabilidades além das unicamentetécnicas.Em suas versões regionais, os "daspinhos", assumia a função do poder legislativo, além deacumular também o papel de supervisionar a interventoria e o Ministério da Justiça. Embora ointerventor fosse o responsável pelos decretos e leis estaduais, os mesmos só eram válidosapós serem sancionados pelo presidente do departamento. Em caso de oposição do mesmo,com dois terços dos votos do "daspinho" era possível suspender a ação do interventor,submetendo-a a juízo do executivo federal. Somando-se a isso o fato de que o departamentotambém era o responsável por encaminhar os apelos contra o interventor ao Ministério daJustiça (e em última instância ao Presidente da República), é fácil entender porque o"daspinho" era em muitas circunstâncias mais poderoso que o interventor.Dirigido por burocratas e integrado por profissionais de áreas técnicas, os departamentosmuitas vezes se orgulhavam de sua eficiência, atribuindo-a a ausência de "excesso" deinstâncias políticas deliberativas. Segundo Gofredo da Silva Telles, presidente do "daspinho"
N
ome:
Mariana G. Lopes
RA:
103386
Prof.Dr.:
Valeriano Costa
Texto:
Estado e Partidos Políticos no Brasil (1930 a 1964)
Autora:
Maria do Carmo Campello de Souza

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