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RELIGIÃO E SAÚDE MENTAL

RELIGIÃO E SAÚDE MENTAL

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Trabalho de psicologia da religiãoTema: RELIGIÃO E SAÚDE MENTALÉ de suma importância para a sociedade amostra que, historicamente a religião exerceum papel importante e fundamental na saúde mental de cada indivíduo econseqüentemente no comportamento deste no ceio da sociedade.Definição de religião e saúde mental
RELIGIÃO
:
Do latim reli gare
, significando religação do homem com o divino.Muitas religiões têm narrativas, símbolos, tradições e histórias sagradas que se destinama dar sentido à vida. Elas tendem a derivar em moralidade, ética, leis religiosas ou emum estilo de vida.
SAÚDE MENTAL
: A
saúde mental
(ou
sanidade mental
) é um termo usado paradescrever um nível de qualidade de vida cognitiva ou emocional ou a ausência de umadoença mental. A saúde mental pode incluir a capacidade de um indivíduo de apreciar avida e procurar um equilíbrio entre as atividades e os esforços para atingir a resiliência psicológica.Precisamos esclarecer alguns pontos quando falamos de religião e saúde mental.O primeiro deles é que, o ministro de religião não pode de maneira alguma, ultrapassar o seu limite do campo religioso, e entrar no campo clínico a ponto de receitar algumtipo de medicamento, a menos é claro que ele tenha a devida formação acadêmica eesteja em local adequado para isso.Segundo: o ministro religioso não deve usar de práticas psicoterapêuticas como algunserroneamente tem usado a prática da regressão psicológica. Primeiramente, é precisoficar bem claro que a regressão é prática psicoterapêutica e não um meio espiritual delibertação. De forma simples, pode se dizer que a prática da regressão, como terapia,nada mais é do que evocar sentimentos, traumas, tensões, que ficam retidos noinconsciente.A explicação para isso é que, a cada experiência forte por que passamos(traumas, perdas, tensões) despendemos energia (libido), mas em função do mecanismode defesa denominado por Freud de repressão ser acionado, essa energia é retida.É justamente para evitar que esses sentimentos venham a público de forma irracional edescontrolada que a regressão é praticada, para digamos que dá alívio às tensões, mas deforma controlada e orientada.Por isso mesmo, que ninguém tem o direito de fazer dessemomento delicado por que passa uma pessoa, uma experiência religiosa ou algum tipode teste de espiritualidade. Associar esse tipo de sentimentos retidos com o pecado doqual precisamos nos libertar é um erro grotesco, imaturo e infantil. Freud deu início aesse tipo de terapia através da hipnose, onde o paciente, uma vez inconsciente, éconduzido a uma viagem insólita e extremamente perigosa ao seu passado, perigosa porque, quando lidamos com a mente humana, estamos lidando com um campoabsolutamente misterioso. Um dos riscos permanentes da regressão feita por pessoasque, cientificamente falando não sabem discernir entre a mão direita e a mão esquerda, éque a pessoa regredida pode ficar “presa” ao passado e não querer nem poder retornar mais ao presente, digo isso porque já ocorreram tais fatos. Isso posto, o pai da psicanálise passou a utilizar um método diferente e menos perigoso, Freud começou achamada regressão consciente, essa por sua vez teve resultados mais eficientes e
 
satisfatório. A regressão, tanto inconsciente quanto consciente, é prática puramente psicoterapêutica e só deve ser feita por profissionais da área. Nenhum neófito deve seatrever a fazê-la nem assoc-la ao pecado. Ora se Freud o pai da psicalise, odescobridor da regressão, se recusou a dar continuidade a essa prática visto o risco quelevaria a seus pacientes, será um ato de pura irresponsabilidade de qualquer ministroreligioso brincar com o que o conhece e fazer das pessoas cobaias, em seuscomplicados brinquedos espirituais. Tais pessoas deveriam ser responsabilizadas e punidas por todos os danos psíquicos que possa vir a causar.
CONCLUSÃO
: Traumas devem ser tratados sim, mas com psicoterapeutas, psicólogosformados, que sabem o que estão fazendo porque estudaram e se prepararam para isso. A religião sempre contribuiu com o bom funcionamento do homem e seu equilíbrio.Isto é verdade particularmente no que tange à saúde mental. Podemos dizer que osministros religiosos foram os primeiros psicoterapeutas.Alguns argumentam que a religião é um mal para a saúde física e mental, como Freudque comparou a religião com neurose obsessiva.Albert Ellis (1983), criador da terapia racional emotiva, afirmou precipitadamente ser a religião causadora de patologia e neuroses.Posteriormente, Malony (1988) mostrou que os religiososapresentavam maior progresso e saúde.
Os principais argumentos dos que afirmam que a religião é prejudicial são osseguintes:
. Gera níveis patológicos de culpa;. Cria ansiedade e medo através de crenças punitivas (por exemplo,Inferno, pecado original, ect.);. Encoraja a visão de que o mundo é dividido entre "santos" e"pecadores", o que aumenta a intolerância e a hostilidade em relação"aos de fora";. Cria a paranóia com a idéia de que forças malévolas ameaçam Nossa integridade moral;
Os argumentos dos que consideram a religião um impacto positivo sobre a saúdefísica e psicológica:
. Reduz a ansiedade existencial ao oferecer uma estrutura cognitivaque ordena e explica um mundo que parece caótico;. Oferece esperança, sentido, significado e sensação de bem-estar emocional;. Ajuda as pessoas a enfrentarem melhor a dor e o sofrimento,através de um fatalismo reassegurador;;. Fornece soluções para uma grande variedade de conflitosemocionais e situacionais;. Soluciona o problema perturbador da morte, através da crença nacontinuidade da vida;. Dá as pessoas uma sensação de poder e controle, através daassociação com uma força onipotente;. Estabelece uma orientação moral que suprime práticas e estilos devida autodestrutivos;
 
. Promove a coesão social;. Fornece identidade, satisfazendo a necessidade de pertencimento,ao unir as pessoas em torno de uma compreensão comum;. Fornece as bases para um ritual catártico coletivo.Assim, pois, ao invés de ser interpretada como neurose obsessiva, a religião sadia podeser, na realidade, fator de grande importância no equilíbrio emocional do homem. Ela ésem sombra de dúvida, fator importantíssimo para a sobrevivência do indivíduo face asgrandes crises da vida.
 
Em relação
a saúde mental, notou-se um maior ajustamentopessoal, bem como menos dias de internação em clínicas psiquiátricas.
Hoje outras doenças são prioritárias, muitas delas relacionadas aosestilos de vida contemporâneos (estresse, dependência desubstancias, alimentação excessiva, comportamento sexual). Estes podem ser vistos como violações de leis e práticas espirituais, que prescrevem moderação no comportamento sexual e alimentar,advertem contra beber excessivamente, contra o perseguir incessante do dinheiro e poder, a competição, a emoções negativas(hostilidade, raiva, ressentimento e culpa), narcisismo eincapacidade de amar. Há um apelo claro à moderação, comimplicações importantes para a saúde.
Apoio Social e religioso, Pertencer a um grupo religioso e participar dele podetrazer conseqüências psicossociais saudáveis que influenciam positivamenteasaúde.
. A comunhão regular com os demais é característica importante demuitos sistemas religiosos, sendo fundamental em momentos desolidão, depressão e morte de entes queridos;. O processamento cognitivo e as crenças influenciam o modo de lidar com o estresse, ou seja, as crenças das pessoas e suasinterpretações em relação ao sofrimento e à vida são cruciais para amaneira de lidar com as dificuldades;. A experiência religiosa e o companheirismo, talvez por viasPsiconeuroendocrinológicas sirvam para bloquear ou inibir o impactode emoções deletérias, como a ansiedade e anomia.
Sistema de Crenças
As crenças religiosas podem gerar tanto paz, autoconfiança esensação de propósito na vida, quanto culpa, depressão e dúvidas. Oefeito benéfico da religião pode advir de o indivíduo perdoar a simesmo e aos outros, desenvolver autoconceitos emocionais maissaudáveis e doar-se de modo não-egoísta.
Evidências empíricas da psiquiatria e da medicina de cuidadosprimários mostram que os rituais estão invariavelmente associadoscom o benefício.Os rituais religiosos públicos e privados são métodospoderosos para manter asaúde mental e para prevenir o início ou aprogressão de distúrbios psicológicos.A liturgia apropriada no momento de vida da congregação ou da família facilita acatarse emocional.

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