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PATARRA, Ivo. o Chefe

PATARRA, Ivo. o Chefe

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Published by Dea Martins
Após anos de investigação, Ivo Patarra afirma: "Lula é o chefe. A rede de esquemas é enorme, complexa e, se houver inteligência, Lula não deve saber dos detalhes, até para não ser envolvido. Mas, como mais alto mandatário da nação e beneficiário dos métodos constituídos para dar governabilidade à sua administração, dá o devido suporte e apoio. É o protetor de tudo."

O jornalista Ivo Patarra, 52 anos, é autor do memorável livro "O Chefe", obra recentemente ampliada e atualizada, em que retrata e analisa todos os escândalos de corrupção envolvendo o Presidente Luís Inácio da Silva e o PT, e em especial, o mensalão. Possui larga experiência em jornalismo político, trabalhou nos jornais Folha de S.Paulo, Folha da Tarde, Diário Popular e Jornal da Tarde, bem como exerceu cargos de assessoria em comunicação nos municípios de São Paulo, Guarulhos, Osasco e São Bernardo do Campo. Além de "O Chefe", que promete ser um clássico para a literatura da ciência política no futuro, é também autor de "Nova York - São Paulo de motocicleta: 73 dias de aventura e emoção", "Fome no Nordeste Brasileiro" e "Morte de Juscelino Kubitschek: acidente ou atentado?".

"O Chefe" pode ser adquirido em versão impressa ou baixado gratuitamente a partir do site O Chefe (http://www.escandalodomensalao.com.br) ou da Livraria Virtual do blog LIBERTATUM (http://libertatumlivros.blogspot.com).

MIDIA SEM MÁSCARA
Entrevista com Ivo Patarra, autor de "O Chefe"
Escrito por Klauber Cristofen Pires | 26 Março 2010
Entrevistas - Entrevistas
Após anos de investigação, Ivo Patarra afirma: "Lula é o chefe. A rede de esquemas é enorme, complexa e, se houver inteligência, Lula não deve saber dos detalhes, até para não ser envolvido. Mas, como mais alto mandatário da nação e beneficiário dos métodos constituídos para dar governabilidade à sua administração, dá o devido suporte e apoio. É o protetor de tudo."

O jornalista Ivo Patarra, 52 anos, é autor do memorável livro "O Chefe", obra recentemente ampliada e atualizada, em que retrata e analisa todos os escândalos de corrupção envolvendo o Presidente Luís Inácio da Silva e o PT, e em especial, o mensalão. Possui larga experiência em jornalismo político, trabalhou nos jornais Folha de S.Paulo, Folha da Tarde, Diário Popular e Jornal da Tarde, bem como exerceu cargos de assessoria em comunicação nos municípios de São Paulo, Guarulhos, Osasco e São Bernardo do Campo. Além de "O Chefe", que promete ser um clássico para a literatura da ciência política no futuro, é também autor de "Nova York - São Paulo de motocicleta: 73 dias de aventura e emoção", "Fome no Nordeste Brasileiro" e "Morte de Juscelino Kubitschek: acidente ou atentado?".

"O Chefe" pode ser adquirido em versão impressa ou baixado gratuitamente a partir do site O Chefe (http://www.escandalodomensalao.com.br) ou da Livraria Virtual do blog LIBERTATUM (http://libertatumlivros.blogspot.com).

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Entrevista com Ivo Patarra, autor de "O Chefe"
Escrito por Klauber Cristofen Pires | 26 Março 2010
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‘O governo Lula é o maiscorrupto de nossa história’
Qual a justificativa para o presidente da República nomear como ministro e integrantede seu primeiro escalão de auxiliares o homem que publicara, num dos jornais mais im-portantes do País, que ele, o presidente, era o chefe do governo “mais corrupto de nossahistória”?Pois Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula, nomeou o filósofo Roberto Mangabeira Unger noprimeiro semestre de seu segundo mandato, em 2007, ministro da Secretaria de Planeja-mento de Longo Prazo, especialmente constituída para abrigá-lo. E não adiantou nem oPMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) inviabilizá-la tempos depois, du-rante uma rebelião para obter mais cargos no governo e proteção para o senador RenanCalheiros (PMDB-AL), o então presidente do Senado, acusado de corrupção. Apesar de oPMDB derrotar a Medida Provisória que criara o posto para Roberto Mangabeira Unger,Lula deu um jeito na situação, nomeando-o novamente, desta vez como ministro extraordi-nário de Assuntos Estratégicos. A posição do detrator estava garantida.“Pôr fim ao governo Lula” é o título do artigo de Roberto Mangabeira Unger publicadona Folha de S.Paulo em 15 de novembro de 2005, no sugestivo dia da Proclamação daRepública. O ano de 2005 havia sido marcado pela eclosão do escândalo do mensalão. Esteé o parágrafo de abertura do artigo:“Afirmo que o governo Lula é o mais corrupto de nossa história nacional. Corrupçãotanto mais nefasta por servir à compra de congressistas, à politização da Polícia Federal edas agências reguladoras, ao achincalhamento dos partidos políticos e à tentativa de dobrarqualquer instituição do Estado capaz de se contrapor a seus desmandos.”O que poderia ter levado o presidente da República a nomear como ministro o autordessas acusações? E Roberto Mangabeira Unger não estava brincado, a julgar pela defesaque fez do
impeachment 
de Lula. Ao denunciar “a gravidade dos crimes de responsabilida-de” supostamente cometidos pelo presidente, o então futuro ministro afirmou em seu artigoque Lula “comandou, com um olho fechado e outro aberto, um aparato político que trocoudinheiro por poder e poder por dinheiro e que depois tentou comprar, com a liberação derecursos orçamentários, apoio para interromper a investigação de seus abusos”.Alguém poderia argumentar que a nomeação de Roberto Mangabeira Unger seria ummal necessário. Coisa da política. E tentar explicá-la pela importância do filósofo, um pro-fessor da prestigiada Universidade de Harvard, das mais importantes dos Estados Unidos,por quase 40 anos. O Brasil, portanto, não poderia prescindir da experiência e do prestígiode Roberto Mangabeira Unger, que teria muito a contribuir com o País.Será mesmo? A cerimônia de posse do filósofo não demonstrou isso. Poucos ministros,cadeiras vazias, menos de uma hora de solenidade. E mesmo antes da criticada viagem deRoberto Mangabeira Unger à Amazônia, em 2008, na qual defendeu o desvio de águas da
 
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região para abastecer o Nordeste, sem considerar que centenas de milhares de amazonensesainda não dispunham de água encanada, o ministro já era considerado, em âmbito do gover-no, “café-com-leite”. Ou seja, não lhe era atribuída importância, nem de seu trabalho have-ria algo para se aproveitar.Outro trecho do artigo de Roberto Mangabeira Unger: “Afirmo ser obrigação do Con-gresso Nacional declarar prontamente o impedimento do presidente. As provas acumuladasde seu envolvimento em crimes de responsabilidade podem ainda não bastar para assegurarsua condenação em juízo. Já são, porém, mais do que suficientes para atender ao critérioconstitucional do impedimento. Desde o primeiro dia de seu mandato o presidente desres-peitou as instituições republicanas. Imiscuiu-se e deixou que seus mais próximos se imiscu-íssem, em disputas e negócios privados”.Talvez, então, a razão para a nomeação de Roberto Mangabeira Unger tenha sido deordem político-partidária. Ou seja, o filósofo traria para o governo a base social representa-da por seu partido, ampliando o número de legendas que davam sustentação à administra-ção Lula no Congresso. Como vimos, no entanto, Roberto Mangabeira Unger passou amaior parte da vida nos Estados Unidos, o que o forte sotaque não deixava desmentir. Nãopossuía qualquer base social, nem traria consigo qualquer força orgânica da sociedade.Quanto a seu partido, o minúsculo PRB (Partido Republicano Brasileiro) tinha menosde 8 mil filiados quando Roberto Mangabeira Unger se tornou ministro e era um dosmenores partidos políticos do País. Não agregava praticamente nada à base aliada deLula. Por apoio político-partidário não faria sentido nomear Roberto Mangabeira Unger.Afinal, o PRB, ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, possuía apenas três deputadosfederais, um senador e o vice-presidente da República, José Alencar (MG), que saíra doPL (Partido Liberal) em decorrência do escândalo do mensalão e foi o grande incentivadorda nomeação do filósofo.Em outro trecho do famoso artigo, Roberto Mangabeira Unger afirmou que “Lula frau-dou a vontade dos brasileiros”, ameaçava a democracia “com o veneno do cinismo” e tinhaum projeto de governo que “impôs mediocridade”. E mais: “Afirmo que o presidente, aves-so ao trabalho e ao estudo, desatento aos negócios do Estado, fugidio de tudo o que lhe tragadificuldade ou dissabor e orgulhoso de sua própria ignorância, mostrou-se inapto para ocargo sagrado que o povo brasileiro lhe confiou”.Para fazer a vontade de seu vice José Alencar, um homem leal e doente, Lula só precisa-ria ter dito que gostaria muito de nomear alguém indicado por ele, mas não poderia ser ohomem que o acusara de chefiar o governo mais corrupto da história. Poderia ser qualquerum, menos aquele que conclamara o Congresso a derrubá-lo da Presidência da República,por corrupção. Por que Lula nomeou Roberto Mangabeira Unger, autor de acusação tãoséria? Nas páginas deste livro, o leitor será convidado a encontrar a resposta.

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