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O-QUE-E-O-COMPLEXO-DE-EDIPO

O-QUE-E-O-COMPLEXO-DE-EDIPO

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Published by Beto César
Texto do Prof. Dr. Walter P. Psiquiatra e Psicanalista, Presidente do CONSELHO BRASILEIRO DE PSICANALISE-sp
Texto do Prof. Dr. Walter P. Psiquiatra e Psicanalista, Presidente do CONSELHO BRASILEIRO DE PSICANALISE-sp

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Published by: Beto César on Aug 24, 2011
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01/11/2013

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CONSELHO BRASILEIRO DE PSICANÁLISE( I.N.N.G.)O QUE É O COMPLEXO DE ÉDIPO?Dr. Wagner Paulon1999 - 2011l - Regiões do corpo favoráveis ao prazer.Após o período de latência, um outro período vem substituir o primeiro. Acriança já encontra no seu próprio corpo um campo acessível às suas próprias distrações. Como, porém, nem todas as partes são erógenas, ela, acriança, começa a explorar "outras regiões" mais favoráveis ao prazer. É o período preliminar da "fase fálica" de que principalmente Ana Freudmostrou a grande imporncia que tem essa etapa da sexualidade naeducação infantil.Esquadrinhando o corpo, como vínhamos dizendo, a criança encontra umdia — e que dia! — o caminho dos órgãos genitais.Assim sendo, com um prazer indescritível de quem encontra um grande"achado", principia a escondê-lo dos demais e a se dedicar a primazia damasturbação, não raras vezes impercebido."Esta passagem pode ser chamada de prefácio necessário à vida sexual dohomem feito", no dizer de M. Bonaparte.E' o onanismo absolutamente inconsciente, porém que não deve ser demaneira nenhuma despertado, que desaparece por si mesmo, parareaparecer depois, já ai de suma importância na formação do caráter.Garoto, de quatro anos, dizia que não sabia por que quando coçava a“perna” (as coxas),o pênis levantava (ele o chamava "peru"). E então commuita imaginação fazia uma porção de reparos em torno do "caso", o quenos obrigava a orientar a conversa para outros setores, sem chamar suaatenção para o que estava contando, ou melhor, sem despertar fantasiassexuais. No entanto o primeiro período do onanismo é apenas auto-erótico, já agoraa criança reconhece e centraliza a excitação conscientemente, por seduçãode outras pessoas, quase sempre por outras crianças que a rodeiam. É o período fálico de Freud, no qual o menino fixa a zona erógena no pênis e amenina no clitóris.O narcisismo pririo desabrocha neste peodo de sombriasconseqüências se não for orientado. Aí as tendências instintivas buscamviolentamente o prazer. É a fase em que se diz comumente que a criança é"má" e onde a análise mais tarde revela os traços profundos e desviados pela educação por essa época.1
 
Depois de rompido mais este período, se instala então o complexo centralda doutrina freudiana, o mais importante, o mais discutido, o que maiorescontestações tem sofrido, o mais apavorante para os educadores: chamado"complexo de Édipo" e que somos forçados mais uma vez a resumi-lo aqui:2 — A lenda de Édipo.Édipo, havendo sido condenado pelo destino a desposar sua mãe, empregatodos os meios possíveis para escapar à predão do Oráculo. oconseguindo, castiga-se a si mesmo arrancando os próprios olhos. Que pode o Complexo de Édipo revelar à observação psicanatica? É oseguinte: A tragédia de focles é um equivalente na ciência queestudamos. A criança, nos primeiros anos de vida, tem um ciúme tremendode sua mãe.A apresentação do pai a contraria. Às vezes — e é tão comum — prometemesmo casar-se com ela. Não dissimula a curiosidade sexual e insiste emdormir ao lado da mãe. Inversamente as filhas com o pai.Assim quando a família cresce, com o nascimento de outros meninos, estecomplexo converte-se, por ampliação, num complexo familiar. Os filhosmaiores vêem no nascimento de seus novos irmãos uma amea aosdireitos adquiridos e, portanto, os acolhem com escassa benevolência,quando não desejam vê-los desaparecer. Preterida a um segundo plano, pelo nascimento de mais um irmão, a criança, por outro lado, esquece commuita dificuldade o seu abandono e, conseqüentemente, pode surgir no seutemperamento importantes modificações de caráter e constituir também o ponto de partida de uma diminuição carinhosa para com sua mãe. Não raro,as mais sérias conseqüências das investigações sobre a sexualidadeenlaçam-se precisamente nessa dolorosa, fase infantil.À medida que os irmãos e as irmãs vão crescendo, a atitude do irmão semodifica. Este chega então a transferir à irmã o amor que antes nutria por sua mãe. A irmã, ao contrário. Ou substitui o pai pelo irmão mais velho, ousubstitui com sua irmã mais nova o menino que desejava possuir de seu pai.Tais são os efeitos que a observação imparcial das lembranças infantis nosrevelam com absoluta evidência. Conclui-se, pois que o lugar que cadafilho ocupa em uma família numerosa constitui um importantíssimo fator  para a formação de sua vida ulterior e uma circunstância que não se deveesquecer em toda biografia.Revelações estas negam, de modo absolutamente categórico, o esforço quea ciência faz para explicar a proibição do incesto, chegando a dizer que avida em comum, durante a infância, anula a atração sexual, ao lado datendência biológica que se opõe aos cruzamentos consangüíneos. Averdade, como vimos, é totalmente oposta. O primeiro objeto do amor humano é sempre incestuoso — a mãe, a irmã; o irmão, o pai — e somenteà foa de sevessimas proibições é que se consegue reprimir essainclinação infantil. Os selvagens chegam a ponto de festejar a emancipação2
 
dos filhos na época da puberdade, rompendo assim o laço que liga o filho àmãe, reconciliando-o com o pai.A mitologia está repleta de deuses incestuosos. Na história antiga omatrimônio incestuoso, entre iros, era considerado como ummandamento sagrado.Vamos passar adiante. Quais são os dados que o Complexo de Édipofornece ao analista? Em psicanálise o complexo se nos apresenta tal como alegenda grega nos expõe. Cada neuropata foi, por si mesmo, uma espéciede Édipo. Assim, quando na época da puberdade o instinto sexual explodecom todo o seu potencial de energia, reaparece a antiga eleição incestuosado objeto, revestindo-se de novo do caráter incestuoso. A preferênciainfantil do objeto não foi mais que um tímido prelúdio da sua satisfação na puberdade. DuranteEsta fase desenvolvem-se processos afetuosos de grande intensidade,correspondentes ao complexo de Édipo ou a uma reação contra ele.Os Raciocínios destes processos ficam, porém, subtraídos à consciência pelo seu caráter inconfessável. Mais tarde o indivíduo acha-se ante ogrande sacrifício de desligar-se de seus pais e só depois de vencer estesacrifício poderá deixar de ser criança para se converter em membro dasociedade. O trabalho do filho consiste, assim, em separar de sua mãe osseus desejos libidinosos para fa-lo recair num objeto real e oincestuoso.Busca em seguida reconciliar-se com, o pai, se conservou contra ele algumahostilidade, ou emancipa-se da sua tirania, se a ele se convertera emescravo.O trabalho é este, que se impõe a todos nós, homens e mulheres (ocomplexo existe como ficou dito para ambos os sexos), porém, só em casosmuito raros consegue a sua finalidade ideal, isto é: desenvolver-se tanto psicológica como socialmente.Os neuropatas fracassam por completo.Conservam-se submissos à autoridade paterna e o incapazes detransportar a sua libido a um objeto sexual não incestuoso.Fenece o"complexo de Édipo" entre 5 a 6 anos, fase de latência em que osinstintos depois se orientam para a vida, fase esta talvez a mais importante para a educação, se considerarmos que daí por diante é que,verdadeiramente, se forma o "super-ego".3 – A contra-sexualidade e as reações biológicas negativas.Apreciamos até aqui como se comporta a "libido", o caminho que ela temque palmilhar para o destino da reprodução e, portanto, para a perpetuaçãoda espécie. Vimos também que a educação começa muito cedo no lar,desde o nascimento da criança, do seu primeiro sorriso para a vida.3

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