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CONSELHO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO
EXTRATO DA ATA DA REUNIÃO ORDINÁRIA DOCONSELHO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO,REALIZADA NO DIA 16 DE SETEMBRO DE 2008.
Aos dezesseis dias do mês de setembro de 2008, às 13h30min,na sala própria do9º andar do Edifício do Ministério Público do Estado de SãoPaulo,.
V ORDEM DO DIA
Em continuação, foram examinadas asmatérias constantes da ordem do dia, deliberando-seconsoante segue consignado.
1) Pt. nº 71.880/08
Interessado: Comissão deRepresentantes do Residencial Edifício “Torres da Mooca” eoutros. Assunto: pedido de providências do Conselho Superiordo Ministério blico, à vista de acordo firmado entre oMinistério Público e a Bancoop, nos autos de ação civil públicaproposta (Pt. nº 137.681/06)– Depois de lido o relatório pela ConselheiraMarisa Dissinger,foi dada a palavra, sucessivamente, àDra. Lívia e ao Dr. PedroDallari, para sustentação oral, pelo tempo de 15 minutos cadaum, em defesa dos interesses dos cooperados e da Bancoop,respectivamente.
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Ato contínuo, tornando a palavra à Conselheira Marisa, por elafoi feita a leitura do seu voto, oferecido por escrito (em 53laudas, disponível no
site
do MP, no espaço reservado aoConselho), já acostado aos autos; rematado com as conclusõesque seguem literalmente transcritas:
“(i) é o promotor de Justiça designado, na qualidade de órgãode execução, quem representa o Ministério Público na açãocivil pública;(ii) em virtude da delegação, o promotor de Justiça designadodeve observar os limites em que a recebeu, sendo-lhe vedado postular de modo diverso ou menos abrangente, ainda que por via reflexa;(iii) o acordo judicial contraria o que foi deliberado pelo EgrégioConselho Superior do Ministério Público quando da rejeição dahomologação do arquivamento;(iv) o acordo judicial contém cláusulas que são prejudiciais aosinteresses dos cooperados, especialmente aqueles quediscordam dos métodos de administração da Cooperativa;(v) não interessa para o deslinde da ação civil pública ou,também, para a solução desta representão se o acordo judicial repete, na essência, a proposta de ajustamento deconduta, pois esta o foi anteriormente conhecida peloColegiado;
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(vi) até que sobrevenha eventual homologação do acordo judicial, não há falar em anular esse ajuste, por ora ineficaz;(vii) diante da inobservância dos limites da delegação, bemcomo para preservar a consciência do promotor de Justiça quecelebrou o acordo, é necessário substituí-lo, de modo que osautos devem ser remetidos à Procuradoria Geral de Justiça para que edite portaria designando o respectivo substitutoautomático para prosseguir na ação civil pública” 
.
Seguiu-se o voto do Conselheiro Jo Viegas 
,acompanhando a Conselheira Relatora, nos seguintes termos:
“Reclamação formulada pela Comissão de Representantes doEmpreendimento Residencial Edifício Torres da Mooca,insatisfeita com os termos do acordo firmado pelo Promotor de Justiça Jo Lopes Guimarães nior com a CooperativaHabitacional do Banrios de São Paulo BANCOOP, encaminhado ao juízo da 37ª Vara vel da Capital, parahomologação. Alegam que o acerto lhes
é altamente prejudicial 
, além demanifestamente em desacordo com o que havia sidodeterminado pelo Conselho Superior do Ministério Público.Junta diversos documentos, entre eles cópia integral dadecisão que negou a promoção de arquivamento do inquéritocivil (IC nº 14.161.446/06-01) e determinou o ajuizamento deão civil contra a cooperativa, bem como, da que oconheceu subseqüente proposta de acordo.
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