CONSELHO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO
(vi) até que sobrevenha eventual homologação do acordo judicial, não há falar em anular esse ajuste, por ora ineficaz;(vii) diante da inobservância dos limites da delegação, bemcomo para preservar a consciência do promotor de Justiça quecelebrou o acordo, é necessário substituí-lo, de modo que osautos devem ser remetidos à Procuradoria Geral de Justiça para que edite portaria designando o respectivo substitutoautomático para prosseguir na ação civil pública”
.
Seguiu-se o voto do Conselheiro João Viegas
,acompanhando a Conselheira Relatora, nos seguintes termos:
“Reclamação formulada pela Comissão de Representantes doEmpreendimento Residencial Edifício Torres da Mooca,insatisfeita com os termos do acordo firmado pelo Promotor de Justiça João Lopes Guimarães Júnior com a CooperativaHabitacional do Bancários de São Paulo – BANCOOP, jáencaminhado ao juízo da 37ª Vara Cível da Capital, parahomologação. Alegam que o acerto lhes
é altamente prejudicial
, além demanifestamente em desacordo com o que havia sidodeterminado pelo Conselho Superior do Ministério Público.Junta diversos documentos, entre eles cópia integral dadecisão que negou a promoção de arquivamento do inquéritocivil (IC nº 14.161.446/06-01) e determinou o ajuizamento deação civil contra a cooperativa, bem como, da que nãoconheceu subseqüente proposta de acordo.
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