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PERIODO ENTRE GUERRAS: A EUROPA DE 1919 A 1934 - CARVALHO, Maiko Freitas de

PERIODO ENTRE GUERRAS: A EUROPA DE 1919 A 1934 - CARVALHO, Maiko Freitas de

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Categories:Types, Research, History
Published by: Maiko Freitas de Carvalho on Aug 30, 2011
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MAIKO FREITAS DE CARVALHO
PERIODO ENTRE GUERRAS: A EUROPA DE 1919 A 1934
Trabalho de Conclusão de Curso apresentadoà Fundação Educacional de Ituverava.Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras paraobtenção do título de Licenciatura Plena emHistóriaOrientador: Prof. Esp. Sandro Luiz Freitas deSouza.
ITUVERAVA2010
 
11
1 O FIM DO CONFLITO
1.1 OS PROBLEMAS COM O FIM DA GUERRA
O fim dos tempos esta próximo... Talvez fosse o que se ouvia na Europa durante omaior conflito já sofrido no continente. Todo o marasmo que havia pairado anos antes, agorafoi varrido, pois uma grande guerra devastara as cidades e suas populações; os grandescentros de cultura e história eram destruídos e a intelectualidade se restringiu à força bélicaque o confronto entre as maiores forças do mundo exigira; esse constante medo sofrido pela população foi descrito por Hobsbawn:“Sem dúvida houve momentos em que talvez fosse de esperar-se que o deus ou osdeuses que os humanos pios acreditavam ter criado o mundo e tudo o que nele existeestivessem arrependidos de havê-lo feito” (Hobsbawn, 2000. p. 30.)Os quatro anos de conflito (1914-1918) tiveram seu fim, a guerra que devastara ocontinente Europeu enfim termina; agora os olhares se voltam para suas consequências: quemlevará a culpa? Mas os culpados já estão definidos com a derrota, o tempo de reconstruçãotorna-se o tempo de vingança, que seria o pior ato da guerra, algo para se arrepender, areconstrução das economias é algo impossibilitado pela degradação que os participantes doconflito sofreram; seus vencedores cobrariam uma dívida dos vencidos, algo citado,vingativo, e algo que começaria uma nova guerra.Quando é dado o fim da Grande Guerra, em 1918, surgem os grandes problemas dosanos de conflito e o primeiro deles é justamente a falta de paz, descrito por Crouzet:
Todavia, o mundo esta longe de gozar de paz, a guerra não chegou ao fim em toda parte, lutas armadas ainda opõem nacionalidades hostis e, sobretudo, ameaças desubversões sociais manifestam-se: revoluções caracterizadas entre os vencidos, naAlemanha, na Hungria; graves comoções sociais nos países vitoriosos e neutros.(Crouzet, 1996. p. 63.)
 
12A paz seria a vitória de maior dificuldade a ser alcançada durante todo o período dosconflitos e seus meados, toda a esperança constituída no fim da guerra pelas populações tantodos vencidos como dos vencedores foi derrubada quando o conflito teve início.A tentativa de estruturar a guerra durante o período de conflito levou a Europa a umasérie de problemas com o fim dos combates armados, o período de duração do conflito nãoera esperado e nada foi planejado para uma guerra com tamanha extensão, que talvez tenhasido o principal agravante dos problemas nos períodos posteriores, por isso talvez análise dasorganizações da economia de guerra seja a chave para se entender um período de paz comtamanha conturbação.
1.2 O PROBLEMA DOS EFETIVOS, ARMAMENTOS, MÃO-DE-OBRAE A ECONOMIA DURANTE A GUERRA
Há tempos não se via tamanho estrago durante um período de conflito, como se viu naPrimeira Guerra, as maiores potências do mundo, agora potências industriais totalmentevoltadas para a fabricação bélica, arrasaram suas economias e seus excedentes populacionais;anterior a esse período os conflitos não passavam de pequenas campanhas de países rurais,nas quais a economia era pouco afetada com operações limitadas, às vezes com data e hora para acabar; segundo Crouzet essa industrialização foi categórica para a longa duração dadesordem:
[...] todos os beligerantes são potências industriais e comerciantes [...] dedicam suacapacidade de produção ao desenvolvimento de uma poderosa indústria bélica etodos alinham efetivos consideráveis, extraídos principalmente da população rural,cuja diminuição acarreta uma inquietadora redução dos aprovisionamento. Assim, oconflito desorganiza as trocas e abala seriamente a estrutura econômica do mundo.(Crouzet, 1996. p. 45.)
Como foi notado a extensão, juntamente com a falta de aprovisionamento, tornou aguerra algo mais terrível, tanto na parte social, como na estrutura político-econômica: oséculo XX nasce para o mundo como algo aterrador, onde o progresso da humanidadematerializado na industrialização é diabólico; esse emblema da modernidade é descrito por (Hobsbawn, 2000. p. 31) como a [...] tecnologia da morte [...], com a participação dasgrandes potências e quase toda a Europa, exceção da Espanha, Países Baixos, os países da

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