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Administração Indireta

Administração Indireta

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Trabalho acadêmico sobre adm. indireta : autarquias , empresas públicas , sociedades de economia mista , fundações públicas e agências reguladoras
Trabalho acadêmico sobre adm. indireta : autarquias , empresas públicas , sociedades de economia mista , fundações públicas e agências reguladoras

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Categories:Types, Research, Law
Published by: Marcelo de Andrade Maciel on Oct 03, 2008
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 Nome : Marcelo de Andrade MacielCurso : Bacharelado em Ciências JurídicasDisciplina : Direito Administrativo IData : 2/10/08Administração Indireta E Seus Entes Jurídicos Associados1 Definição de Administração IndiretaSegundo José Eduardo Alvarenga, a Administração Indireta é o conjunto dos entes(entidades com personalidade jurídica) que vinculados a um órgão da Administração Direta, prestam serviço público ou de interesse público.Como bem aponta Maria Silvia Zanella Di Pietro (1997:56) : No direito positivo brasileiro, há uma enumeração legal dos entes que compõem a Administração Pública,subjetivamente considerada.Trata-se do artigo 4º do Decreto-Lei nº 200, de 25-2-67, o qual,com a redação dada pela lei 7.596, de 10-4-87, determina que a administração federalcompreende:I – a administração direta, que se constitui dos serviços integrados na estruturaadministrativa da Presidência da República e dos Ministérios.II – a administração indireta, que compreende as seguintes categorias de entidades dotadasde personalidade jurídica própria:
autarquias;
empresas públicas;
sociedades de economia mistas;
fundações públicas.Embora o Decreto-Lei seja, em tese, aplicável apenas à União, contém conceitos e princípios que se aplicam também aos Estados e Municípios, especialmente em matéria deadministração indireta.Ainda que não fosse suficiente o suporte constitucional, a matéria já havia sido tratadatambém na legislação infra-constitucional que, quando define princípios, é aplicável a todosos entes federativos.O Código Civil de 2002, no seu artigo 41, afirma que são pessoas jurídicas de direito público interno a União, os Estados, o Distrito Federal e os Territórios, os municípios, asautarquias e as demais entidades de caráter público criadas por lei. Conforme o artigo 44,são pessoas jurídicas de direito privado as associações, as sociedades e as fundações.Entretanto, também faz parte do texto constitucional a previsão dos consórcios públicos econvênios:“Art. 241 – A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios disciplinarão pomeio de lei os consórcios públicos e os convênios de cooperação entre os entes federados,autorizando a gestão associada de serviços públicos, bem como a transferência total ou1
 
 parcial de encargos, serviços, pessoal e bens essenciais à continuidade dos serviçostransferidos”.2 AutarquiasSegundo Themistocles Brandão Cavalcanti : “Em sua expressão mais peculiar, aschamadas autarquias administrativas são serviços públicos descentralizados que sedestacaram do conjunto da administração estatal, para se organizarem de acordo com asnecessidades dos serviços que visam executar”.
1
O termo autarquia significa “poder próprio” e foi usado pela primeira vez por SantiRomano em 1897, na identificação da situação de entes territoriais e institucionais doEstado unitário italiano. O autor admitia que autarquia era a administração indireta doEstado, exercida por pessoa jurídica, defendendo os próprios interesses e também os doEstado.Nos ensinamentos de Hely Lopes Meirelles: “Autarquias são entes administrativosautônomos, criados por lei, com personalidade jurídica de direito público interno, patrimônio próprio e atribuições estatais específicas. São entes autônomos, mas não sãoautonomias. Inconfundível é autonomia com autarquias: aquela legisla para si; estaadministra a si própria, segundo as leis editadas pela entidade que a criou”.
2
O autor distingue ainda autarquia de autonomia, pois enquanto a primeira deve sereportar à lei da entidade que a criou, a segunda tem poder para legislar a si própria.As autarquias caracterizam-se por possuírem personalidade jurídica própria, sendo assim,sujeito de direitos e encargos, por si próprias. Caracterizam-se ainda por possuírem patrimônio e receita próprios o que significa que os bens e receitas das autarquias não seconfundem, em hipótese alguma, com os bens e receitas da Administração direta a que sevinculam, sendo estes geridos pela própria autarquia.
3
O fato de as autarquias serem pessoas de Direito Público culmina na possibilidade destasentidades serem titulares de interesses públicos, ao contrário das empresas públicas e dassociedades de economia mista que são pessoas de Direito Privado e podem apenas receber qualificação para exercício de atividade pública, não podendo, no entanto, titularizar essetipo de atividade.Podemos entender o que vem a ser autarquia pelos dizeres de Diógenes Gasparini: “Asautarquias são detentoras, em nome próprio, de direitos e obrigações, poderes e deveres, prerrogativas e responsabilidades. Ademais, em razão de sua personalidade, as atividadesque lhes são trespassadas, os fins e interesses que perseguem são próprios, assim como são próprios os bens que possuem ou que venham a possuir”.
4
 Em síntese, o inciso I do artigo 5º, do Decreto-Lei 200/67 definia autarquia como umserviço autônomo, criado por lei, com personalidade jurídica, patrimônio e receita próprios para executar atividades típicas da Administração Pública que a requeira, no objetivo deatingir um melhor funcionamento, gestão administrativa e financeira descentralizada.
1
Themistocles Brandão Cavalcanti, in,
Curso de Direito Administrativo
, 8ªedição, São Paulo, Livraria FreitasBastos, 1967, Pág 240.
2
In,
 Direito Administrativo Brasileiro
, 12ªedição, São Paulo, Revista dos Tribunais, 1986, Pág 285.
3
Odete Medauar, in,
 Direito Administrativo Moderno
, 3ªedição, São Paulo, Revista dos Tribunais, 1999, Pág77-78.
4
In,
 Direito Administrativo
, 4ªedição, São Paulo, Saraiva, 1995, Pág 224.
2
 
Poderiam ser citadas como exemplos de autarquias o SAMAE e o INCRA.3 Fundações de Direito PúblicoAs fundações públicas são organizações dotadas de personalidade jurídica de direito público, sem fins lucrativos, criadas para um fim específico de interesse público, comoeducação, cultura e pesquisa, sendo sempre merecedoras de um amparo legal.As fundações públicas possuem autonomia administrativa, patrimônio próprio, efuncionamento custeado, principalmente, por recursos do poder público, ainda que sob aforma de prestação de serviços.Elas são criadas por autorização específica e regulamentadas por decreto,independentemente de qualquer registro. Antes do Código Civil de 2002 as fundações públicas eram criadas por Lei e suas competências definidas por Lei Complementar. Apósas alterações do Código Civil de 2002 as fundações passaram a serem criadas por Decretodo Executivo, após passarem pelo crivo do Legislativo.Segundo Hely Lopes Meirelles, as fundações públicas são pura e simplesmente espéciesdo gênero autarquias. A diferença se dá em relação a sua base estrutural. Enquanto asautarquias possuem base corporativa (associativa), as fundações possuem base fundacional(patrimonial).Ainda segundo o mesmo autor, as principais características das fundações são as seguintes:
Pessoa jurídica - titular de direitos e obrigações próprios distintos da pessoa que ainstituiu;
De direito público - regime jurídico-administrativo de direito público quanto a prerrogativas e restrições; pode ser de direito privado;
Criação autorizada por lei específica - CF/88, art. 37, XIX, redação da EC nº 19;
Lei complementar definirá as áreas de sua atuação - CF/88, art. 37, XIX, redaçãoda EC nº 19;
O seu pessoal é ocupante de cargo público;
Os contratos celebrados pelas fundações são precedidos de licitação;
Regime tributário - imunidade de impostos (sobre patrimônio renda e serviços)relacionados a suas finalidades essenciais;
Responsabilidade objetiva pelos danos causados a terceiros (CF, art. 37, § 6º);
Os bens são impenhoráveis, imprescritíveis e inalienáveis;
Proibição de acumulação de cargos, empregos ou funções.Poriam ser citadas como fundações de Direito Público a FURB e a FUNAI.4 Agências Reguladoras e ExecutivasMirando-se em exemplos estrangeiros como a “authority” ou “agency” norte-americanas, a Administração federal ( pois esta competência não pertence às outrasunidades administrativas), pela Lei n. 9.649, de 27 de maio de 1998, arts. 51 e 52, instituiua possibilidade de qualificar autarquias (e também fundações) como agências executivas, por ato do Presidente da República, desde que demonstrem possuir plano “estratégico” de3

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