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Identidades Culturais na Pós-Modernidade - Um estudo da cultura de massa através do grupo Casaca

Identidades Culturais na Pós-Modernidade - Um estudo da cultura de massa através do grupo Casaca

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Pesquisa onde foi estudado a influência da indústria cultural na desconstrução da identidade do homem pós-moderno, pela cultura de massas.
Pesquisa onde foi estudado a influência da indústria cultural na desconstrução da identidade do homem pós-moderno, pela cultura de massas.

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05/09/2014

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Identidades culturais na pós-modernidade.Um estudo da cultura de massa através do grupoCasaca.
Sérgio Salustiano da Silva
Índice
Faculdades Integradas São Pedro - Faesa
1 Introdão
O objetivo desta pesquisa é estudar a in-fluência da indústria cultural na desconstru-ção da identidade do homem pós-moderno,pela cultura de massas. Mesmo sendo um as-sunto complexo conforme argumenta AlainHesrcovici:
... não é possível falar, objetivamente,em identidade cultural numa coletividade di-vidida em classes sociais, seja ela local ounacional. A cultura não pode ser conce-bida como um processo social homogeneiza-dor que permitiria abranger a totalidade dacoletividade; o jogo de exclusão não permitedefinir elementos simbólicos comuns à tota-lidade dos membros da sociedade
”. (HESR-COVICI, 2001,14)Entretanto, apesar de estudiosos comoHesrcovici não aceitarem que se possa terobjetividade quando o assunto é falar dacrise de identidade cultural do homem pós-moderno, devido às barreiras sociais existen-tes em cada nação, deve-se levar em contaque, apesar de qualquer diferença social quepossa existir, a indústria cultural trabalhaexatamente para derrubá-las, pois ela usa demeios para convencer o homem de que ele
 
2 Sérgio Salustiano da Silvapode se tornar um olimpiano
1
,se conseguiratingir o mesmo “level”
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,que os membrosdas classes mais abastadas da sociedade.Nesta reformulação de valores propostapela indústria cultural, as culturas de mas-sas e os símbolos antes restritos somente aosguetos são reintroduzidos na sociedade comnovos apelos para o consumo da massa. Aotransformar esses símbolos, ela oferece aosseus antigos detentores a oportunidade deinserir-se no mundo globalizado.Mas, apesar da revalorização dos seussímbolos e por conseqüência, de sua cul-tura, o homem pós-moderno não se reco-nhece mais nesta atual identidade, que estasendo oferecida pela sociedade contempo-rânea, pois ele vive os conflitos de ter suaidentidade fragmentada, desde do seu nas-cimento até sua morte. E para tentar rever-ter essa situação, ele busca, mesmo inconsci-entemente seus antigos valores culturais, emuma tentativa de firmar o seu “EU” social esatisfazer suas necessidades pessoais.Esse fato, segundo Edgar Morin, acabapor quebrar as tradições do homem pois,paraele, “aculturademassaintegraeseinte-graaomesmotemponumarealidadepolicul-tural” (MORIN, 2000, 16), que transformaas antigas identidades homogêneas em híbri-dos culturais
3
. E, o homem ao tentar buscarno seu passado símbolos para respaldar sua
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Para Edgar Morin, os olimpianos são os sujeitosque dão forma aos anseios da sociedade, eles “pro-põem o modelo ideal da vida de lazer, sua supremaaspiração. Vivem segundo a ética da felicidade e doprazer, do jogo e do espetáculo. Essa exaltação simul-tânea da vida privada, do espetáculo, do jogo é aquelamesmadolazer, eaquelamesmadaculturademassa.(MORIN, 2000: 75)
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Ver HORKHEIMER, ADORNO, 1985
3
Ver também Clancini, Nestor G. Culturas Híbri-das. Edusp, 2000
identidade presente e futura, acaba por criaruma nova cultura sob a bênção da indústriacultural.Assim, nestapesquisapretende-seanalisara forma como a globalização, depois de atin-gir a identidade cultural de uma nação, passaa influenciar diretamente na identidade par-ticular do homem pós-moderno, pois a cadadia é mais crucial poder entender esse mo-vimento que pode ser analisado de dentropara fora e vice-versa, mas que sempre es-tará afetando diretamente a construção e odesenvolvimento das identidades locais, poisoindivíduo, partindodopressupostoporStu-art Hall, sendo um sujeito detentor de umaidentidade fragmentada, é capaz de modifi-car toda a estrutura social tanto do seu es-paço local quanto do espaço global.Embora vários estudiosos da pós-modernidade afirmarem que o homem estálutando para reverter a atual crise pela qualele está passando, onde ele busca simulta-neamente sua identidade local enquanto éobrigado a viver como um homem global.Mas, ainda não descobriu como criar me-canismos para proteger sua cultura local aomesmo tempo que ele estará sendo oferecidapara uma sociedade transnacional.Dentro deste estudo, que pretende abordarde forma limitadora, pois aborda a crise daidentidade do homem pós-moderno, atravésda ótica de um grupo musical
4
, pretende-seanalisar as influências da sociedade globalperante as identidades locais, na sua perdade referencial e aquisição de novos valores.A banda Casaca, que iniciou sua carreiracom fortes apelos da cultura local do Estado
4
Estamos falando do grupo Casaca que deixoude ser conhecido apenas no seu “gueto” para assumirsímbolos intercontinentais de uma gravadora
www.bocc.ubi.pt 
 
 Identidades culturais na pós-modernidade
3do Espírito Santo, conseguiu despertar o in-teresse não somente dos capixabas, mas tam-bém de uma gravadora multinacional, a SonyMusic, que através da banda usou os ele-mentos antes restritos as festas religiosas daBarra do Jucu, para transformá-los e inseri-los na sociedade global. Com isso, apesarda banda ter criado um sentimento de rein-trodução e revalorização de um símbolo – ocongo - que sempre esteve à disposição detodo o Estado, acabou perdendo sua identi-dade local, que foi transformada pela indús-tria cultural, para ser reintroduzidana culturade massa.Esse fator deve ser analisado não somentedevido ao movimento pendular das identida-des locais confrontando-se com as globais.E também de forma mais aprofundada, ouseja: de como este movimento poderá estarsendo útil para a introdução da cultura capi-xaba no mundo globalizado. E para o reco-nhecimento dos capixabas na sua cultura an-tes relegada apenas à periferia. Outro pontoimportante a salientar é que apesar de apa-rentar ser apenas um problema regional, es-tamos tratando de um símbolo de uma cul-tura, que ao mesmo tempo que está sendoperdido está sendo reintroduzido na indústriacultural.Adorno previu que na indústria cultural:
“Tudo é percebido do ponto de vista da possibilidade de servir para outra coisa, por mais vaga que seja a percepção dessa coisa.Tudo só tem valor na medida em que se podetrocá-lo, não na medida em que é algo em simesmo.” (HORKHEIMER, ADORNO, 1985,148)
Desta forma, postulamos que, a culturalocal somente teria validade para a indús-tria cultural se, de alguma forma, ela pu-desse ser reformulada e reintroduzida na so-ciedade contemporânea. Assim, para o ca-pixaba, apesar do congo estar sendo apenasmais um produto para o seu consumo, elepassaria a adotá-lo como um símbolo de suaidentidade. Esse fato é legitimado pelo fatodo sujeito não ter uma identidade fixa e, pro-curar em símbolos valorizados pela culturade massa, indícios de suas raízes culturais.Conforme afirma Stuart Hall, a atual crise deidentidade acontece devido à estar em estadode constante mutação:
Uma vez que a identidade muda deacordo com a forma como o sujeito é inter- pelado ou representado, a identificação nãoé automática, mas pode ser ganhada ou per-dida.
” (HALL, 1998, 21)Assim, através de dados coletados nosdois principais jornais impressos do Estado,procuramos reunir informações para funda-mentar nossa análise. Procuramos verificarcomo foi a abertura dada à banda entre operíodo em que ela ainda era um grupo lo-cal até chegar ao ápice, que foi ao assinarcontrato com uma gravadora multinacional.Essa banda, na nossa concepção tornou-seum olimpiano, atingido as grandes massasglobais. Contatamos também, com a análisedos jornais que a própria mídia impressa in-fluenciou na desconstrução dessa identidadelocal.Vamos realizar nossa análise, observandoos títulos e as fotos que foram publicadaspara atrair o grande público para a desco-berta desta nova “boy-band”, tipicamentebrasileira e originalmente capixaba. Em um jornal impresso os primeiros apelos são osestéticos, no caso das fotos e títulos pode-secomprovar que na maioria das vezes as re-portagens tentavam remeter a um sentimento
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