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Abuso Espiritual

Abuso Espiritual

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Published by Valmir
Alex Petrakius aborda com profundidade a forma cruel com que pastores se servem do rebanho de Deus como se fossem seus donos. Um alerta aos oprimidos e oferta de liberdade.
Alex Petrakius aborda com profundidade a forma cruel com que pastores se servem do rebanho de Deus como se fossem seus donos. Um alerta aos oprimidos e oferta de liberdade.

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Abuso Espiritual
pr. Alex M. Petrakius
Parte 1 – O Problema dos Pastores Profissionais
 Sujeitando-vos uns aos outros no temor de cristo. Efésios 5:21 Julgai todas as coisas, retende o que é bom, abstende-vos de toda forma de mal. I Tessalonissenses 5:21-22 Declarou-les pois Jesus: Eu sou o Pão da Vida; o que vem a mim, jamais terá forme; e o que creem Mim jamais terá sede. João 6:38 Para a liberdade foi que Cristo nos libertou, permanecei pois firmes, e não vos submetais de novoa jugo de escravidão. Gálatas 5:1. Porque vós irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasiãoà carne, sede antes, servos uns dos outros pelo amor. Gálatas 5:13 Rogo, pois, aos presbíteros que há entre vós, eu, presbítero como eles, e testemunha dossofrimentos de Cristo, e ainda co-participante da glória que há de ser revelada: 2 pastoreai orebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deusquer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foramconfiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho. Ora, logo que o Supremo Pastor semanifestar, recebereis a imarcescível coroa da glória. I Pedro 5:1-4.
Atenção: O material a seguir destina-se à leitura de pessoas madurase pode ser profundamente perturbador à grande maioria dos leitores. Oautor recomenda grande discrição no uso deste material e na exposição domesmo.
INTRODUÇÃO
Os discípulos do Senhor Jesus, felizmente, eram como todos nós. Isto querdizer que eram pecadores e falhos como todos s somos. Nos dias do Antigo Testamento o Salmista se refere ao Deus de Jacó como uma maneira de nos consolarem meio às nossas fraquezas quando diz: “Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio, cuja esperança está no SENHOR, seu Deus - Salmos 146:5”.A expressão “Deus de Jacó” é uma referência clara ao fato de que Deus estáacostumado a lidar com pessoas pecadoras e contraditórias como Jacó e comoqualquer um de nós. Bendito seja Deus, o Senhor, que nos ama apesar de sermos oque somos.Mas como falamos no início, os próprios apóstolos do Senhor Jesus não eramdiferentes de cada um de nós. Como tal estavam sujeitos às mesmas tentações edesvios de conduta que ameaçam a vida de qualquer um de nós. O registro dosEvangelhos está cheio de circunstância onde o Senhor precisou agir com firmeza paracorrigir estas situações anômalas na vida dos Seus discípulos e apóstolos. Uma destascircunstâncias é aquela que trata do pedido de Tiago e João e da mãe deles, que haviadecidido agir como se fosse uma verdadeira empresária dos próprios filhos. O pedidoem questão, feito ao Senhor Jesus, era o seguinte:Então, se chegou a ele a mulher de Zebedeu, com seus filhos, e, adorando-o,pediu-lhe um favor. Perguntou-lhe ele: Que queres? Ela respondeu: Manda que, no teureino, estes meus dois filhos se assentem, um à tua direita, e o outro à tua esquerda –Mateus 20:20 – 21.O pedido de Tiago e João visava satisfazer a uma das necessidades maisbásicas que existem em todos os seres humanos que é ter autoridade sobre outros que
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são seus iguais! Este é um sério problema dos seres humanos: o desejo de quereremser “mais” iguais que os outros.É óbvio que os outros discípulos, sendo também humanos, não aplaudiram opedido feito por Tiago e João. E por que não? Porque cada um dos outros dez discípulosdesejava ocupar, ele mesmo, um daqueles lugares à direita e à esquerda do Senhor Jesus, no Seu reino glorioso.De fato o texto bíblico diz que os dez ficaram indignados com os dois irmãos –ver Mateus 20:24. O Senhor Jesus tratou com bastante firmeza aquela situação,procurando mostrar aos discípulos que as regras que deveriam existir entre eles eramdiversas das regras que existiam entre as pessoas que não são discípulos de Jesus. Eledisse:Ora, ouvindo isto os dez, indignaram-se contra os dois irmãos. Então, Jesus,chamando-os, disse: Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que osmaiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quemquiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser oprimeiro entre vós será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para serservido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos – Mateus 20:24 - 28.O princípio que o Senhor Jesus quis ensinar era bastante necessário e urgentenaquele momento. A saúde da futura Igreja Crisiria depender, em parte, daobediência às palavras de Jesus acima mencionadas. Um dos aspectos do verdadeiroCristianismo que mais encantam este autor é o fato de que nosso Deus e Senhor ésempre nosso exemplo naquilo que demanda de nós.Isto é verdade com relação ao ensino acerca de como se tornar realmentegrande entre o povo de Deus. Quando o Senhor Jesus confrontou Seus discípulos,mostrando-lhes como a conduta deles precisava ser diferente do exemplo que viam nahumanidade em geral, emendou dizendo que esta havia sido a atitude ou exemplo queestavam recebendo d’Ele.Em outras palavras, Jesus disse aos discípulos que eles pertenciam a umacomunidade de pessoas que eram rigorosamente iguais e que não deveria existirnenhum tipo de interesse dominador por parte de uns sobre os outros como estavaimplícito no pedido de Tiago e João.O serviço cristão praticado de uns para com os outros produz apenas o bemao passo que o desejo de dominar sobre outros conduz irremediavelmente apartidarismos, contendas, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões,facções, invejas bem como a abusos de toda sorte – ver Gálatas 5:20 - 21.Cerca de dois mil anos se passaram desde que o Senhor Jesus ensinou estasverdades. Independente deste fato é com grande pesar que constatamos nos nossosdias, que ainda temos um longo caminho a percorrer quando o assunto é servir unsaos outros como um mandamento que deve valer indistintamente para todos aquelessobre os quais o bom nome do Senhor foi invocado. Temos observado, com grandetristeza, inúmeros abusos que estão ocorrendo no seio da Cristandade em geral bemcomo no seio do Cristianismo em particular.Estes abusos têm causado inúmeros males ao corpo de Cristo, que é SuaIgreja, além de destruir por completo inúmeras vidas. Muitos destes que foramabusados perderam a e alguns até se tornaram inimigos da criscomoconseqüência direta dos abusos que sofreram. É intenção do autor discutir tão delicadoassunto visando contribuir para que de alguma maneira possamos seguir no caminhodo serviço em vez do caminho do autoritarismo e do abuso espiritual. Nesta questãoenvolvendo abuso espiritual temos descoberto que não existem inocentes.Lideranças e liderados são igualmente responsáveis pelo descalabro quepodemos observar e igualmente culpados pelos males praticados.
I.Liderança como Serviço e não como Senhorio.
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1.A Tênue Linha que Separa o Serviço do Senhorio.
Conforme vimos o Senhor Jesus advertiu severamente seus discípulos contrao desejo de se tornarem senhores uns sobre os outros e podemos dizer, por extensão,de se tornarem senhores sobre o povo de Deus.Existe uma linha muito fina entre serviço e senhorio, entre discipulado edominação. O que temos notado é que em muitos casos a linha se torna tão tênue queé mesmo impossível distinguir onde o primeiro terminou e o segundo começou. Agrande maioria das lideranças com as quais convivemos, têm cruzado esta linha semmuita cerimônia e não escondem seu aborrecimento quando confrontadas pelos fatos.Em um próximo artigo falaremos do poderoso arsenal ao qual costumamrecorrer para se defender.Não estamos querendo colocar todo mundo dentro de um mesmo saco e poreste motivo é importante que mencionemos que existem líderes sensíveis a esta tênuelinha e que procuram manter uma posição equilibrada com relação à mesma. Outroshá que transgridem o limite, mas se arrependem e voltam ao bom senso representadopelo serviço cristão. Outros há, por fim, que não sabem funcionar se não estiveremcompletamente do outro lado da linha como senhores absolutos sobre o povo de Deus.Infelizmente, nos nossos dias, este último tipo tem sido bem mais freqüente do quegostaríamos de ver.
2.A Queso Representada pela Exisncia dos “Servos”Profissionais.
Outra questão importante para a nossa discussão é a profissionalização daliderança, especialmente, da liderança pastoral. Todos os pastores, sejam de tempointegral sejam de tempo parcial, sabem que seu sustento e o de suas faliasdependem diretamente das comunidades locais que estão pastoreando.E esta não é uma questão periférica. Muito pelo contrário é uma questãocentral. Muitos pastores cruzam a linha mencionada no item anterior motivados emovidos por recompensas financeiras e ambição pessoal. Assim continua verdadeiro oprincípio mencionado pelo apóstolo Paulo de que “o amor do dinheiro é raiz de todosos males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaramcom muitas dores – 1 Timóteo 6:10.Nos últimos anos temos podido notar um número cada vez maior de “servos”profissionais que têm usado o povo de Deus para construir seus pequenos impériosque incluem, entre outras coisas, residências em diversas cidade e países, automóveis,móveis e roupas de luxo, canais de televisão e estações de rádio etc. Estes verdadeiros“senhores” quando confrontados com a dura realidade representada pela Palavra deDeus, muito dificilmente se arrependem, preferindo lançar o de um poderosoarsenal, que na realidade não passa de um grande besteirol, para justificar seusdesmandos.
3.Tanto faz mentor ou tutor, o exemplo vem sempre decima.
Esta parece ser uma das mais inflexíveis leis na História da Humanidade. Oexemplo vem sempre de cima, ou seja, o exemplo estabelecido pela liderança serásempre imitado e servirá de inspiração e motivação para quem está mais em baixo.Se o exemplo for ruim então as conseqüências serão verdadeiramentedevastadoras. Nos dias de hoje é bastante comum pastores se espelharem nosmétodos e na forma de agir daqueles que podem ser percebidos como sendo bemsucedidos. Por sucesso, neste contexto, não estamos nos referindo à fidelidade àpalavra de Deus como proposto pelo apóstolo Paulo em 1 Coríntios 4:2 e sim aosucesso como percebido pelo mundo e que pode ser medido em números.
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