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Brasil: as armas e as vítimas
cional de outros produtores médios emergentes? Estas são algumas perguntas queeste capítulo busca responder através das seguintes seções: A seção 2 deste capítulo dá uma pequena introdução sobre a evolução daindústria de armas de pequeno porte no Brasil. Para fundamentar nossa com-preensão da indústria brasileira de APPL, a primeira parte do capítulo apresentauma breve história da produção de armas no Brasil, de sua encarnação mais antigano início do século 19 como fábrica de pólvora do rei de Portugal, até o períodocrucial do autoritarismo militar dos anos 70. Então examinamos minuciosamen-te a política e as iniciativas do governo nos últimos trinta anos e o perfil dasprincipais empresas envolvidas. A Seção 3 apresenta um estudo em profundidade da produção, vendas e mer-cados doméstico e de exportação. Discutimos tendências passadas e atuais e seuslugares na história mais ampla discutida na primeira parte. A Seção 4 apresenta uma breve análise da indústria APPL brasileira usandoferramentas teóricas desenvolvidas por Keith Krause para explicar a dinâmica daprodução militar e do comércio de armas.
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O trabalho de Krause, que tratou daindústria de armas em geral, é adaptado aqui ao caso da indústria de armas depequeno porte no Brasil. Também apresentamos um panorama para o futuro:quais estratégias os produtores de APPL no Brasil devem usar nos próximos anos,e que tipo de resultados podem ser esperados.Finalmente, a Seção 5 apresenta um resumo e uma descrição das fontes pri-márias consultadas, bem como uma descrição e explicação dos obstáculos meto-dológicos e relacionados a dados que encontramos durante nossa pesquisa. Apesar de termos usado fontes históricas e secundárias e entrevistas para amaior parte da seção sobre história, nossa pesquisa primária é baseada em dadosoficiais de uma série de fontes governamentais.
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Não obstante ter sido possívelencontrar muitas informações e sintetizá-las em um relatório coerente, encontra-mos algumas dificuldades com estas fontes oficiais, exacerbadas pelo longo perío-do de tempo estudado. Nem todas as fontes estavam constantemente disponíveis
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Krause, Keith. 1995.
Arms and the State: Patterns of Military Production and Trade
, Cambridge,Cambridge University Press, xi-299.
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Estas fontes se dividem grosso modo em quatro tipos: dados sobre a economia brasileira, doInstituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dados sobre comércio exterior, da Secre-taria de Comércio Exterior (SECEX), e informações das empresas na Comissão de ValoresMobiliários (CVM) e dados sobre a produção doméstica e comércio do Anuário Estatístico doExército Brasileiro (ANEEX). Um tratamento mais detalhado destas fontes, os problemas en-contrados com os dados disponíveis, e as soluções adotadas podem ser encontrados no apêndicemetodológico deste capítulo.