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doenças de veiculação hídrica

doenças de veiculação hídrica

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DOENÇAS DE VEICULAÇÃO HÍDRICA
Profa. Dra. Iracy Lea Pecora
I. INTRODUÇÃO
Segundo a Organização Mundial de Saúde - OMS, cerca de 85% das doençasconhecidas são de
veiculação hídrica
, ou seja, estão relacionadas à água.A problemática em saúde mais comum associada à água poluída por esgotos éa gastroenterite, que pode apresentar vários sintomas como enjôo, vômitos, dores deestômago, diarréia e febre, que podem levar as pessoas, principalmente as crianças, àdesidratação. No verão, esse quadro pode ser mais perigoso. Por isso, é importante,que a pessoa nesse estado tome muito líquido, mesmo que não esteja conseguindo sealimentar. Como esse quadro pode ser associado a vários agentes etiológicos, aterminologia mais adequada é a de
síndrome
, e não
doença
.
Síndrome
é o conjunto de sinais ou sintomas provocados por agentesbiológicos diferentes e dependentes de causas diversas.
Doença
é a perda da homeostasia corporal (estado em que se tem
saúde
, ouseja, a
normalidade
) total ou parcial, que pode resultar de infecções, inflamações,modificações genéticas, neoplasias, disfunções orgânicas, etc.Os organismos biológicos podem ser classificados didaticamente para facilitar oestudo e a apresentação aos iniciantes. Além disso, essa abordagem é importantepara o estudo das características, sensibilidade e metabolismo, que acabamfavorecendo aos profissionais da saúde, no controle dos mesmos. Os critérios paraclassificação incluem número de unidades que se agrupam para formar o organismo(unicelulares e pluricelulares), presença ou não de membrana nuclear (eucariontes eprocariontes), dimensões (microrganismos), etc.Neste texto, abordaremos resumidamente, as doenças e síndromes veiculadaspelo contato com a água, envolvendo organismos biológicos. A grande maioria dessesagentes é um microrganismo, mas, outros seres que também desencadeiamdoenças (parasitos). Os
 parasitos
designam elementos associados a outros dos quaisextraem alimento e acabam prejudicando o hospedeiro, causando doenças. São todoseucariontes e incluem seres unicelulares (protozoários), pluricelulares (helmintos) eaqueles que se localizam externamente aos hospedeiros (ectoparasitos) e que sãoartrópodes (insetos e carrapatos).Os microrganismos podem ser subdivididos em ACELULARES e CELULARES. Osrus, juntamente com os príons e viides, constituem o primeiro grupo,caracterizado por possuir material genético (DNA ou RNA) envolvido por membrana,sem as organelas picas das lulas, como aparelho de Golgi, ribossomos emitocôndrias, entre outras (Figura 1).Figura 1 – Desenhosesquemáticos de exemplosde vírus. Observar aausência de membrananuclear e organelascelulares,
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Os microrganismos celulares podem ser procariontes (arqueanas, bactérias ecianobactérias) (Figura 2) e eucariontes (algas, protozoários e fungos).Figura 2 – Desenho esquemático decianobactéria.Se levarmos em consideração que o parasito é um ser metabolicamentedependente do hospedeiro, todos os microrganismos, protozoários, helmintos eectoparasitos envolvidos com o desencadeamento de doenças o parasitos.Didaticamente, entretanto, o estudo desses agentes se subdivide em Virologia,Microbiologia e Parasitologia, disciplinas normalmente participantes dos cursos degraduação das áreas médico-biológicas. Como as doenças e síndromes são estudadasna Patologia, para simplificar, esses diferentes seres vivos capazes de induzi-las,foram denominados de
agentes
 
 patogênicos
.Os seres vivos, ao longo da evolução, adaptaram-se a diversas situaçõesadversas e atingiram a atualidade, desenvolvendo mecanismos interativos entre seussemelhantes e entre indivíduos de outras espécies. Essas adaptações incluem váriosníveis de interdependência, desde a simbiose até o parasitismo, e todos, sem exceção,dependem da água para sobreviver. Essa é a principal razão de se procurar água emoutros planetas, para indicar a presença de seres vivos baseados em sistemassemelhantes aos da Terra. Dessa forma, alguns agentes patogênicos tiveramcondições de se desenvolver utilizando a água como mecanismo de veiculação.Assim, alcançam a próxima vítima quando esta ingere água sem tratamento ou entraem contato com coleções de águas contaminadas (lagoas, charcos, piscinas semtratamento, etc.), penetrando mucosas (olhos, nariz e boca), pele danificada ou não(cortes, machucados ou mesmo a pele íntegra), comprometendo a saúde e podendocausar a morte, principalmente de crianças.Neste material, focalizaremos os patógenos que podem ser veiculados pelaágua e que, além da gastroenterite, podem causar outras doenças menos gravesincluindo infecções de olhos, ouvidos, nariz e garganta. As doenças mais graves são adisenteria, a hepatite A, a cólera e a febre tifóide.
II. DOENÇAS DE VEICULAÇÃO HÍDRICAGASTROENTERITE
A gastroenterite é um termo geral que se refere a um grupo de distúrbios cujascausas são as infecções e cujos sintomas incluem a perda de apetite, a náusea, ovômito, a diarréia de leve a intensa, a dor tipo cólica e o desconforto abdominal.Juntamente com a água, ocorre a perda de eletrólitos (sobretudo de sódio e potássio)do organismo. Para o adulto saudável, o desequilíbrio eletrotico é apenasinconveniente. No entanto, ele pode causar uma desidratação potencialmente letalem indivíduos muito doentes, muito jovens ou idosos.A diarréia está presente em várias doenças e seu envolvimento pode ser vistona Figura 3 (nível mundial, crianças menores que 5 anos).
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Figura 3 – Mortalidade em criançasmenores que 5 anos, em registrosmundiais(http://www.nand.org/html/reh.htm)Geralmente, as gastroenterites são causadas por microrganismos presentes naágua ou em alimentos contaminados por fezes infectadas. Podem ser transmitidas depessoa para pessoa, sobretudo quando um indivíduo com diarréia não realiza higieneadequada após evacuar.Além das bactérias, vários vírus causam gastroenterite. Os rotavírus (Figura 4)causam a maioria dos casos de diarréia grave, exigindo a internação de lactentes ecrianças maiores, sendo o maior causador de mortes em crianças menores de 5 anoscom diarréia, no mundo. Essa é uma afirmação preocupante, tendo em vista que osregistros não são completos, inclusive no Brasil.Figura 4 – Rotavírus: à esquerda, fotomicrografia eletrônica(http://www.niaid.nih.gov/final/infds/rotvir.htm) e à direita, desenho esquemático(http://ncmi.bioch.bcm.tmc.edu/~chin/Branches/rotavirus.html).Nos Estados Unidos, é a principal causa de diarréia grave. Estima-se que essadoença seja responsável por 5 a 10% de todos os episódios diarréicos em criançasmenores de 5 anos, demandando mais de 500 mil consultas médicas e cerca de 50 milhospitalizações por ano, e responsável por consideráveis custos médicos e nãomédicos.A doença por rotavírus é de distribuição mundial, mas com característicasepidemiológicas distintas em áreas de clima temperado e nas áreas tropicais. Nasprimeiras, manifesta-se com uma distribuição tipicamente sazonal, através deextensas epidemias nos meses frios. Já nas regiões tropicais, a sazonalidade não temsido o marcante, manifestando-se mais por um cater enmico, por casosesporádicos ou surtos, em qualquer estação do ano.Dados sobre surtos de diaria notificados à Divio de Doenças deTransmissão Hídrica e Alimentar - DDTHA, do Centro de Vigilância Epidemiológica -CVE, Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, mostram que os surtos porrotavírus já representam cerca de 20% do total de surtos de diarréia notificados,ocorrendo principalmente em creches ou em hospitais.As práticas higiênicas tradicionais como lavagem de os, controle daqualidade da água e dos alimentos, destino adequado dos dejetos e do esgoto,
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