Com isso o MP se torna independente dos outros poderes, sendo, inclusive,discutido por alguns autores se a instituição seria ou não uma espécie de quarto Poder, já que não se submete a nenhum dos outros. Contudo, o renomado constitucionalistaJosé Afonso da Silva, opina da seguinte forma:
“Não é aceitável a tese de alguns que querem ver na instituição um quarto Poder do Estado, pois suas atribuições, mesmo ampliadas, são ontologicamente denatureza executiva, sendo, pois uma instituição vinculada ao Poder Executivo, funcionalmente independente.”
(SILVA, 2006).
A opinião de José Afonso, contudo, não é amparada pelo texto constitucional,que colocou o MP em capítulo apartado do referente ao Poder Executivo, levando-nos aconclusão de que o
Parquet
não está vinculado a nenhum dos três poderes, não obstanteexercer funções executivas.Outro princípio importantíssimo, mas que não fora incluído no textoconstitucional, é o que garante o direito ao “Promotor Natural” que segundo Coelho:
“Pelo princípio do promotor natural estaria impedida a criação da figura do promotor de exceção. Conceitualmente, pois, poderíamos dizer que tal princípioassegura que a independência funcional do membro do Parquet e mesmo os direitos subjetivos do cidadão somente são respeitados na medida em que sejam vedadasdesignações arbitrárias de membros do Ministério Público para uma Promotoria ou Procuradoria de Justiça ou para as funções de Promotor ou Procurador, com prejuízodas atribuições e prerrogativas legais do ocupante natural do cargo, segundo oscritérios abstratos e pré-determinados pela lei.” (
COELHO, 2006).Assim como o princípio do juiz natural é fundamental para que se tenha umdevido processo legal, também é de extrema importância a não existência de promotor de exceção e que todos os membros do MP tenham autonomia para buscar a realizaçãoda justiça em cada caso em que atue.4. FunçõesO Artigo 129 da Constituição Federal aponta, em seus incisos, as principaisfunções do Ministério Público, dentre elas destacamos: 1) A promoção, privativa, daação penal pública; 2) Zelar pela proteção, por parte dos poderes públicos, dos direitosgarantidos na constituição; 3) Promover o inquérito e a ação civil pública na defesa dosdireitos difusos e coletivos; 4) promover a ação de inconstitucionalidade ourepresentação para fins de intervenção da União e dos Estados, nos casos previstos na