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Entrevista do Presidente da Câmara Municipal de Chaves
Dr. João Baptista ao NTMAD
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“um património com recursos al- guns deles únicos”
“que se quer continuar a afirmar no contextoregional e nacional”
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“uma imagem positiva”
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“Não considero correcta essa visão comum de que os autarcas nãotêm visão estratégica. Este país é o que é à custa dos autarcas”
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“com 10% dos recursos do Estado as autarquias sãoresponsáveis por mais de 50% do investimento no País. Se o Paísandasse ao ritmo das autarquias não teríamos necessidade da aju-da externa, estaríamos no pelotão da frente da União Europeia”
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“dar às autarquias mais possibilidades, o que faria opaís mais avançado e mais desenvolvido”,
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“no interior aonde as condições são mais difíceis, e aonde se nãoexistissem as autarquias seria muito mais difícil as populações te-rem as condições de vida de hoje, apesar das dificuldades em quevivem”
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“são estratégias de desenvolvimento imprescindíveis”
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“como um edifício que se constrói, e tem de ter alicerces e pilaressólidos”
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“o primeiro pilar é as pessoas. Na sua valorização,temos a educação, a cultura, o desporto e a acção social. Depoistemos um segundo pilar importantíssimo, que é o território, e aquitemos naturalmente a valorização e a requalificação urbana, e avalorização ambiental. São aspectos essenciais para além das aces-sibilidades mas já são mais genéricas. Mas um terceiro vector oupilar é as actividades económicas, algumas mais próprias de cadaregião, sendo que em Chaves são o turismo, o termalismo, o agro--alimentar, estas duas naturais. O quarto pilar é a cooperação quehoje é um paradigma de desenvolvimento. No caso de Chaves acooperação volta-se especialmente para a Galiza mas pode ser anível inter-institucional interna”
.
“Portanto estes quatro pilares fundamentam o edifício do desenvol-vimento: pessoas, território, actividades económicas e cooperação.São fundamentais. A partir daqui, vão o resto dos compartimentosdo desenvolvimento, a educação e a cultura que são fundamentaispara envolver todo o resto; a valorização ambiental e da requalifi-cação urbana para as pessoas poderem viver de forma saudável; asactividades económicas para terem os recursos para que a sua vidapossa melhorar e a cooperação que é hoje a vivência da cidadaniae que é hoje aquilo que se nos pede aquilo que nós sejamos cidadãosa tempo inteiro pois cidadão implica participar, reflectir, questio-nar, tal como Kennedy disse:
ants d puntas qu paíspd faz p ti, punta qu pds tu faz pl tu país
”
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“As autarquias já começaram em 2010 a ser penalizadas”
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“Foram cem milhões a nível do país, e retiraram do nor-mal financiamento do Estado à autarquia de Chaves 800 000
€
.Em 2011 foi mais, foi de 220 Milhões no país, em Chaves foi 1 270000
€
e já prevemos do acordo assinado com o BCE e o FMI queserão mais 750 000
€
cada um dos próximos dois anos. Portanto se-rão nos próximos quatro anos 3.5 a 4M
€
que Chaves terá a menosdo OGE. O problema adjacente é que as receitas próprias não so-bem, não há condições para elas subirem”
. am
“por extensão atodo o País haverá autarquias em maiores dificuldades pois depen-dem mais do orçamento de Estado do que a câmara de Chaves. Arelação de dependência do OGE depende de autarquia para autar-quia. Chaves ainda depende entre 60% do OGE mas ainda tem 40% de sustentabilidade própria. Há autarquias que dependem doEstado 90%. Portanto se falha esse apoio de 90% as dificuldades desobrevivência são cada vez maiores”
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“no caso de Chavestemos vindo a diminuir despesas, nomeadamente aquelas que seafiguram nalguns casos e que são acolhidas pelas pessoas comomais dispensáveis”
. am
“o ano passado não tivemos por exemplo fogo-de-artifício nas festas da cidade, utilizamos mais a matriz lo-cal da cultura e isso não quer dizer que a qualidade seja menor”
, v. M êm
“apostado em fazer obras fi-nanciadas por fundos comunitários e não mais do que isso pois são financiadas de 70-85%. A câmara só tem de colocar o restante.Com um investimento menor continuamos a ter obra a um ritmoque não é próximo dos últimos anos mas que permite Chaves tervárias recuperações de equipamentos culturais”
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N.º 125 /// setembro 2011
O dia de Chaves
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