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jurídica, tida pela doutrina e jurisprudência, nacionais ealienígenas, como um princípio que visa à proteção daconfiança de terceiros de boa-fé (boa-fé subjetiva ou boa-fécrença), que acreditaram na aparência criada pelocomportamento de outrem
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No caso concreto, talcomportamento consistiu na criação, pelo corpo diretivo dacooperativa, da aparência de uma verdadeira cooperativa paraas pessoas que nela ingressaram de boa-fé e foram, por isso,iludidas e prejudicadas
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Os dirigentes da cooperativa atuaramcomo se fossem fornecedores de produtos ou serviços, nosmoldes do art. 3.º do CDC, promovendo, de forma disfarçada, avenda de unidades residenciais aos cooperados, ilaqueados emsua boa-fé, os quais, assim, devem ser tratados comoconsumidores, nos termos do art. 2.º,
caput
, do CDC
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Aplicabilidade, por decorrência lógica, das normas de proteçãodos consumidores aos cooperados, previstas no CDC
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Incidên
cia da doutrina ou teoria do “diálogo das fontes”, que,
in casu
, se traduz na aplicação coordenada do Código Civil, daLei do Cooperativismo e do Código de Defesa do Consumidor,numa relação harmônica de complementaridade esubsidiariedade
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Aplicação essa que favorece os cooperados(
favor debilis
), indiscutivelmente vulneráveis na relaçãoestabelecida com o Órgão de Administração da cooperativa, demodo a justificar-se a aplicação das regras e dos princípios doCDC
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Rejeição da promoção de arquivamento do inquéritocivil, para o fim de ajuizamento de ação civil pública em face dacooperativa e de seus dirigentes.
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