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Nietzsche Errou Feio

Nietzsche Errou Feio

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Published by Eduardo Morais
Nietzsche errou feio! Ao contrário do que o filósofo alemãovaticinou no século 19, Deus não morreu – ele permanece vivo, eatraindo cada vez mais gente. Dos 7 bilhões de seres humanos quehabitam o planeta Terra, nada menos que 5 bilhões são devotos confessos de uma das quatro maiores religiões globais – o islamismo, o cristianismo, o budismo e o hinduísmo. E isso, sem falar nos grupos menores, mas igualmente significativos em termos históricos e culturais, como o judaísmo, o sikhismo, o jainismo, o xintoísmo e uma infinidade de outros ritos, primitivos ou não, praticados pelo homem em sua busca incessante pelo sagrado.







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Nietzsche errou feio! Ao contrário do que o filósofo alemãovaticinou no século 19, Deus não morreu – ele permanece vivo, eatraindo cada vez mais gente. Dos 7 bilhões de seres humanos quehabitam o planeta Terra, nada menos que 5 bilhões são devotos confessos de uma das quatro maiores religiões globais – o islamismo, o cristianismo, o budismo e o hinduísmo. E isso, sem falar nos grupos menores, mas igualmente significativos em termos históricos e culturais, como o judaísmo, o sikhismo, o jainismo, o xintoísmo e uma infinidade de outros ritos, primitivos ou não, praticados pelo homem em sua busca incessante pelo sagrado.







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04/14/2012

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Por
Ed Stetzer
 Ao contrário do que o filósofo alemão vaticinou no século 19, Deus não morreu
 –
ele permanece vivo, e atraindo cada vez mais gente.
Nietzsche errou feio! Ao contrário do que o filósofo alemãovaticinou no século 19, Deus não morreu
ele permanece vivo,eatraindo cada vez mais gente. Dos 7 bilhões de seres humanos quehabitam o planeta Terra, nada menos que 5 bilhões são devotosconfessos de uma das quatro maiores religiões globais
o islamismo, o cristianismo, o budismo e o hinduísmo. E isso, sem falar nosgrupos menores, mas igualmente significativos em termos históricos e culturais, como o judaísmo, o sikhismo, o jainismo, o xintoísmoe uma infinidade de outros ritos, primitivos ou não, praticados pelo homem em sua busca incessante pelo sagrado.De acordo com o Pew Forum, instituto que monitora as relações entre a religião e a sociedade, mais de 90% da população mundialdeclara crer ou pelo menos admitir a existência de Deus, deuses, espíritos superiores ou entidades místicas com poderes sobrenaturais.Tendências mundiais indicam que o aumento da religiosidade é tanto uma realidade atual quanto tendência futura
na contramão deFriedrich Nietzsche e outros pensadores pós-iluministas que previram o declínio da crença religiosa. O pensamento de seu tempo erade que a religião constituía um problema político-social
contudo, a história já se encarregou de colocar uma pá de cal nessas
previsões. E o chavão “Deus está morto” foi substituído por outro: “Deus está de volta”.
 Os economistas John Micklethwait e Adrian Wooldridge
um, ateu; o outro, católico romano
, escreveram um livro com este títuloem 2008 [
lançado no Brasil pela Quetzal Editores com o título
O regresso de Deus]. Na obra, eles observam que, embora as estatísticassobre a prática religiosa sejam notoriamente pouco confiáveis, a maioria das pesquisas parece indicar que a tendência global em direçãoao secularismo parou
alguns levantamentos até mostram a crença religiosa em ascensão. Eles confirmam uma fonte que diz que onúmero de pessoas ligadas às quatro maiores religiões da humanidade (cristianismo, islamismo, budismo e hinduísmo) já beira os 75%e pode chegar a oitenta por cento em 2025.É verdade que, em cada uma dessas crenças, a figura divina assume contornos próprios e a práxis religiosa variacompletamente. Ao mesmo tempo, ganha importância a ideia de convivência pacífica e entendimento mútuo em ummundo cadavez mais cheio de religiosos. Episódios recentes como o massacre de Orissa, na Índia
quando, em 2008, radicais hinduseliminaram centenas de cristãos
, e os enfrentamentos entre grupos cristãos e muçulmanos na Nigéria, ano passado, mostram que ocaminho a ser percorrido nessa direção é longo e penoso.Mas representantes dos mais variados credos têm promovido o chamado diálogo ecumênico ou inter-religioso, a fim de descobrirpontos em comum e maneiras de trabalhar conjuntamente para o bem da humanidade
além, claro, de desestimular a violênciareligiosa. Há cinco anos, participei de um encontro inter-religioso num templo luterano de Chicago, nos Estados Unidos. Com apresença de judeus, muçulmanos, cristãos de várias correntes
católicos, protestantes e ortodoxos
 
e até de seguidores do rito baha’i,
o objetivo do evento foi fomentar a cooperação e a troca de recursos entre todas as comunidades religiosas representadasTrata-se de uma abordagem muito simpática, mas que não resiste bem à análise teológica mais profunda. O problema é que osprotagonistas desse movimento tendem a minimizar ou mesmo ignorar difereças fundamentais entre as religiões. O pressuposto centraldos ativistas da cooperação inter-religiosa tem sido o deque, em sua essência, todos os seguidores de uma crença
hindus, budistas,
 
muçulmanos, judeus, cristãos e até os animistas
estão lutando pela mesma coisa, apenas usando palavras e conceitos diferentes paraobter algo. O raciocínio é de que, então, todos deveríamos ser capazes de cooperar em torno de crenças comuns para melhorar asociedade
e que, em um mundo de multiplicidade religiosa, devemos reconhecer que estamos adorando ao mesmo Deus ou deuses e buscando os mesmos objetivos.
SÍNTESE IMPENSÁVEL
 Todavia, quão verdadeira é essa suposição? As quatro principais religiões do mundo têm os mais diversos conceitos da figura divina. Oshindus, por exemplo, podem tanto acreditar que existe um Deus, 330 milhões de deuses ou mesmo deus algum, já que a própria almahumana pode ser considerada divina
ideia consubstanciada na saudação hindu
namastê
, que
significa literalmente “o deus
que existeem mim saúda o que
existe em você”. Já Ven
S.Dhammika, autor de vários livros populares sobre o budismo, escreve que os seguidoresde Buda não acreditam na figura de Deus. O próprio Sidarta Gautama, que deu início ao conjunto de filosofias que constitui a crença,afirmou que
qualquer pessoa, com esforço e disciplina constantes, pode chegar a ser um “buda” (ou iluminado), libertando
-se assim dociclo sucessivo de reencarnações que aperfeiçoam a alma. Assim, para muitos budistas, o conceito de um ser supremo e pessoal não tem a menor importância e, na pior das hipóteses, nãopassade uma opressiva superstição. E sobre o Islã? De acordo co
m o Corão, “Deus é único, eterno e absoluto. Ele
não gera, nem é gerado;e não
há outro semelhante a ele”. Os muçulmanos também creem
que todos são dependentes de Deus, mas ele é independente de todos.Ele não é pai de ninguém, nem tem nenhum filho. Em contraste, os cristãos acreditam que há um Deus que é criador do mundo. Um serpessoal, consciente, livre e justo, envolvido com sua criação e que, enquanto um em essência, também se revela em três pessoas: Pai,Filho e Espírito Santo. E que espera que seus seguidores amem-no com todo seu coração, alma, mente e força, e amem ao próximocomo a si mesmos. Assim, uma síntese entre essas quatro megarreligiões seria imprensável e diria, por exemplo, que Deus pode ou não existir;que é unocom sua criação, mas pode assumir milhões de formas e personalidades diferentes; que é único, mas existe em três pessoas.Se não podemos concordar com tamanhos paradoxos, como dizerque todas as crenças estão no mesmo caminho, em direção à verdade?Tamanhas disparidades não favorecem o diálogo
antes, o proíbem de fato. Ao assumir que todas as religiões ensinam a mesmacoisa que buscamos explorar e analisar, como lidar com as nossas diferenças relativas a esse diálogo?Da mesma forma, qual seria a base para discussões fundamentais, como a responsabilidade de um indivíduo para com o outro, odestino eterno das pessoas com quem partilhamos o planeta, a natureza da verdade ou o sentido da vida? Para começar a falar sobretais elementos, temos de reconhecer que as respostas oferecidas por cada crença são diferentes. Estamos, na verdade, tentando uminviável diálogo em meio a diferentes visões sobre a vida, o futuro, a eternidade e o caminho para se chegar lá. Por outro lado,precisamos também estar dispostos a conviver com aqueles cujas crenças são diferentes das nossas. Isso significa permitir que adeptosde outras religiões, que inclusive adoram outros deuses, possam viver as suas convicções sem criarmos com eles conflitos constantes
 até porque o mundo já viu muita dor e sofrimento quando seguidores de uma fé resolvem usar meios militares ou políticos para imporsuas crenças a quem crê de modo diverso.
GENERALIZAÇÃO PERIGOSA 
 Sendo assim, como religiões que se excluem mutuamente podem coexistir pacificamente? No espírito de diálogo religioso, há quatrocompromissos fundamentais que todos os seguidores de qualquer crença poderiam concordar em fazer. Um deles édeixar que cadareligião fale por si, sem recorrer a preconceitos na análise da fé alheia. Os muçulmanos acusam os cristãos de adorer atrês deuses
Deus Pai; a Mãe de Deus; e Deus, o Filho
porque não aceitam a concepção de Santíssima Trindade. Mas a ideiade que Deus teria uma relação física com uma mulher e geraria desse modo um filho é ofensiva tanto para os cristãos como o é para osmuçulmanos. Mas, em vez de perguntar em quê de fato acreditam os cristãos, muitos muçulmanos se contentam em obter informaçõescom quem nem é cristão, em vez de ir à fonte.Ora, qualquer pesquisador sério diz que o exame de fontes primárias é vital para estabelecer um estudo sólido. Assim, se alguém quisercompreender o judaísmo, terá de ler o Talmude e visitar sinagogas. O mesmo vale para quem quer aprender sobre o hinduísmo
seranecessário falar com devotos hindus e ler o
 Ramayana
e o
 Mahabarata
, dois antigos textos normativos, escritos em sânscrito. Já paradescobrir o que é importante para o Islã, nãobasta assistir reportagens tendenciosas, produzidas pela mídia conservadora ou liberal.Em vez disso, é mais seguro conviver e ouvir o que têm a dizer os muçulmanos
da mesma forma que, para compreender a mensagemdo cristiansimo e a fé dos cristãos, é preciso conhecê-los de perto e ler a Bíblia.É importante aprender com aqueles que seguem outras religiões. Não devemos ter medo disso; afinal, se cremos de todocoração queencontramos a verdade em Cristo, então uma busca mútua da verdade vai levar as pessoas na direção certa. Outraprovidência para quem busca a melhor convivência com quem crê de maneira diferente é falar com e sobre pessoas, e não sobre a fé
 
delas. Muitos fatores influenciam o conjunto de crenças de um indeivíduo. Saber no que alguém realmente acredita a partir de umaspoucas palavras é praticamente impossível. Também nesse campo, as generalizações são arriscadíssimas. Nenhuma abordagem honesta
pode começar com palavras como “todos os hindus concordam com isso” ou “todos os muçulamanos pensam desse modo”. Dizer
que omundo islâmico foi responsável pelos atentados do 11 de Setembro equivale a considerer toda a cristandade culpada pelas sangrentascruzadas da Idade Média
ou, para ficar num exemplo maisrecente de ódio étnico-religioso, responsabilizar todos os alemães peloHolocausto.Não, não foi a civilização muçulmana que promoveu a tragédia de dez anos atrás, e sim, um punhado de extremistas islâmicos. Damesma forma, foi um absurdo a ação de turbas violentas de muçulmanos no sul da Ásia e na Nigéria, que no ano passado atacaramcristãos e queimaram suas igrejas e escolas em represália à ameaça do tresloucado pastor americano Terry Jones
aquele que queriaqueimar exemplares do Corão em praça pública. E isso aconteceu apesar de quase todos os líderes cristãos, em todo o mundo, haveremcondenado publicamente a atitude do radical.
 Agora mesmo, há um debate popular na Índia sobre o uso dos termos “terrorismo de açafrão” e “terrorismo hindu”. Muitos fiéis
hindusestão abismados com as ações de uma pequena minoria queusa o terror para fazer avançar uma agenda política em nome dohinduísmo. Estigmatizar toda uma corrente religiosa a partir das ações criminosas de grupos isolados que se apresentam comoseguidores dessa fé é inútil. Crentes, individualmente, não podem ser responsabilizados pelas ações de outros que buscam legitimaçãonas fileiras de um credo religioso.
“VENENO”
 O terceiro ponto é mais delicado, sobretudo para aqueles que nãoquerem se arriscar a comprometer a própria fé numa eventualaproximação: Como podemos respeitar, sinceramente, as crenças de adeptos de outras religiões sem abrir mão de nossos própriosprincípios? Naturalmente, a compreensão de valores e crenças alheias não significa aceitá-las. Faz parte da vida em sociedade livre ofato de uns acreditarem que outros estão errados. Mas é inaceitável difamar líderes religiosos, queimar livros que outros consideramsagrados ou confundir apelos de radicais com aquiloque realmente faz parte do núcleo de crenças de uma confissão. Assim, a redeterrorista Al Qaeda, de orientação muçulmana, nãoexpressa o pensamento fundamental do Islã, da mesma forma a Ku Klux Klan,integrada por cristãos, jamais representou as ideias de todos os seguidores de Jesus.Muitas vezes, as pessoas condenam os excessos de outros grupos apenas para defender as ações dos seus próprios. O silêncio, nessescasos, é não só indesculpável, como, também, orgulhoso e covarde. Em vez disso, devemos ser rápidos em apontar quando osseguidores de nossa própria tradição estão agindo contra seus genuínos ensinamentos. Em um texto recente publicado no jornalamericano
 New York Times
, Nicholas D.Kristof escreveu quemuitos compatriotas queriam que muçulmanos mais moderados deveriam
pedir desculpas ao Ocidente pelos pecados cometidos por “sua religião”.
 
“Venho então”, continua o articulista em seu texto, “pedir desculpas aos muçulmanos pela onda de intolerância
queultimamente tem
sido direcionada contra vocês nos Estados Unidos”. No entender de Kristof, o “veneno” transmitido pela mídia nacional, igualando os
seguidores do Islã a terroristas, deveria envergonhar os americanos. E quanto aos excessos de tantos líderes cristãos que, em seuspúlpitos, têm difamado a fé islâmica? Quando os cristãos deturpam a fé alheia, todos somos culpados de violar um ensino de Jesus no
Evangelho de Mateus: “Façam aos outros aquilo
que você gostaria que fizessem a você, pois isto resume a lei e os
profetas.”
 
MENSAGEM VALIOSA 
 Sinceros seguidores de qualquer forma de fé concordariam quecompartilhar com outros o caminho e as propostas de suacrençanão representa opressão a ninguém; mas, de fato, uma ativa demonstração de amor e preocupação. As diferentes confissõesfazem isso, cada qual a seu modo e em diferentes graus de intensidade. De fato, temos de ir além do absurdo de dizer que cadaum podeacreditar no que quiser, desde que não fale a ninguém sobre isso. Respeitar a fé dos outros significa compreender que ser um seguidorde uma crença que oferece esperança para toda a humanidade e mantê-la somente para si mesmo é insustentável.Mesmo o polêmico Penn Jillette, ilusionista americano famoso por sua defesa do ateísmo, defende a expressão da fé. Recentemente, aoreceber uma Bíblia de um espectador, disse que valorizava a preocupação espiritual daquele crente em relação a ele
. “Não respeito
pessoas que não fazem proselitismo; que acreditam queexiste um céu e um inferno e não
dizem isso aos outros”, escreveu em seu blog.
Isso é verdadeiro, seja para um muçulmano em Manhattan, um hindu na China ou um cristão em Meca
o quenos leva à propostafinal: temos de conceder a cada pessoa a liberdade de fazer suas próprioas decisões concernentes à fé e à espiritualidade.Cresci em Long Island, em um lar católico de origem irlandesa. Mais tarde, Deus trabalhou no meu coração através de seu EspíritoSanto sobre a morte de Jesus na cruz, sacrifício realizado pelo meu pecado e em meu lugar. Quando me arrependi dos meus pecados,confiei que, pela graça mediante a fé, como dizem as Escrituras, foi-me dada uma nova vida em Cristo
e tive a liberdade religiosa paratomar essa decisão sem restrições.

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