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UEG - 2002/2

UEG - 2002/2

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Published by: SylviaRodriguesAlmeida on Sep 10, 2011
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09/10/2011

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C. Gerais –Inglês
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RROOCCEESSSSOO
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EELLEETTIIVVOO
22000022 /  / 22
OO N  N  H  H  E E I  I  M  M  E E N  N OOSS
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 E E R R A A I  I SS
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ISCIPLINAS
 L
 ÍNGUA
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ORTUGUESA E 
 L
 ITERATURA
 B
 RASILEIRA
 , L
 ÍNGUA
STRANGEIRA
 M 
ODERNA
 – I 
 NGLÊS
 , B
 IOLOGIA E 
 M 
 ATEMÁTICA
Só abra este caderno quando for autorizado pelo fiscal.Leia atentamente as instruções abaixo.
1 .Este caderno de provas é composto de
40 questões
. Confira-o todo e solicite sua substituição, casoapresente falha de impressão ou esteja incompleto.2 .Leia cuidadosamente cada questão da prova, antes de respondê-la.3 .Preencha, no cartão-resposta, com caneta esferográfica
preta,
a quadrícula correspondente àalternativa escolhida para cada questão.4 .Sua resposta não será considerada se:-houver marcação de duas ou mais alternativas;-a quadrícula correspondente à respostanão estiver completamente preenchida;-forem ultrapassados os limites da quadrícula a ser preenchida.5 .Durante as provas, o(a) candidato(a)nãodeverá levantar-se ou comunicar-se comoutros(as)candidatos(as).O
BSERVAÇÕES
:-Os fiscais não estão autorizados a fornecer informações acerca desta prova.-Se desejar, o(a) candidato(a) poderá utilizar a folha intermediária de respostas, na3ª capa, para registrar as alternativas escolhidas.
 Identificação docandidato
 
1
 
2
L
ÍNGUA
P
ORTUGUESA E
L
ITERATURA
B
RASILEIRA
Os textos abaixo referem-se às questões 1, 2, 3 e 4. Leia-os atentamente.Texto 1
O B
 RASIL LÊ MAL
Parecehaveruma patologia no ato de ler. Para diagnosticar essa enfermidade,o MEC buscou o Pisa, umsistema detestes derendimento escolar organizado sob a bandeira dos países membros da Organização paraCooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o clube dos ricos.A iniciativatrouxe resultadosdeincalculável valia. Ao contrário dos testes convencionais, não se trata de professores decidindo o que os alunos devemsaber. Osorganizadores foram ao mundo real das sociedades modernas e perguntaram que conhecimentoslingüísticos seriamnecessários para operar com êxito nas empresas e na vida. Portanto, os testes buscaram acompetência emleitura que se usa no mundo real – é o que migra da escola para a prática.Como o único outro país do Terceiro Mundo era o México, a dúvida era se seríamos os últimos ouos penúltimos. Melhor não podíamos esperar. Mas saber que carregamos a lanterninha é de interesse menor.[...]O que interessa saber é por que não aprendemos a ler corretamente. O Pisa mostraque os alunosbrasileirosconseguem decifrar o texto e ter uma idéia geral sobre o que ele está dizendo. Daí para frente,empacam. Isso não seria uma grande surpresa, diante da realidade das nossas escolas públicas, ainda esmagadas por problemas angustiantes no seu funcionamento básico. Mas poderíamos esperar que nossas escolasde elite fizessem uma bela apresentação. Afinal, operamcom os melhores professores, os melhores alunos e sem problemas econômicos prementes.Contudo, o nível de leitura de nossas elites é, ao mesmo tempo, o resultado mais trágico e o que maisesperançastraz. Saímo-nos mal, muito mal. A proporção de brasileiros de elite capazes de compreensão perfeita dos textos escritos é muito pequena, comparada com a taxa de outros países (1%, em vez dos 6% daCoréia e dos 13% dos EUA).Ouseja,nossa incapacidade de decifrar umtexto escrito não se deve à pobreza, mas a um erro sistêmico.Estamos ensinando sistematicamente errado. Se é assim, passar a ensinar certo deve trazer incontáveisbenefícios para a educação e para a sociedade. E não pode ser tão difícil assim.Parecehaveruma estratégia errada no ensino da leitura. Osalunos se contentam comuma compreensãosuperficial do texto. Satisfeitos, passam a divagar sobre o que pensam, sobreo que o autorpoderia estar  pensando, sobre o que evoca o texto. Mas isso tudo ocorre, antes de acabarem de processar cognitivamente otexto, de decifrá-lo segundo os códigos rígidos da sintaxe. Dispara a imaginação, trava-se a cognição.
 Lemos comopoetas e não como cientistas. Mas antes da hora de ler poesia, após o jantar, há que ler contratos, cartas comerciais, bulas de remédio, instruções de serviço, manuais, análises da sociedade e dos políticos e por aí  afora
.
CASTRO, Cláudiode Moura. OBrasil lê mal.
Veja
, São Paulo,2 mar.2002. Ponto de Vista.
Texto 2
O
UTRO TIPO DE SABER
 Acabei de ler a entrevista de Lucas Mendes (ed. de 25/2), primeiro colocado na USP, na Unicamp e naFGV. Tenho um filho de 18 anos que acaba de entrar em um curso concorrido da Unicamp, sem cursinho,saindo de um colégio técnico. Ao ler a entrevista de Lucas, consegui enxergar na sua maneira deverexatamenteo que ocorreu com o meu filho. Isso só vem confirmar algo que,intuitivamente, eu jásabia:não basta oconhecimento acadêmico. O que se tem de ter é capacidade de leitura e de interpretação do mundo, um gosto por saber as coisas, não importa se são nomes de funções sintáticas, de funções orgânicas ou políticas.
FOLHA DE S. PAULO,
Painel do leitor. São Paulo, mar. 2002 [Adaptado].

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