INTRODUÇÃO
A pós-colheita de frutos e hortaliças é um tema que ultimamente temdespertado o interesse nacional. Há inúmeros fatores que justificam esse interesse;mas afora os fatores econômicos há também que se estudar os danos e as causasde tais, já que é interessante que seja mantida a qualidade do produto quando omesmo está desligado de sua origem. O Brasil é um dos maiores produtores defrutas do mundo, em torno de 35 milhões de toneladas/ano; mas apesar disso,apenas 1% deste volume é exportada e apresenta cerca de 30% de perdas em pós-colheita, um dos maiores índices de perda (KLUGE
et al
, 2002).O principal processo fisiológico que continua ocorrendo após a colheita é arespiração; que nesse período se dá devido às reservas de substratos acumuladasno período de crescimento e maturação dos vegetais. Segundo (KLUGE
et al
, 2002)a respiração consiste na decomposição oxidativa de substâncias complexaspresentes nas células (como amido, açúcares e ácidos orgânicos) em moléculassimples (CO2 e H2O) com produção de energia. A taxa respiratória está, em geral,diretamente ligada a taxa de deterioração de um produto colhido e a temperatura aque ele é exposto influencia diretamente na respiração; sendo que o aumento datemperatura eleva a sua taxa respiratória diminuindo assim a sua vida pós-colheita(vida de prateleira). Para ANDRADE (2006) a taxa respiratória de uma fruta dependede seu grau de desenvolvimento. E, quanto a isso, as frutas são classificadas emclimatéricas e não climatéricas.O objetivo desse trabalho é realizar uma análise e uma revisão bibliográficada respiração no período pós-colheita, tomando como base a literatura disponível eapresentando, para uma ideal ilustração e comprovação do tema, uma série deteses e trabalhos realizados no segmento.