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SRIMAD BHAGAVAD GITA - em Português

SRIMAD BHAGAVAD GITA - em Português

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Srimad Bhagavad Gita traduzido por Swami Vijoyananda, monge da Ordem Ramakrishna, do original para o espanhol; posteriormente foi traduzido ao português.
Rev.2.
Srimad Bhagavad Gita traduzido por Swami Vijoyananda, monge da Ordem Ramakrishna, do original para o espanhol; posteriormente foi traduzido ao português.
Rev.2.

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Published by: Estudante da Vedanta on Oct 14, 2008
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SRIMADBHAGAVAD-GITA(CantodoSenhor)
Traduzido do original (com notas) para o espanhol por SwamiVijoyananda
1
, monge da Ordem RamakrishnaEdição em espanhol de responsabilidade doHogar Espiritual Ramakrishna (Ramakrishna Ashrama)Buenos Aires - Argentina
1
Swami Vijoyananda (1898-1973), discípulo de Swami Brahmananda, foi o pioneiro da Vedanta na América doSul e líder espiritual do Ramakrishna Ashrama, Buenos Aires, Argentina.
Nota: A tradução do Espanhol para o Português foi feita por um estudante dos ensinamentos de Sri Ramakrishna, Swami Vivekananda eVedanta.
 
2
PREFÁCIO
O Bhagavad-Gita, ou Canto do Senhor, pertence à grande epopéiaMahabharata dos hindus. Este texto sagrado tem dezoito capítulos (25 a42) do Bhisma-Parva desta epopéia. Também o chamam Gita ou Cantoporque é um diálogo em verso entre Sri Krishna, a Encarnação Divina eArjuna.O Gita é um dos mais importantes textos espirituais do mundo. Ohindu instruído, culto e de temperamento espiritual este texto comprofunda reverência e encontra atras de seus versos sua perguntarespondida, sua vida dissipada, recobrado o seu ânimo e claro eiluminado o seu caminho; e assim prossegue com passos seguros suamarcha ao seu Ideal de vida.Sri Krishna, o instrutor do
Gita
, é o amigo ideal, o sábio preceptor,o grande yogui, o guerreiro invencível, o conhecedor perfeito, o estadistaconsumado da época; em sua pessoa todas as belas qualidades humanasestão harmonizadas.O fato de que este texto muito sagrado tenha como marco o campode batalha, chama a atenção de muitos leitores, especialmenteocidentais, que sincera, mas desfavoravelmente, criticam a personalidadede Sri Krishna como Encarnação Divina. Dizem: Como é possível que aEncarnação de Deus instigue a seu melhor amigo a levantar seu arco ematar as pessoas? Como Deus, o misericordioso, pode ser a causa diretaou instrumental da matança? Isto necessita certo esclarecimento. Antesde tudo compreendamos uma coisa com toda claridade: Sri Krishna jamais disse à Arjuna que matasse a todos inimigos por algum fimpessoal; Ele o fez recordar seu dever de
kshatriya
, o guerreiro queprotege a causa da retio e justa. Os adversários de Arjuna eramadictos de seu primo, que havia usurpado o trono de seu irmão maisvelho. Esse primo havia tentado matá-los e lhes havia dito que teriamque reconquistar o trono no campo de batalha. Assim que o era omomento de demonstrar sua compaixão a estes injustos e ser morto poreles, dando-lhes a oportunidade de propagar a injustiça e airreligiosidade.Muito diferentemente do que professam os crentes ocidentais,especialmente os cristãos, o hindu acha muito razoável a idéia de queDeus se encarne no corpo humano tantas vezes como sinta sernecessário. No
Gita
lemos: “Toda vez que declina a religião e prevalece airreligião, Me encarno de novo.” Sem nos perdermos nas infrutíferas discussões dogmáticas dasdiferentes escolas de teologia, nas quais a lógica e o bom senso estãosubordinados às opiniões sectárias, vamos ouvir o que diz o hindu emapoio de seu conceito sobre a Encarnação. Diz: Deus impessoal e semqualidades é um conceito o sumamente elevado que a maioria dos
 
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seres humanos não podem nem compreender nem sentir. Sópouquíssimos seres, que se liberaram de todo tipo de desejos enecessidades, que superaram a vida objetiva, que pela absoluta purezade coração e pela devoção, dedicando seu corpo, mente e alma a Deus,puderam apagar completamente a diferença entre eles e seu Bem-amadoDeus e assim gozar da suprema bem-aventurança do estado dabeatitude, só eles podem dizer, por sua realização, que Deus éImpessoal; porque neste estado já não existe o conceito depersonalidade, nem subjetiva nem objetivamente. Mesmo estes bem-aventurados seres, ao baixar de seu elevado estado de supra-consciência,aceitam que Deus Impessoal é também pessoal como Ser Universal. Ele étudo, o que existe objetivamente é Sua manifestação; Ele está em todosos seres animados e inanimados. O resto da humanidade, os que vivem avida de necessidades e sua satisfação, para quem a individualidade é arealidade, necessitam de um exemplo objetivo, um ser humano que comsua vida pura e absolutamente abnegada e por sua realização espiritualse uma definitivamente com o Prinpio Divino e viva como a própriafigura da misericórdia e declare, com sua autoridade, a exisncia deDeus. Essa personificação humana da divindade é a
Encarnação
, que vivede época em época “para proteger aos bons, destruir aos maus erestabelecer a Eterna Religião.” Ningm sabe a data exata da criação deste mundo ou de suaaparão como um processo evolutivo da natureza, a qual nada fazmecanicamente. A natureza é inteligente e todas as suas modificaçõeslevam a marca desta inteligência. O hindu diz que a natureza, individual ecoletiva, é deus em manifestação; a natureza é parte do Onipresente.Tampouco conhecemos exatamente quando apareceu pela primeira vez ohomem sobre esta terra. Todas as datas que propõem os antropólogos eoutros homens de ciência são aproximadas, são conjecturas. Hoje é muitoarriscado opinar que nossos irmãos de sete ou oito mil anos atrás erammenos avançados que nós em conceitos morais e espirituais. Os
Upanishads
, os textos de
yoga
, o sistema do
samkhya
, demonstram queos seres humanos daquela época, ainda que vivessem com menos artigosde luxo, tinham conceitos espirituais muito elevados. Alguns deles sabiam que Deus é Universal, que Deus é Existência-Conhecimento-Bem-aventurança Absoluta, que Deus é Pessoal e Impessoal; sabiam que ohomem, pelo caminho do controle interno e externo pode gozar da Bem-aventurança eterna pela miserirdia divina; sabiam que todo osofrimento humano é devido a que o homem ignora sua própria naturezadivina. De maneira que não podemos dizer que o homem, antes da eracristã, não necessitou nem teve a benção da presença das Encarnações. Éilógico, insensato e dogmático dizer que antes da aparição de Jesus Cristoa raça humana não recebia a graça divina e que com a Encarnação deDeus no corpo de Jesus se abriu, pela primeira vez, a porta da salvação.Salvão é ser consciente da eterna presea de Deus. Além disso, ohindu diz que, como todas as idéias e normas, as da Religião prosperamtambém, durante certo tempo e depois decaem, as pessoas afastadas de

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