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AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS, A (IN)FIDELIDADE PARTIDÁRIA E A (IN)FIDELIDADE AOS VALORES CRISTÃOS. “Em quem os cristãos não devem votar?”

AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS, A (IN)FIDELIDADE PARTIDÁRIA E A (IN)FIDELIDADE AOS VALORES CRISTÃOS. “Em quem os cristãos não devem votar?”

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Published by Uziel Santana
Artigo publicado no Jornal Correio de Sergipe em 03 de outubro de 2008.
Artigo publicado no Jornal Correio de Sergipe em 03 de outubro de 2008.

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Published by: Uziel Santana on Oct 14, 2008
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UZIEL SANTANA*
AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS, A (IN)FIDELIDADEPARTIDÁRIA E A (IN)FIDELIDADE AOS VALORESCRISTÃOS.
“Em quem os cristãos não devem votar?
” 
No próximo dia 05 de outubro, nós, brasileiros, estaremos elegendo,através do exercício da nossa soberania popular, mediante o sufgiouniversal e pelo voto direto, secreto e de valor igual para todos, nossistemas de votação proporcional e majoritário, respectivamente, nossosvereadores e prefeito para a próxima legislatura e próximo mandatoexecutivo municipal (2009-2012).Nesta campanha política, temos visto de tudo, desde propostascompletamente inexeqüíveis, fruto da retórica eloqüente dos seuscandidatos e pretensos executores, até propostas razoáveis e de amplapossibilidade de execução. Mas, enfim, o objetivo principal deste nossoensaio, diante do quadro eleitoral que se avizinha, é levar o nosso leitor –voltando, agora, depois de alguns meses sem esta interlocução, feitaatravés dos nossos escritos das sextas-feiras – a refletir sobre dois temasque são primordiais para podermos exercitar a nossa soberania, enquantocidadão da República Federativa do Brasil, no próximo domingo. Os temassão: a alvissareira questão da fidelidade partidária (tão badalada a partir doano passado), e a questão – de foro íntimo, mas que, por sermos uma naçãoonde 97% se auto-afirmam crisos, de vital importância social dafidelidade aos valores de Cristo. Vejamos, então.O Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral, na medidade jurisdição que a cada um cumpre exercer, decidiram, em síntese, que: omandato eletivo dos cargos majoririos (presidente, senadores,governadores e prefeitos) ou proporcionais (deputados federais, estaduais evereadores) pertence ao partido político e não ao candidato eleito, de modoque a mudança do ocupante do cargo eletivo de um partido para o outroensejaria a perda do mandato. A razão essencial para isso – o denominadoinstituto da fidelidade partidária – reside no fato de que “
 A soberania dovoto popular é exercida para sufragar candidatos partidários, não avulsos
"(afirmação do atual presidente do TSE, o ministro sergipano, Carlos AyresBritto).Olhando, com uma vio imediata, para a tese da fidelidadepartidária, poderíamos assentir que, realmente, esta é instrumento deracionalização dos sistemas partidários, porque evita o troca-troca departidos por razões de índole privatista e interesseira. Mas, por outro lado,olhando com uma visão mediata, podemos assentir, claramente, que há umgrande perigo a ser analisado, qual seja, a queso do totalitarismoideológico dos partidos políticos. Vejamos um exemplo disso: digamos queum candidato cristão a vereador em Aracaju é eleito pelo PT (Partido dos Trabalhadores) que, por lei, como todo e qualquer partido, tem o seuestatuto e programa partidário; digamos que, numa convenção nacional é
 
aprovado que o PT, como pauta do seu programa partirio, apoia osmovimentos sociais de liberalização do aborto; digamos que, em Aracaju, oPT local resolve criar um Projeto de Lei de incentivo a esse tipo demovimento social; o vereador, cristão, resolve votar contra o partido edefender abertamente a idéia de que o PT, neste ponto, está equivocado; oPT, eno, resolve disciplinar o vereador; ele é expulso; de quem é omandato(1)?; ou, numa outra situação, ele não chega a ser expulso, mas sesentindo tão pressionado, resolve mudar de partido; ele perde o mandato(2)?.Na hipótese (1), pelo atual sistema, AINDA, o mandato permanececom ele, porque a Constituição Federal não autoriza a perda do mandato emsituações como esta. Na hipótese (2), ele pode vir a perder o mandato sim.Vai depender da interpretação que se queira dar ao fato. Seja como for, oque importa para nós é pensarmos que o instituto da fidelidade partidáriapode levar a um totalitarismo partidário de tal modo que os candidatoseleitos se tornem reféns dos partidos políticos.o é por outra razão que, por exemplo, tramitam no CongressoNacional várias PEC’s (propostas de emendas constitucionais) no sentido defortalecer ainda mais a tese de que o mandato é do partido e não docandidato eleito. Por exemplo, em 1998, a PEC 44/98, apresentada pelaComissão Especial da Reforma Político-Partidária sugeria a “
 possibilidade de perda (pois seria decidida pela Justiça Eleitoral) de mandato no Legislativoou no Executivo, na hipótese de violação grave da disciplina partidária,caracterizada pela desobediência às decisões aprovadas em convenção
”.Imaginemos, assim, o perigo de uma tese como esta, sendo aprovada comonorma constitucional.Este tema da fidelidade partidária tem tudo a ver com o tema dafidelidade aos valores cristãos, porque, ao votarmos, hoje, temos que ter emmente que este voto não é só para o candidato é, também, pelo que vimosacima, para o partido político. Aliás, pelo que vimos acima, e observandobem a fala do ministro Ayres Britto
o voto é mais para o partido de quepara o candidato
.A questão, então, é: se eu sou cristão, conheço e pratico os valoresde Cristo, o qual disse que a Verdade dos seus valores está na Palavra deDeus, a Bíblia (Livro do apóstolo João, 14:6), vou votar em um candidatocujo partido ou coligação partidária, em seu programa ou estatuto,promovem poticas blicas contrias aos ensinamentos de Cristo?Evidente que não. E aqui nos lembremos de que, por conta da fidelidadepartidária, não podemos nem nos associar à idéia de que estou votando nocandidato X e não no programa do partido dele que é anticristão. Cada vezmais não há mais espaço para isso no sistema político brasileiro.Por isso, ao votar em 05 de outubro, analise, primeiramente, osprogramas dos partidos políticos para ver quais desses promovem políticasanticristãs, como por exemplo, a política de liberalização do aborto e deliberalização sexual.Esse entendimento é pressuposto essencial para a nossa decisão pelovoto no candidato a prefeito e a vereador. Para conhecer o programa do

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