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do jornalista inglês Comer Clarke,
Eichmann: o assassino de milhões
, é fruto dessasdiscussões. Nessa obra percebemos que o discurso adotado pelo autor tende a ser um tantoquanto sensacionalista.Primeiramente, Comer Clarke relata a primeira-infância de Adolf Eichmann e a suaconvivência em família na cidade alemã onde nasceu, Solingen.
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Em seguida, Clarke faz umabreve biografia de Hitler, para então aproximar a história de vida deste personagem à deEichmann: ambos viveram parte da infância na cidade austríaca de Linz; ambos eram filhos de
“membros respeitáveis da classe média”; quando
crianças frequentavam a igreja regularmente
(mesmo que, segundo o autor, não tenham “prestado atenção às palavras do Cristianismo”) e,
tanto Hitler quanto Eichmann, desde pequenos, interessavam-se pela guerra,
“
com sua exaltaçãode nacionalismo, raça e poder
”
.
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Após tratar desse período Clarke revela as relações de amizadeque Eichmann estabeleceu com algumas famílias judaicas quando de suas constantes viagenspara Viena.
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Em meados da década de 1920, começaram a ocorrer profundas mudanças na vida deEichmann. A crise econômica se abateu na Alemanha e na Áustria, ocasionando a derrocada dosnegócios da família Eichmann. Segundo Clarke, as únicas possibilidades que lhe sãoapresentadas
–
no sentido de criar melhores perspectivas de vida
–
partem de Adolf Hitler.Eichmann passou a entrar em contato com os discursos de Hitler e, a partir de então, mudar suasatitudes com relação aos judeus, passando a vê-los como inimigos da nação. Pouco tempodepois, em 1931, tornou-se membro do Partido Nazista Austríaco.
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Comer Clarke segue relatando a trajetória pessoal de Eichmann e seu percurso no regimeNazista, até tornar-
se um “especialista em judeus” e ascender ao car
go de tenente-oficial da SS
–
quando participou da “solução final” de extermínio dos judeus, em 1941.
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Nos capítulos finais, Clarke descreve o aprisionamento de Eichmann por tropas aliadas,em maio de 1945, e a sequência de fugas que o ex-tenente empreendeu até conseguir documentos
1
CLARKE, Comer.
Eichmann:
o assassino de milhões. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1961, p. 16-19.
2
Ibid.,
pp. 20 e 21.
3
Ibid.,
pp. 23 e 24.
4
Ibid.,
p. 25-28.
5
De acordo com Comer Clarke, no momento em que Eichmann ingressou no Partido Nazista, ele ainda nãoalimentava um ódio profundo contra os judeus. Isso só veio a ocorrer depois de um suposto episódio em queEichmann teria apanhado, após ter sido confundido com um judeu (por conta de sua aparência), nas ruas deSalzburg. O episódio teria feito com que Eichmann culpasse os judeus não somente pelas mazelas que atingiam seupaís, mas também pelo que se abateu sobre ele próprio (Ver CLARKE, Comer.
Eichmann...,
pp. 36, 37 e 38).
6
Ibid.,
p. 52-153.