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Metodologia de Pesquisa

Metodologia de Pesquisa

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Published by Douglas Naegele
Trabalho apresentado para o curso de Mestrado em Psicanálise Social na PUC-RJ
Trabalho apresentado para o curso de Mestrado em Psicanálise Social na PUC-RJ

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Categories:Types, Research, Science
Published by: Douglas Naegele on Sep 18, 2011
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Metodologia de Pesquisa Mestrado em Psicanálise SocialDouglas Naegele Barbiratto donabitto@hotmail.com1
Metodologia de Pesquisa
Mestrando: Douglas Naegele BarbirattoDisciplina: Psicanálise Social
Conhecimento, Saber e CiênciaResumo:
Esclarecimento das noções de método e pesquisa como constituidoras dodiscurso científico. O surgimento do discurso científico e o método experimentalem Galileu, Descartes e Newton. A relação entre saber e verdade no discursocientífico. O sujeito da ciência e o sujeito do inconsciente. A relação entreciência e psicanálise.
 Abertura:
Em
Conhecimento, Saber e Ciência
, inicialmente, refletiremos sobre comoorganizamos os conhecimentos. Cientes de que o saber representa o recortedado pela ciência no conhecimento, neste curso, buscaremos ainda identificarquais são os parâmetros que limitam essa ciência e o que caracteriza a posturainvestigativa. Aqui ressaltaremos o valor do método e da postura ética como princípios básicos a serem por nós observados quando nos envolvemos na produção deconhecimento.Sob esse foco,
Conhecimento, Saber e Ciência
está estruturado em quatrounidades, nas quais foi inserido o seguinte conteúdo...
 
unidade 1 – curiosidade e conhecimento;
 
unidade 2 – tipos de conhecimento;
 
unidade 3 – limites da ciência;
 
unidade 4 – postura científica;Iniciaremos
Conhecimento, Saber e Ciência
refletindo sobre comoorganizamos os conhecimentos. Cientes de que o saber representa o recortedado pela ciência no conhecimento, buscaremos ainda identificar quais são osparâmetros que limitam essa ciência e o que caracteriza a postura investigativa. Aqui ressaltaremos o valor do método e da postura ética como princípios
 
Metodologia de Pesquisa Mestrado em Psicanálise SocialDouglas Naegele Barbiratto donabitto@hotmail.com2
 básicos a serem por nós observados quando nos envolvemos na produção deconhecimento. Aqui algumas questões se farão presentes...
Que conhecimentos são esses? Como classificá-los? Qual é o papel da curiosidade e da observação nesse processo? 
UNIDADE 11 – Curiosidade e Conhecimento
“O essencial é invisível aos olhos, disse a raposa ao Pequeno Príncipe”. Mesmo que a raposa estivesse se referindo aos nossos sentimentos, essa frasedescreve, liricamente, o quanto que o mundo a nossa volta permanece invisível aos nossos olhos, inacessível aos nossos sentimentos.
1.1
 
– Curiosidade
Por meio da história da humanidade, podemos, de alguma forma, percorreruma outra história – a história da curiosidade do homem. A curiosidade – instigada pela busca de respostas e pelo desejo de dominar ouniverso –, além de nos ser específica, é necessidade nossa.O desejo de interpretar e dominar o real gera os conhecimentos. E osconhecimentos têm determinado o desenvolvimento da humanidade.Para que o conhecimento
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possa ser gerado, é necessária a articulação de trêselementos: o sujeito – aquele que pensa, que reflete, que sistematiza o queapreendeu sobre seres e fenômenos do universo; o ser/fenômeno – alvo dointeresse, da curiosidade do sujeito; a imagem – representação dada pelo sujeitoao ser/fenômeno e alvo de nosso interesse.
1
 
Saber obtido por meio de experiência, formação, observação ou investigação. Entendimento de um processo,uma prática ou uma técnica.
 
 
Metodologia de Pesquisa Mestrado em Psicanálise SocialDouglas Naegele Barbiratto donabitto@hotmail.com3
Como peças determinantes desse processo, nem sempre – por nossa naturezacuriosa – satisfazemo-nos com o conhecer, isto é, com a simples apreensão deinformações do real. Ao contrário, dedicamo-nos, com freqüência, a traçar relações, a comparar, aanalisar, a generalizar essas informações.
Médico e barbeiro de fama mundial
 Metido num vagão ferroviário transformado em casa e consultório, o médicoexaminava o povo pobre de Lassance, lugarejo perdido no vale do Rio dasVelhas, interior de Minas Gerais. Tinha sido mandado para lá pelo Governo federal para combater a malária que dizimava os operários de urna ferrovia. Porém, o desfile de doentes à sua frente convenceu-o de que, além da malária,havia ali um mal desconhecido. O jovem Carlos Ribeiro Justiniano das Chagasestava prestes a realizar façanha inédita: a descoberta de uma doença com adescrição de causas, características patológicas, meios de transmissão e formade prevenção – tudo feito por um só pesquisador. No dia 22 de abril de 1909, aos 29 anos de idade e dois anos depois de teriniciado sua pesquisa, Carlos Chagas anunciou a existência de uma novadoença causada por um protozoário do gênero Trypanosoma. Até então,conhecia-se a tripanossomíase africana, popularmente chamada de doença dosono. A variedade americana ficaria internacionalmente conhecida pelo nomede seu descobridor doença de Chagas em português; Chagas disease, eminglês; maladie de Chagas, em francês; Chagas Krankheit, em alemão. Embora apareça em todo o continente americano, é endêmica na América do Sul, especialmente nas áreas rurais de Brasil, Argentina e Chile, onde atinge10% da população.Chagas descobriu que o inseto transmissor da doença é o barbeiro, assimchamado por picar as pessoas no rosto para sugar-lhes o sangue. Vive nas frestas das paredes das casas de pau-a-pique. Examinando ao microscópio ointestino do inseto, o médico encontrou grande quantidade de protozoários deuma espécie desconhecida. Batizou o microorganismo de Trypanosoma cruzi,em homenagem a seu mestre e amigo Oswaldo Cruz. Como o barbeirogeralmente defeca ao sugar o sangue das vítimas, as fezes contaminadas pelos protozoários entram na corrente sangüínea.O médico descobriu ainda que a doença apresenta as formas aguda e crônica. Na primeira, que ataca principalmente crianças, causa febre, anemia e

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