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Metodologia Do Ensino Superior - Universidade e Sociedade

Metodologia Do Ensino Superior - Universidade e Sociedade

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Published by Douglas Naegele
Trabalho entregue para o Curso de Mestrado em Psicanálise Social na PUC-RJ.
Trabalho entregue para o Curso de Mestrado em Psicanálise Social na PUC-RJ.

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Categories:Types, Research, Science
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Metodologia do Ensino Superior Curso: Mestrado em Psicanálise SocialDouglas Naegele Barbiratto e-mail: donabitto@hotmail.com1
Universidade e SociedadeMestrando:
Douglas Naegele Barbiratto
Curso:
Psicanálise Social
Disciplina:
Metodologia do Ensino Superior Em
Universidade e Sociedade
, analisarei o papel da universidade, espaço em que – como futuro docente – dar-se-á minha prática profissional. Apontarei, então, que odesafio da universidade é, ao situar-se no contexto da sociedade, colaborar naorganização e na construção de uma nação que busque, efetivamente, sua soberania.Focalizarei, a seguir, a construção e reconstrução do conhecimento no processo deensino-aprendizagem, refletindo sobre as variáveis que nele interferem.Por fim, para refletirei sobre as políticas que afetam a universidade, discutiremos arelação entre o Estado e a universidade.Sob esse foco, este trabalho
 
está estruturado em cinco tópicos, nas quais foi inserido oseguinte conteúdo...1 – Papel da universidade;2 – Teorias da aprendizagem;3 – Programas de ensino;4 – Papéis do professor;
1 – Papel da universidade
 Ao aprisionar-se na ilusão de certezas, a universidade aprisiona seu espírito criativo. Por isso, tem de assumir a dúvida
.” (Paulo Freire)
1.1
 
- Desvinculação da sociedade
 Nascida em uma sociedade marcadamente segmentada, a universidade brasileira teceutênues laços com a comunidade em que, historicamente, tem-se inserido.
 
Metodologia do Ensino Superior Curso: Mestrado em Psicanálise SocialDouglas Naegele Barbiratto e-mail: donabitto@hotmail.com2
1.1.1 - Do império à atualidade: marcas de continuidade na história dasuniversiversidades
A transferência da família real para o Brasil transformou o país em sede da coroa portuguesa. Essa mudança impulsionou a implementação de medidas administrativas,econômicas e culturais para estabelecimento da infra-estrutura necessária aofuncionamento do império. A criação dos primeiros estabelecimentos de ensino superior  buscava formar quadros profissionais para os serviços públicos voltados àadministração do país. As áreas privilegiadas eram: medicina, engenharia e direito. Em1808, foram criados os primeiros estabelecimentos de ensino médico-cirúrgico deSalvador e do Rio de Janeiro. O Rio de Janeiro foi cenário de outras iniciativas culturaise científicas, como a criação da Imprensa Régia, da Biblioteca Nacional e dos primeiros periódicos científicos. Na história da ciência e tecnologia, são as continuidades que chamam a atenção da professora Silvia Figueirôa, especialista em História das Ciências, do Instituto deGeociências da Unicamp.
 Não teríamos chegado ao desenvolvimento científico etecnológico que temos hoje se não tivesse sido construída uma tradição em pesquisadesde, pelo menos, o século XVIII 
, afirma a professora. Atravessando o tempo, estão presentes na cultura das universidades atuais, formas de pensar e atuar que marcaram otempo do império. A forma de buscar o novo nas universidades, por exemplo, ainda éfeita muitas vezes à moda de Dom Pedro II. Este, vendo a necessidade de modernizar aciência e tecnologia brasileira, viajava, se empolgava com o que via na Europa, e traziamodelos e profissionais para reformar as instituições brasileiras.
 Ainda hoje, buscam-se pesquisadores de outros países, trazendo-os para implantar laboratórios e linhas de pesquisa no Brasil 
, diz a pesquisadora.Figueirôa comenta que há um certo desprezo na literatura pelo período anterior àconstituição das universidades. As análises também costumam desconsiderar a produção científica dessa época, bem como quando o sistema educacional brasileirocompreendia Instituições de Ensino Superior e Grandes Escolas, como as deEngenharia, e mesmo os colégios e seminários jesuítas, comenta; e desabafa:
 A idéia deque apenas na universidade se faz ciência também permanece forte até hoje
. O livro
 Espaços da ciência no Brasil: 1800 - 1930
, editado pela Fiocruz em 2001, trazimportantes contribuições nesse sentido, analisando a atuação e papel desempenhado por instituições como o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, o Instituto Bacteriológicoem São Paulo, o Instituto Butantã e também da Academia Brasileira de Ciências, daSociedade Auxiliadora da Indústria Nacional e da Comissão Geológica do Brasil.A criação de universidades foi amplamente discutida por grupos sociais diversos no país, porém, apenas no século XX surge a primeira universidade brasileira. Apesar dascontrovérsias históricas, parece ser consensual entre os historiadores que a primeirauniversidade criada pelo governo federal brasileiro foi a do Rio de Janeiro em 1920, queaglutinou as Escolas Politécnica, de Medicina e de Direito já existentes. Para José LuísSanfelice, professor do Departamento de História e Filosofia da Educação, da Faculdadede Educação da Unicamp,
é provável que esta iniciativa oficial tenha tido o propósito,dentre outros, de ditar um modelo universitário, uma vez que as ações privadas e nos
 
Metodologia do Ensino Superior Curso: Mestrado em Psicanálise SocialDouglas Naegele Barbiratto e-mail: donabitto@hotmail.com3
estados tendiam a se proliferar sem controle. Afinal de contas, um ensino elitizado, e para as elites, não podia estabelecer-se à revelia do poder central 
.Reunir escolas e/ou faculdades já fundadas, tornou-se uma marca do desenvolvimentodo sistema de ensino universitário brasileiro. Baseadas na universidade do Rio deJaneiro foram criadas as universidades federais nos estados. A presença de oligarquiasna criação das universidades, e os diversos acordos realizados entre o poder federativo eos estados são apontadas como intimamente relacionados aos diversos caminhostrilhados pelas universidades brasileiras desde a sua criação. Para grande parte doshistoriadores, a instauração de muitas universidades significou o desvio de recursosfinanceiros para os estados, local de prestígio político e de emprego para os filhos daselites.
Católicos, liberais e positivistas: projetos contraditórios para as universidades
Para compreender as diferentes posições assumidas na história pelas instituições deensino superior brasileiras parece ser importante conhecer as principais forças políticasatuantes, seus interesses e projetos. Roberto Romano da Silva, professor do Instituto deFilosofia e Ciências Humanas da Unicamp, destaca três grupos atuantes no século XIX:a alta hierarquia do clero católico, as lideranças civis liberais e os pensadores positivistas. Estes grupos apresentavam, na opinião do pesquisador, idéias conflitantessobre o papel da universidade na vida política e social brasileira.Para a igreja católica, a criação de uma universidade com hegemonia religiosa ajudaria aaumentar os quadros intelectuais a serviço do projeto religioso. A universidade nosmoldes católicos privilegiaria disciplinas como: Filosofia, a Tomista, que era adotadaoficialmente pela Igreja Católica e que se caracterizava pela tentativa de conciliar oaristotelismo com o cristianismo; Teologia; Direito, com base na doutrina social daigreja; Letras; Artes; e, quem sabe no futuro, alguns poucos setores tecnológicos. Já osliberais definiam um programa totalmente diverso dos católicos, privilegiando ossetores jurídicos de estudo, as áreas humanísticas e a medicina. O projeto seriadesvinculado de compromissos religiosos e buscaria assegurar as formas de autoridade,e de pensamentos, gerados pela Revolução Francesa e Revolução Industrial.Os positivistas defendiam idéias contrárias às duas posições anteriores, argumentandoque
o Brasil não precisava de universidades, mas de ensino fundamental para asmassas, sobretudo no campo tecnológico
. Nessa perspectiva, seria um absurdo a preocupação com o ensino universitário quando
tudo ainda estava por fazer, entre nós,em matéria de ensino primário e secundário
, comenta Romano, citando Pereira Barreto,um grande nome da ala positivista de 1880. Para os positivistas, o controle dasuniversidades pela igreja prejudicaria o advento da idade científica e técnica no Brasil e,se fossem dominadas pelos liberais, transformariam o país em uma anarquia social e política, com os devaneios metafísicos que imperaram na Revolução Francesa.Defendiam, por sua vez, a criação de escolas técnicas e científicas que ensinassem asleis da natureza, e os meios de aproveitá-las em favor da humanidade.Para Romano, o debate sobre a universidade e sua inserção na vida social aindamantém, atualmente, as grandes linhas dessas doutrinas:
o problema da passagem daciência à técnica, e a educação das massas populares (ensino fundamental versus

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MUITO INTERESSANTE E ESCLARECEDORAS AS INFORMAÇÕES SOBRE .AS TEORIAS.
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