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CATECISMO 4 GUIA

CATECISMO 4 GUIA

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Published by JorgeTavares1973
Guia do Novo Catecismo 4ºANO
Guia do Novo Catecismo 4ºANO

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04/13/2013

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11º BLOCO (catequeses 1 a 10)
A FORMAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS ESCRITA
Este primeiro bloco de catequeses, a trabalhar desde o início do ano até ao Natal,começa com a apresentação, às crianças, do encontro dos Apóstolos com Cristoressuscitado. Deste, recebem a missão de anunciar o seu Evangelho até aos confins daterra. Tanto este encontro como a missão que dela decorre, são fundamentados naPalavra de Deus escrita antes do nascimento de Cristo, o Antigo Testamento.De seguida, as crianças vão descobrir que do anúncio, sob a acção do Espírito Santo,recebido no Pentecostes, nasceram as comunidades cristãs, a começar pela deJerusalém. Depois, acompanham a actividade dos Apóstolos, que instruem essasmesmas comunidades, para que se mantenham vivas: pela Comunhão Fraterna, aFracção do Pão e as orações. É, sobretudo, relativamente a estas três componentes davida da Igreja que, à época, é acolhido e lido a Antigo Testamento e se formam, quer astradições que irão integrar os quatro Evangelhos, quer os restantes escritos do NovoTestamento.Hoje, as crianças participam neste processo de formação, na medida em que o Ensinodos Apóstolos é, de certo modo, transposto para a sala de catequese. Elas ouvem o queos Apóstolos ensinaram no início do Cristianismo e voltam a ensinar, mas agora atravésdos Evangelhos que registam o seu ensino. São, por isso, convidadas a viver,regularmente e no contexto das suas vidas de criança, essa Comunhão Fraterna(experimentada especialmente no grupo de catequese), a participar activamente naFracção do Pão (eucaristia) e a orar com intensidade e gosto.Com base nisso, as crianças serão desafiadas a uma maior adesão de fé a Cristo, aexemplo de Pedro. Com ele, também elas são convidadas a dizer a Jesus: “
Tu tensPalavras de vida eterna
” (Jo 6, 68).Este bloco termina com três catequeses de preparação e vivência do Natal de Jesus,seguindo o mesmo método de ensino: são conduzidas a Jesus, o Verbo ou Palavra deDeus encarnada, por um dos Evangelistas que, para isso, lhes fala de João Baptista e daMãe de Jesus.
 
2
Catequese 1RE-UNIDOS NO AMOR DE CRISTO
I. INTRODUÇÃOAPROFUNDAMENTO DO TEMA1.
 
Que palavras!
Esta expressão, em título, pode ser indicativa de admiração, estranheza e mesmo recusa,como possível reacção ao título deste catecismo:
Tens Palavras de Vida Eterna
. Nãoserá exigir demais das crianças, tão tenras na sua idade e, consequentemente, sem anecessária capacidade de compreensão? Que poderão elas entender, ou vir a entender,da vida eterna? Se até para os adultos isso é tão difícil, mesmo para os mais instruídos,designadamente em ciências bíblicas e teológicas!O título do catecismo é tirado de
Jo 6, 68
. Trata-se da resposta de Pedro, em nome dosrestantes Apóstolos, ao discurso de Jesus acerca do verdadeiro Pão da Vida, por Eleproferido, na sequência do milagre da multiplicação dos pães (6, 1ss). Perante a suaafirmação:
Eu sou o pão vivo, o que desceu do Céu: se alguém comer deste pão, viveráeternamente; e o pão que hei-de dar é a minha carne, pela vida do mundo
(6, 51),perante tal reivindicação, antes e depois desenvolvida, os discípulos tomam duasposições opostas: muitos deles, escandalizados,
voltaram para trás e já não andavamcom Ele
(6, 66); uma debandada de que os Doze não partilham. Dizem os primeiros:
 Dura é esta palavra! Quem a pode escutar?
Os Doze, porém, respondem ao desafio deJesus –
Também vós quereis ir embora?
– com a decisão e confissão de fé:
 A quemiremos nós, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Por isso, nós cremos e(re)conhecemos que Tu és o Santo de Deus
(6, 67-69).O que está em questão é, portanto, a incredulidade ou a fé. E esta última consiste em“crer” e “(re)conhecer”: “Crer”, no sentido de confiar-se, entregar-se totalmente a quemse dá a “conhecer”, como alguém que promete e garante aquela segurança e firmeza tãonecessárias à vida, tantas vezes e de tantos modos, ameaçada, destruída.É assim que o Catecismo da Igreja Católica (142-143) resume os dois movimentos – deDeus para o homem e deste para Deus – neste processo de adesão de fé:
“Pela sua revelação
, «Deus invisível, na riqueza do seu amor fala aos homens comoamigos e convive com eles, para os convidar e admitir à comunhão com Ele» (DV 2). Aresposta adequada a este convite é a fé.
Pela fé 
, o homem submete completamente a Deus a inteligência e a vontade; com todoo seu ser, o homem dá assentimento a Deus revelador. A Sagrada Escritura chama«obediência da fé» a esta resposta do homem a Deus revelador.”Quer isto dizer que as palavras com que Deus se revela são já, nomeadamente em Jesus,seu Filho Unigénito, e no dizer deste,
espírito e vida
(Jo 6, 63). Isto é, transmitem ohálito vital (conforme o sentido etimológico e original do termo “espírito” – cf. Gn 2,7), sem o qual não podemos viver. Uma transmissão não apenas ao intelecto, mastambém, tantas vezes muito mais, à vontade e ao sentimento. Vejamos como issoacontece já ao nível da comunicação inter-humana, com o que se pode chamar:
 
3
2. Palavras de vida
Toda a comunicação verbal, escrita ou oral, tem a ver com a vida. Quando falo e/ouescuto, estabeleço aquela relação com outro(s), sem a qual não posso viver, como seressencialmente social que sou. Nem que seja para transmitir uma simples notícia.Mesmo neste caso, dou algo de meu – do que (só eu) conheço – e que faz parte daminha vida. E a vida daqueles a quem a dou modifica-se com a notícia que transmito. E,por vezes, de que maneira!É uma vitalidade das palavras que aumenta na medida da vitalidade e autoridade dequem as profere. Por exemplo, a sentença de um juiz, no exercício das suas funções, ésempre determinante para a vida da pessoa a quem ela se destina: para a sua liberdadeou perda dela, com todas as consequências vitais a ela associadas. E isto, com umasimples declaração de inocência ou culpabilidade!Mas a autoridade e vitalidade daquele que fala não lhe vem apenas do poder, oficial epúblico, em que está instituído. Longe disso. Quantas pessoas há nessas funções, àsquais se nega toda a credibilidade! E se é aceite o que dizem, é porque não há outroremédio. Obedecemos-lhes exteriormente por dever ou conveniência, mas no nossoíntimo não nos convencem. Que lhes falta então para que as suas palavras sejamverdadeiramente eficazes, geradoras de vida, a todos os níveis?Reparemos nas pessoas que habitualmente escutamos de melhor grado e cujas palavrasmais nos tocam e transformam. Variam, muitas vezes de acordo com as circunstânciasem que as escutamos. Na escola ou no ensino em geral, por exemplo, damos muito maisouvidos a quem sabemos, por outros ou por experiência própria, ser verdadeiramenteperito nos temas que transmite. Mas, mesmo nesses casos, a sua autoridade pode serperturbada e até destruída, pelo modo como ensina e/ou trata aqueles a quem se dirige.Tentamos acolher o que nos diz. Mas, sem acolhermos quem o diz, até o que é dito noscusta aprender, mesmo que seja correcto e útil.A comunicação só é perfeita, quando, de parte a parte, há simpatia, no sentidoetimológico de capacidade comprovada para “padecer com”. Quando aquilo queouvimos ou lemos é parte e expressão de uma sintonia de apreço e amor, recebido eretribuído, então sim: somos todo ouvidos e olhos e coração para quem nos fala ouescreve. E obedecemos-lhe, isto é, submetemo-nos, livremente e de bom gosto, ao queouvimos e a quem ouvimos (conforme a origem latina de “obedecer” =
obaudire
).Submetemo-nos, porque, na prática, essa pessoa já se submeteu a nós, pelas palavrasque nos diz e tantas outras manifestações de amor com que nos oferece a sua vida – paraa nossa vida, que pode ir adquirindo dimensões de vida eterna, pelo menos com Deus eseu Filho Jesus Cristo cujas palavras são, por isso, verdadeiras…
3. Palavras de vida eterna
 Escreve o Papa Bento XVI (em SS 12), depois de uma longa exposição sobre os limitesda compreensão e linguagem humana, que a vida eterna “seria o instante de mergulharno oceano do amor infinito, no qual o tempo – o antes e o depois – já não existe.”Eternizar este amor, que, embora apenas a conta-gotas, já podemos experimentar navida terrena e nela nos oferece os momentos mais saborosos… alargá-los para lá detodos os limites do tempo e do espaço é o que, consciente ou inconscientemente, todosmais desejamos.E Cristo, o que faz é abrir-nos o caminho para isso e oferecer-nos os meios e as energiaspara o percorrermos: o caminho de um amor ilimitado, por Ele percorrido desde a suaencarnação, como verdadeiro
 pão descido do Céu
(Jo 6, 32-51), até à sua morte eressurreição, em que deu totalmente
a sua carne pela vida do mundo
(6, 52-57), de talmodo que
quem come deste pão viverá eternamente
(6, 58).

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