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Sabrina Romances Preciosos No

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O príncipe e a plebéia Tuca HassermannO príncipe e a plebéia (Sabrina Romances Preciosos 1491)Tuca Hassermann (2007)
Sonho de mil e uma noites de verão...
Para encontrar seu irmão, de quem foi separa na infância, Sarah lançará mão de certas habilidades que desenvolveu e que poucas mulheres possuem. Mas ela não imagina que está prestes a conhecer um homem... não um homem qualquer, e sim um sheik de verdade... e que usará suas habilidades para salvar a vida dele, num luxuoso palácio numa ilha longínqua do Oriente Médio...Preocupado com sua irmã que fugiu do palácio, com a iminente rebelião por parte de uma facção de fanáticos religiosos em Nakabir, e com os preparativos para seu casamento, a última coisa que Neyah Faraj precisava era descobrir-se apaixonada por outra mulher! Mas é impossível ignorar o desejo que sente por Sarah Baker, uma mulher linda e intrigante, disposta a correr riscos para proteger o palácio e a família dele... e a paixão irresistível que inflama seus corações! 
CAPÍTULO I
O palácio do sheik Ahmed Faraj recendia a ervas aromáticas. Aquele era o dia do casamento de seu filho maisvelho, Neyah, seu sucessor ao governo de Nakabir. Toda a ilha estava em festa para celebrar a união — acertadadesde o nascimento das crianças — do príncipe Neyah com a belíssima Ragda, filha de Nimrod, o melhor amigo dosheik.Havia três dias Ragda vinha sendo preparada no harém, segundo a tradição. Todos os cuidados com a pele, oscabelos, as unhas vinham sendo tomados. Sua beleza e sensualidade naturais estariam ainda mais evidentes, paraagradar seu futuro marido.Naquela noite, Ragda iria se tomar mulher; e uma princesa. Se tivesse sorte, engravidaria durante a lua-de-mel,dando início a sua família com Neyah.A vida não poderia ser mais maravilhosa para Ragda. Nenhuma jovem sobre a face da terra podia estar maisfeliz do que ela. Desde menina sempre foi muito respeitada por ser a prometida do príncipe Neyah, o sucessor dosoberano. Todas as amigas a invejavam, mas se continham perante seu poder. Afinal, um dia ela seria rainha.Seu pai, Nimrod, era um homem muito rico. O sheik Ahmed costumava recompensar com generosidade os quecolaboravam com ele, desde um simples carregador de água até o grão-vizir. Contudo, nenhuma fortuna, em toda aregião, poderia se equiparar à do sheik.Riqueza, formosura, respeito e um marido poderosíssimo para protegê-la. O que mais Ragda poderia pedir aoscéus?1
 
O príncipe e a plebéia Tuca HassermannFitou-se no espelho. Seus cabelos negros cintilavam quase tanto quanto seus olhos. Naquela noite, no leito deseu marido, poria em prática tudo o que aprendera desde os doze anos com as mulheres do harém. Em sua cultura, osexo era um ato sagrado, a ser realizado apenas entre marido e mulher. No entanto, era dever de ambos dar omáximo de prazer um ao outro. Por isso, desde cedo as meninas eram iniciadas na arte da sedução. Elas aprendiamcentenas de maneiras diferentes de como utilizar seus corpos para agradar, para levar um homem à loucura. ERagda sempre recebera elogios por sua desenvoltura, aplicação e interesse por todas as técnicas. Poder-se-ia dizerque se tratava de uma
virtuose 
.E agora, finalmente, iria dar vazão a todo aquele fogo que a consumia por dentro. Sua feminilidade atingira oponto máximo. Seu corpo e sua alma estavam mais do que prontos para aquele casamento.O príncipe Neyah entrou nos aposentos do sheik. Não saberia dizer o que fazia ali, mas experimentava um pesono coração. Uma sensação de que algo estava muito errado o acompanhava desde cedo, naquela manhã.Não compreendia a si mesmo. Durante anos aguardara pelo momento em que, enfim, desposaria Ragda. Ela eralindíssima, e seu poder de sedução era tal que ninguém ficava imune a seus encantos. Assim que entrava em umambiente, todos os rostos se voltavam para ela.Tudo conspirava a seu favor. Todas as bênçãos do deus de seu povo foram derramadas sobre sua cabeça desdeque viera ao mundo. Fora agraciado pela formosura, pela valentia, por pais amorosos.Sua mãe era inglesa, e trouxera para Nakabir, após se tomar rainha, tudo de melhor que sua cultura possuía.Graças à convivência com ela, o sheik se tomara mais acolhedor, tolerante e sorridente. O amor que Ahmed dedicavaà rainha Justine era tamanho que ele mandara construir um imenso oásis no deserto, apenas para desfrutar deromânticos momentos a sós com sua adorada.Os trinta e cinco anos de seu casamento produziram seis filhos, cinco rapazes e uma moça: Neyah, Hassin,Miled, Fariso e Sardok, e a princesa Maata, a caçula. Os príncipes eram todos morenos como o pai, mas seus olhoseram claros, castanho-esverdeados.Maata, porém, se tomara de uma beleza incomum. Tinha pele clara, cabelos muito loiros e olhos negros. Era ogrande amor de todos no palácio, a luz que iluminava cada um com sua alegria contagiante. Seu único defeito era ternascido independente demais para aquele mundo em que os homens davam as ordens e as mulheres obedeciam.Maata jamais se conformou com isso. Não costumava entrar em conflito com os irmãos ou o pai. Sorria com aimensa doçura que sempre os desarmava, mas fazia exatamente o que queria. E ninguém tinha coragem deadmoestá-la quando ela olhava no fundo dos olhos e dizia:— Eu não falei que ia obedecê-lo. Portanto, não menti. Por que está tão bravo?E lá vinha aquele sorriso maravilhoso, e a pessoa já não lembrava mais o motivo de sua zanga.De repente um arrepio subiu pela coluna de Neyah.— Papai?Sem obter resposta, ele se dirigiu ao dormitório do aposento real. Então, avistou uma folha de papel cor-de-rosa sobre a cama, encimada por um pequeno arranjo de flores.Outro arrepio.Leu sem demora:
Paizinho amado,Quando você estiver lendo esta carta, eu me encontrarei bem longe daqui. Não quero que você, mamãe ou meus irmãos se aflijam. Sei o que estou fazendo. Aproveitei justamente este dia em que todos estarão ocupados com os últimos preparativos do casamento de Neyah para fugir. Caso contrário, dificilmente eu teria outra chance.Sei que vocês todos querem o melhor para mim. Como poderia ser diferente, se tanto me amam? Porém, não pretendo, de forma alguma, desperdiçar todo o meu talento artístico num país que não dá crédito algum às mulheres. Estudei tanto, papai! E me tornei uma desenhista de jóias de primeira linha. Superei até meus mestres,que nunca esconderam uma ponta de inveja por aquilo que eles — e eu! — consideram um dom.Pretendo ganhar o mundo. Quero ser reconhecida por meu trabalho. Irei para o Ocidente, e lá serei famosa por meus próprios méritos. Jamais me conformarei em ser a esposa peifeita de um homem que talvez eu nem ame, só porque o destino assim o quis. Meu destino eu mesma farei.Amo demais toda a minha família. Nunca duvidem, nem por um segundo, que eu morreria por vocês. Mas creio que minha porção inglesa — que herdei de mamãe — é forte demais para ser ignorada.Por favor, dê-me suas bênçãos, papai. E fique tranqüilo, eu saberei me cuidar.
2
 
O príncipe e a plebéia Tuca Hassermann
Diga a mamãe que não chore. Assim que possível, entrarei em contato, dando notícias.Só uma coisa: não mande ninguém atrás de mim. Se eu tiver de voltar à força, não hesitarei em levar o caso às autoridades do país onde eu estiver. Não se esqueça de que, assim como meus irmãos, tenho nacionalidade inglesa.Desse modo, fora de Nakabir, vocês não mandam em mim, visto que sou maior de idade.Até breve.Com todo meu amor,Maata 
Neyah releu a carta várias vezes, para ter certeza de que não entendeu errado e de que aquilo não era umpesadelo.Como podia ser?!
— 
Ela não pode ter ido longe... Ou pode? Quando foi a última vez que a vi?!Então Neyah se deu conta de que não via Maata havia dois dias. Os preparativos para o casamento tambémconsumiam muitas horas do noivo, entre orações, banhos e conversas com os mais velhos. Portanto, sua irmãzinha,àquela altura, já poderia ter deixado o país.O príncipe decidiu não se entregar ao desespero. Era um homem prático e acostumado ao comando. Assim,respirou fundo e mandou que Aran, seu serviçal mais antigo, convocasse uma reunião urgente com seus irmãos e opai.— Leve-os sem demora para a sala dourada, Aran, a mais distante da área do harém, pois não quero que minhamãe saiba de nada, por enquanto. Em quinze minutos estarei lá.
— 
Sim, Alteza
— 
e Aran se foi, apressado.Ahmed empalideceu e levou a mão ao peito.Como Maata pôde fazer isso comigo?!Papai, acalme-se. Nós a traremos de volta.Não entende, Miled? Maata é uma princesa real, que esteve cercada de todos os mimos e de toda a proteçãodesde que nasceu. Ela não sabe tomar conta de si!— Nenhuma mulher sabe.— Nossa mãe sempre soube.— Não me irrite, Hassin! Nossa mãe é inglesa. As ocidentais são diferentes. Elas desprezam os homens.— Sardok, o que diz é um disparate!— Não é! As mulheres têm de ser dirigidas. Quando não são, só fazem bobagens!— Como pode dizer algo assim?! Se nossa mãe ouvir o que você fala é bem capaz de lhe dar umas boas palmadas!— Parem de discutir! — o sheik bateu com força no tampo da mesa. — Não me importo nem um pouco com aopinião de vocês! Quero minha menina aqui, junto de mim, e agora! Isso é uma ordem!Todos se calaram e baixaram a cabeça, submissos.Foi Fariso quem quebrou o silêncio:— Ela não pode ter ido muito longe. Aran verificou em seu quarto e encontrou muito dinheiro em seu cofreparticular.— Maata é tão rica quanto vocês. Sua fortuna fica depositada no banco; o dinheiro no cofre é apenas paradespesas imediatas. Além disso, eu lhe dei todo o ouro e as pedras preciosas que me pediu, para fazer suas jóias.Minha filha pode viajar ao redor do mundo várias vezes, se assim o quiser — o sheik, inconformado, encarou o filhomais velho. — Neyah, prepare-se. Você irá agora mesmo atrás de Maata. Leve consigo tudo e todos de quenecessitar.O príncipe ia dizer algo, mas o sheik o impediu:— O casamento será adiado. Ragda ficará no harém até que você retome. E não volte sem minha filha!Os príncipes fizeram uma reverência ao sheik para se retirar da sala dourada quando as portas se abriram e arainha entrou.Justine continuava esplendorosa aos cinqüenta e cinco anos e depois de ter tido seis filhos. Era uma mulher demédia estatura, corpo curvilíneo, longa cabeleira cor de areia e olhos azul-turquesa. Assim que olhou para eles,tantos anos atrás, o sheik Ahmed foi tomado de uma paixão tão fulminante que não descansou enquanto nãoconquistou o indômito coração de Justine. O que se mostrou uma tarefa árdua, visto que ela era dotada de muitapersonalidade e talento para a política.3

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adorei as mocinhas são decididas e os homens super apaixonados.
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