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CLR - Lua de Mel - Violet Winspear

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LUA-DE-MEL
Violet Winspear Clássicos da Literatura Romântica Nº.: 8
Sedução com sabor de ódio e gosto de prazer…
 No luxuoso Rolls-Royce que a conduzia a lua-de-mel na paradisíaca praia de Sandbourne,Geórgia fitava disfarçadamente o perfil de seu marido. Como duas safiras, seus olhosfaiscavam de ódio e ressentimento e não viam os belos traços que encantavam as mulheres,nem os cabelos negros e brilhantes ou a boca sensual de Renzo Talmonte. A seu lado estavaum homem sem escrúpulos, um chantagista impiedoso que a forçara ao casamento paraexecutar uma vingança. A vítima era ela, mas os culpados verdadeiros, sua impulsiva irmãe o irresponsável irmão dele, que haviam fugido juntos, deixando para trás um noivoapaixonado, ficariam impunes.Furiosa, Geórgia se perguntava por que deveria pagar pelos pecados alheios, unindo-se aum homem que desejava destruir tudo à sua volta para aplacar a ira de ter sido traído. Foinesse instante que ela decidiu frustrar aquele plano de vingança: jamais daria a Renzo seucorpo ainda virgem de carícias.
CAPITULO I
A magnífica construção em pedra rosada, abrindo suas incontáveis janelas para os verdesgramados do Hyde Park, refletia o luxo clássico e toda a glória da época vitoriana. Por entreos inúmeros salões, cheios de peças requintadas daquele período de poderio do ImpérioBritânico, já haviam passado grandes personalidades, chefes de Estado e a maioria dosseletos freqüentadores do Buckhingam Palace.Em tons de rosa, creme e dourado, o Palm Court abrigava agora centenas de convidadosque se agrupavam ao redor da magnífica fonte dourada ou entre as delicadas palmeirasespalhadas pelo terraço.Estava ali a nata da sociedade londrina. Mulheres belíssimas, cobertas de jóias, desfilavamsua elegância ímpar e misturavam-se com o mundo das artes. Cantores famosos, artistas decinema mesclavam as vozes animadas e risadas alegres ao som da água que jorrava de trêsgolfinhos dourados. — Cortem o bolo!Com um sorriso indecifrável, o noivo rompeu a superfície brilhante e muito branca doimenso bolo de casamento.Só uma pessoa fitava aquela fabulosa criação dos mais famosos confeiteiros de Londrescomo se a quisesse atirar ao chão e pisoteá-la até a total destruição… a noiva de RenzoTalmonte!O vestido clássico, em organdi e rendas francesas, transformava a jovem loira na modelo danoiva perfeita. O véu, preso por singelas flores de laranjeira, não escondia o rosto delicado,onde não se notava nem a sombra de um sorriso.Era muito difícil sorrir quando as emoções a impediam de raciocinar e aceitar a realidade: oreverendo Michael Norman se recusara a comparecer ao casamento da filha!Geórgia não conseguia superar a terrível injustiça cometida por seu pai, que a obrigara aentrar na igreja acompanhada por um desconhecido para ser entregue a outro estranho…Sozinha, com um anel cujo significado era angustiante demais para pensar, ela reagiacontra o sentimento de revolta que crescia a cada momento.
 
 Aquela situação trágica ocorrera apenas para o bem dele… para evitar uma profundadecepção naquele homem austero e cumpridor das leis divinas!Geórgia havia mergulhado num pesadelo, aceitando a aliança de Renzo por um dever deconsciência. Salvara o pai de descobrir quem era exatamente sua idolatrada filha predileta:Angélica! A criatura tão amada revelara seu lado negro: não era o anjo de candura quemostrava ser!O aroma sofisticado de um perfume francês a fez lembrar da fragrância inocente das rosasno jardim da residência paroquial do reverendo Norman.Estavam distantes as flores singelas, os dias tranqüilos, o campo intocado pela corrupção domundo moderno. Numa tarde de primavera, Renzo Talmonte surgira diante dela e, entre a inocência danatureza, destruíra mais do que apenas a pureza do seu lar. Impassível, ele lhe entregoualgumas cartas de Angélica, e foi como se um raio desabasse sobre as campinas muitoverdes de Sussex!Frases eróticas misturavam-se a pedidos insistentes para que Stélvio, o amante de Angélica,abandonasse sua esposa e filhos. Cenas descritas com paixão, detalhes que não deixavamnada à imaginação cobriam Geórgia de vergonha. Desesperada, ela rasgou as evidênciasconcretas do comportamento vil da irmã.Levados pela brisa, os pedacinhos de papel espalharam-se elo jardim da casa de seu pai. Aolevantar os olhos, Geórgia sentiu como se o chão lhe fugisse debaixo dos pés. Uma premonição invadiu-a: algo terrível ia acontecer e nada poderia evitar a tragédia!O olhar sarcástico e arrogante de Renzo, sem uma única sombra de piedade, demonstravaclaramente sua intenção de obter vingança. — São apenas cópias, signorina… Não pensou que eu fosse tão tolo a ponto de entregar emsuas os os originais, o é? Pois ouça bem! Sua irconseguiu destruir umcasamento… Stélvio deixou a família, fugiram juntos! Meu irmão esqueceu-se de todos osmandamentos de sua religião por causa dela, e eu pretendo fazer o mesmo. Quando ele secansar desse sórdido envolvimento e os dois voltarem para casa, me encontrarão casado… ecom a irmã de Angélica. Serei o seu marido!As palavras cheias de ódio soaram como gritos no silêncio da tarde. Geórgia levou algumtempo até compreender o significado do que escutara. O arrogante italiano, bem vestido eameaçador, pronunciara sua sentença de morte! — Você enlouqueceu?Recuando diante da expressão fria e implacável, ela observou melhor aquele homem que há pouco menos de um mês nem sequer conhecia.Quando Angélica trouxera o noivo para apresentar a sua família, Geórgia tinha ficadoextremamente surpresa com a escolha da irmã. Ela sempre insistia em sua fascinação por homens altos e atraentes, porém Renzo Talmonte era mais do que apenas um indivíduo bonito e charmoso. Ele mostrava claramente origens nobres e parecia ser bem maisintelectual do que os habituais acompanhantes da jovem modelo, bela mas incapaz dequalquer raciocínio mais complexo.Ao serem apresentados, Renzo beijou-lhe a mão e Geórgia lutou para ocultar daquele olhar  penetrante seus sentimentos contraditórios. Pensamentos inquietantes cruzaram sua mente por alguns segundos… Ele não era o homem ideal para Angélica! As normas rígidas de sua
 
moral católica, a profundidade de uma educação formal e bem cuidada o tornavam distantedemais daquela criatura fútil e superficial, sempre preocupada em brilhar!O que Renzo teria lido em seu olhar naquela tarde? A verdade, ou tivera a impressão falsade que a irsolteirona se apaixonara perdidamente por ele? Seria por acredi-lavulnerável ao seu fascínio que estava agora ali? Após a destruição das cartas obscenas desua irmã, ele a informara de suas intenções… Tinha esperanças de ser aceito?Renzo também observava a figura esguia e muito loira, de traços delicados mas sem oesplendor da irmã. Desceu o olhar até o decote discreto, onde uma cruz de ouro brilhavasobre a pele muito alva, e percebeu a oscilação dos seios bem-feitos, a respiração ofeganterevelando uma tensão incontrolável. Nenhuma evidência do nervosismo extremo daquela jovem que parecia viver isolada do mundo escapou do seu olhar atento. Jamais encontraraalguém tão distante da realidade, como se não tivesse sido tocada pelo progresso do séculovinte. Nada porém poderia deter o curso dos acontecimentos. Ele planejara cuidadosamentecada detalhe e seu plano seria executado a qualquer custo! — Tem uma semana, signorina. Então voltarei e me responderá se aceita minha propostaou… se devo mostrar aquelas cartas encantadoras a seu pai. Tenho certeza absoluta de quecertos detalhes ousados das descrições de Angélica irão chocá-lo profundamente. A paz deespírito do reverendo está em suas mãos… é a sua decisão que manterá a tranqüilidade deleou destruirá irreparavelmente a imagem falsa da filhinha inocente!Sem sequer dizer adeus, Renzo afastou-se, apoiando-se na bengala de que dependia para poder andar melhor.Foram os sete dias mais longos da vida de Geórgia. Sentia um desespero profundo. Cadaminuto a levava para mais perto do desenlace e ela rezava fervorosamente para que Renzocaísse em si, percebendo o absurdo de sua atitude. Nunca a rotina plácida e monótona da casa paroquial lhe parecera tão agradável… Mas umaespada pendente sobre sua cabeça ameaçava destruir a única vida que conhecia! Londreslhe parecia estar num outro planeta, e, no entanto, iria viver naquela metrópole agitada seRenzo levasse sua ameaça até o fim!O sábado chegou finalmente e lhe bastou um único olhar para saber que haviam terminado para sempre seus dias passados entre a pureza do campo e o perfume singelo das rosas!Geórgia recebeu Renzo, como da outra vez, no jardim ainda úmido pela chuva e, sem emitir um som, ouviu-o determinar em poucas palavras o futuro terrível à sua espera. — Não me subestime, signorina. Estou com as cartas originais em meu carro e, sem dúvida,seu pai reconhecerá a letra no instante em que as vir. Ele tem um código moral rígido, não éverdade? Pois infelizmente não conseguiu transmiti-lo a sua filha caçula. No entanto, tenhocerteza de que a mais velha possui incontáveis virtudes! — Como ousa falar em retidão moral, signore? Chegou à nossa casa fazendo ameaças queirão destruir a felicidade de meu pai! Como… — Está em seu poder a chave da futura tranqüilidade do reverendo Norman! É só casar-secomigo! — Isso é chantagem! — Dê o nome que quiser, signorina!Como quem perde subitamente todo o apoio, Geórgia oscilou e, ao tentar apoiar-se, fechoua mão sobre os espinhos da roseira mais próxima.

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