Delba Teixeira Rodrigues Barros
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Rosas (2000) afirma que na década de 20 Institutos de Orientação Profissionalfloresciam nos principais centros intelectuais do mundo. Mira y López é outro importante nomena história da OP. Trabalhando na Espanha ao lado de outros profissionais de destaque, Mira yLópez projetou internacionalmente os trabalhos desenvolvidos em seu país, cujo primeiroInstituto de Orientação Profissional foi fundado em Barcelona em 1919. Sua importância serátratada mais adiante ao se abordar a história da OP no Brasil.No período acima apontado e, na opinião de Rosas (2000), até o final dos anos 60, aorientação profissional e a seleção de pessoal caminharam quase sempre juntas. Nestemomento a OP caracterizava-se como atividade vinculada à indústria e à ordem sócio-econômica vigente, regida pelo princípio de se encontrar o homem certo para o lugar certo “
theright man in the right place
”. Seu sustentáculo era, então, o ajustamento do homem à ocupaçãovisando a excelência da eficiência industrial (Lassance e Sparta, 2003).Na mesma época na Europa a influência da psicanálise na teoria e na prática daorientação educacional mostrava reflexos também na orientação profissional. No entanto, foi apartir do trabalho do psicólogo Carl Rogers,
Couseling and Psychoterapy: new concepts in practice
, publicado em 1942, que se observou uma transformação nas práticas da orientaçãoprofissional. Sua abordagem não-diretiva e centralizada no cliente influenciou a postura dosorientadores que passaram a valorizar a participação do orientando no processo deintervenção. Substituiu-se a posição de encontrar um diagnóstico e dar conselhos por umapostura de auxílio ao autoconhecimento e a uma tomada consciente de posições e escolhas.Com o surgimento, a partir da década de 50, de diversas teorias sobre a escolhaprofissional, as mudanças iniciadas com os trabalhos de Rogers continuaram. O livro
Ocupational Choice
, de 1951, do economista Ginzberg e colaboradores (um psiquiatra, umsociólogo e um psicólogo), apresentou a primeira Teoria do Desenvolvimento Vocacional, deacordo com a qual a escolha vocacional é um processo evolutivo que ocorre entre os últimosanos da infância e os primeiros anos da idade adulta (Sparta, 2003).Em 1953, Donald Super publica sua Teoria do Desenvolvimento Vocacional, que definea escolha profissional como um processo que ocorre ao longo da vida, da infância a velhice,através de diferentes estágios e da realização de diversas tarefas evolutivas. Os estágios por ele propostos são: crescimento, exploratório, fixação, manutenção e declínio.John Holland publica em 1959 sua Teoria Tipológica, segundo a qual os interesses sãoo reflexo da personalidade do indivíduo. Holland descreve seis tipos de personalidade quedeterminam a direção da escolha profissional: realista, intelectual, social, convencional,empreendedor e artístico. (Martins, 1978)