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O USO DE JOGOS EDUCATIVOS LIVRES NA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA

O USO DE JOGOS EDUCATIVOS LIVRES NA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA

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Published by Dennys Leite Maia
Trabalho apresentado no XX Encontro de Pesquisa Educacional do Norte e Nordeste (EPENN). Para citá-lo: MAIA, Dennys Leite; CARVALHO, Rodrigo Lacerda; PINHEIRO, Joserlene Lima; BARRETO, Marcilia Chagas. O uso de jogos educativos livres na Educação Matemática. In: Anais do XX EPENN. Manaus: VALER, 2011.
Trabalho apresentado no XX Encontro de Pesquisa Educacional do Norte e Nordeste (EPENN). Para citá-lo: MAIA, Dennys Leite; CARVALHO, Rodrigo Lacerda; PINHEIRO, Joserlene Lima; BARRETO, Marcilia Chagas. O uso de jogos educativos livres na Educação Matemática. In: Anais do XX EPENN. Manaus: VALER, 2011.

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O USO DE JOGOS EDUCATIVOS LIVRES NA EDUCAÇÃO MATEMÁTICADennys Leite MAIA
*
Rodrigo Lacerda CARVALHO
Joserlene Lima PINHEIRO
Marcilia Chagas BARRETO
RESUMO
O ensino-aprendizagem da Matemática tem causado preocupação em diversos setores da sociedade,em especial, aqueles ligados à educação. O surgimento das tendências em Educação Matemática é umexemplo da necessidade de propor atividades que ajudem os professores em práticas que desenvolvamo aprendizado discente. Dentre estas tendências, destacamos o uso de jogos e a informática educativano ensino da Matemática. Neste trabalho objetivamos refletir sobre a integração das duas tendênciasno sentido de analisar o uso do jogo educativo digital
GCompris
, um
 software
livre presente noslaboratórios de informática educativa, com uma série de atividades voltadas para a Matemática.Assim, considerando descritores de cada um dos quatro blocos de conteúdo para ensino da disciplina para os anos iniciais do Ensino Fundamental, propusemos situações para o trabalho docente, indicandoatividades com uso do
GCompris
que explorem os conteúdos matemáticos. Ao final deste trabalhoconsideramos que o uso de jogos educativos livres podem contribuir para a prática docente, desde queo professor conheça as limitações e possibilidades do recurso.
Palavras-chave:
 
GCompris -
Informática Educativa - Jogos Educativos - Tendências em EducaçãoMatemática.
INTRODUÇÃO
A deficiência na aprendizagem de conceitos matemáticos é uma temática que temcausado preocupação em diversos setores da sociedade, em especial, aqueles ligados àeducação. Em função disto, se tem buscado alternativas para superar os problemas existentesno processo de ensino-aprendizagem da Matemática. No âmbito acadêmico, pesquisadorestêm se debruçado sobre a investigação de novas práticas e estratégias, baseadas em teorias,que visam à superação das dificuldades.As tendências em Educação Matemática constituem um caso exemplar danecessidade de propor atividades que auxiliem os docentes no desenvolvimento de práticasque propiciem o aprendizado discente. Neste trabalho objetivamos refletir sobre a integração
*
Pedagogo e mestrando em Educação. E-mail:
dennysleite@hotmail.com
. Curso de Mestrado Acadêmico emEducação (CMAE) da Universidade Estadual do Cea(UECE). Integrante do Grupo de PesquisaMatemática e Ensino (MAES). Bolsista CAPES.
**
Licenciado em Matemática e mestrando em Educação. E-mail:
rodrigolacerdacarvalho@yahoo.com.br 
.CMAE-UECE. Integrante do MAES. Bolsista FUNCAP.
***
Estudante de Pedagogia. E-mail:
lenofortal01@yahoo.com.br 
. Curso de Pedagogia da UECE. Integrante doMAES.
****
Doutora em Educação Brasileira com s-doutorado em Educão Matetica. E-mail:
marcilia_barreto@yahoo.com.br 
. Professora da UECE no curso de Pedagogia e no CMAE. Coordenadora doMAES.
 
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de duas destas tendências, quais sejam, jogos e informática educativa, no sentido de analisar ouso de jogos educativos digitais livres, presentes nos computadores de escolas públicas, para aMatemática em situação de ensino.O problema da aprendizagem matemática tem sido uma das responsáveis pelos baixos níveis de rendimento escolar no mundo todo (BARRETO, 2002). Os resultadosoficiais do último Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), realizado em 2009,apontam que, apesar de o Brasil ter avançado nos índices de desempenho, permanece abaixoda média dos demais países participantes do programa (OCDE, 2010).Importa registrar que o PISA avalia o desempenho de alunos em Ciências, Leiturae Matemática, na faixa etária dos 15 anos em que se pressupõe o término da escolaridade básica obrigatória na maioria dos países. E, considerando as três áreas do conhecimentoavaliadas pelo programa, é em Matemática que se identifica a menor média.A compreensão dos conceitos matemáticos contribui significativamente para aatuação dos indivíduos na vida cotidiana. O conhecimento gerado nessa área é fruto daconstrução humana na sua interação com o contexto natural, social e cultural. Esta visãoopõe-se àquela presente em setores da sociedade, inclusive na Escola, onde se considera aMatemática como um corpo de conhecimento imutável e verdadeiro, que deve apenas ser assimilado pelo aluno.Pesquisas no campo da Educação Matemática explicitam que o ensino dessadisciplina tem se caracterizado por práticas monótonas, nas quais o professor busca transferir conceitos fundamentais por meio de aulas cansativas. D'Ambrósio (1989) pondera que esta éuma concepção errada sobre ensinar bem Matemática. Segundo a autora, muitos acreditamque passar o máximo de conteúdos, através do maior número possível de exercícios é amelhor maneira de ensinar Matemática. Na verdade, essa prática contribui para a permanência de uma postura passiva pelos alunos em relação a sua aprendizagem, além de gerar 
(…) atitudes bastante negativas, que se manifestam no desinteresse, na faltade empenho e mesmo na pouca preocupação diante de resultadosinsatisfatórios ou nos sentimentos de insegurança, bloqueio e até em certaconvicção de que são incompetentes para aprendê-la, o que os leva a seafastar da Matemática em situações na vida futura (BRASIL, 1998, p. 79).
Além disso, o ensino da disciplina tem focado aplicação de fórmulas e regrasmecanizadas que nem o aluno e, muitas vezes, nem o professor sabem ao certo seus conceitos
 
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fundamentais. Por estas razões a Matemática é vista como um obstáculo na vida estudantil,contribuindo para o fracasso escolar brasileiro.É imperioso repensar o ensino da Matemática na Escola. Esta mudança exige nãosomente uma análise nos currículos escolares, como destacam os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) de Matemática, mas sobretudo uma análise da formação docente.Diante disto, surgem estratégias que propõem diversificar a prática docente emMatemática. Sforni (2004) destaca a necessidade de correspondência entre o conhecimentoescolar e a experiência dos estudantes, levando em consideração os conhecimentos que osalunos já trazem de suas experiências. Ausubel, Novak e Hanesian (1980), destacam comofator de maior influência na aprendizagem, o conhecimento prévio discente, propondo que o professor ensine, considerando esse aspecto. Para os autores, esse é um dos caminhos parauma aprendizagem significativa. No âmbito da Educação Matemática, Carraher, Schliemann e Carraher (1997, p.21) colocam que “o ensino de Matemática deveria ser, sem dúvida, a área mais diretamente beneficiada pelo conhecimento da Matemática da vida cotidiana”. Os autores sugerem que osconteúdos tenham relação com a vida discente, propondo situações-problema nas quais tantoas operações quanto a escolha dos dados façam sentido.Perez (1999, p. 268) observa que é necessário valorizar a criatividade discente“com atividades ambíguas, complexas, com desafios, fazendo com que os estudantes setornem sensíveis aos estímulos do ambiente, sejam capazes de adaptar-se a mudanças econsigam resolver problemas não convencionais”. Seguindo estas perspectivas é que astendências em Educação Matemática têm se estruturado no sentido de prover estratégias mais profícuas ao ensino-aprendizagem da disciplina. Dentre elas, destacamos o uso de jogos e ainformática educativa.Os jogos têm contribuído para o trabalho do professor não apenas de maneira adiversificar estratégias, mas também por tornar o aluno “agente ativo na construção de seu próprio conhecimento matemático” (MENDES, 2009, p. 25). Por sua vez, a informáticaeducativa tem se mostrado uma tendência capaz de proporcionar mudanças significativas na prática educativa, otimizando as aulas de Matemática (BORBA; PENTEADO, 2010). ParaMendes (2009) o uso das tecnologias na Educação Matemática tem contribuído para que professores e alunos superem obstáculos no processo de ensino-aprendizagem.Isto posto, entendemos que a junção dessas duas tendências desvela uma seara quedemanda maiores investigações, qual seja, a imporncia do uso pedagógico de jogos

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