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Artigo Burnout

Artigo Burnout

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Volpato, D. C. et al –
 Burnout em Profissionais de Maringá
102
BURNOUT EM PROFISSIONAIS DE MARINGÁ
Daiane Cristina Volpato
*
Fabíola Batista Gomes
*
Michele Aparecida Castro
*
Sheila Katiuscia Borges
*
Tatiane Justo
*
Ana Maria T. Benevides-Pereira
**
 significado que a palavra “trabalho” possuí hoje, dentro de umaatmosfera característica, sociedade capitalista, é produto de umdesenvolvimento que veio acontecendo no percurso da históriacultural, política e econômica da humanidade. Conforme aponta Krawulski (1998), emtempos remotos da história do homem, o trabalho não se configurava como um esforçopenoso, rotineiro, que visava o aumento da produção, mas como uma ocupação básicada humanidade, fonte de gratificações e realizações pessoais que promovia criatividadee o desenvolvimento das potencialidades dos trabalhadores, pois estes eramresponsáveis pela elaboração e execução do trabalho. Com o advento do sistemacapitalista, o trabalho começa a se configurar como um
 
esforço penoso e rotineiro, istoporque, segundo Silva (2000), volta seu interesse para o aumento da qualidade eprodução de mercadorias.
O
Fromm (
apud 
Krawulski, 1998) aponta que, devido a expansão do sistemacapitalista, os indivíduos na sua maioria, buscam incessantemente, por meio dotrabalho, uma realização de seus desejos de riqueza e sucesso material. No entanto, asexigências (aumento da qualidade e produtividade) do mercado de trabalho e acompetição, alteram a situação pessoal de todos, trazendo-lhes insegurança, isolamento,ansiedade e elevação nos níveis de estresse, por perceberem que suas expectativas erammuitas vezes impossibilitadas de se concretizarem, devido as mudanças no interior dasinstituições. Assim, fica evidente, que as transformações ocorreram não somente noâmbito operacional do trabalho, mas também no âmbito psicológico dos trabalhadores.
“O local de trabalho, hoje, é um ambiente frio, hostil que exige muito,econômica e psicologicamente. As pessoas estão emocional, física eespiritualmente exaustas. As exigências diárias do trabalho, da famíliae de tudo o que se encontra entre eles corroem a energia e o entusiasmodos indivíduos. A alegria do sucesso e a emoção da conquista estão
*
Alunas do curso de Psicologia da Universidade Estadual de Maringá.
**
Psicóloga, Doutora e Professora do Departamento de Psicologia da Universidade Estadual de Maringá
 
 Revista Eletrônica InterAção Psy – Ano 1, nº 1- Ago 2003 – p. 102-111
103
cada vez mais difíceis de alcançar. A dedicação ao trabalho e ocompromisso com ele estão diminuindo. As pessoas estão ficandodiscrentes, mantendo-se distantes e tentando não se envolver demais.”(Maslach & Leiter, 1999, pg. 13)
Para Maslach & Leiter (1999), o mundo do trabalho tem sofrido ao longo dostempos diversas transformações advindas de processos como a globalização, aumentoda instrumentação tecnológica, competitividade, perda do sentimento de coletividadeentre outros, tem colocado o ambiente profissional como um espaço que não propicia asatisfação pessoal. Assim, detecta-se que persiste, a idéia de um local de trabalhoeficiente como uma máquina, em detrimento de um ambiente mais seguro e saudávelpara o indivíduo, em que lhe fosse possível realizar seu potencial por meio de umaatividade que posteriormente lhe servisse como fonte de recompensa.Maslach & Leiter (1999) apontam que nos últimos anos o nível de desgastefísico e emocional dos trabalhadores tem atingido elevadas proporções. Por outro lado,muitas empresas preferem ignorar o sofrimento de seus funcionários, pois temem que,reconhecendo o problema serão obrigados a investir em programas dispendiosos demelhoria da qualidade de vida. Os empregadores não vêm o desgaste dos trabalhadorescomo conseqüência e responsabilidade da empresa, mas sim como um problemaindividual.No entanto, conforme afirma Jacques (1996), o trabalho forma a identidade doindivíduo e esta pode ser entendida como um conjunto de características que distinguemuma pessoa das outras. Assim, se o ambiente no qual o indivíduo desenvolve umaatividade oferece um trabalho despersonalizado – como por exemplo, um trabalho quedesconsidera os limites e o bem estar pessoal -, este pode ocasionar uma sobrecarga naestrutura física, psíquica e emocional do trabalhador, afetando assim sua saúde.Segundo Dejours (1992):
“Do choque entre um indivíduo dotado de umahistória personalizada, e a organização do trabalho portadora de uma injunçãodespersonalizante, emergem uma vivência e um sofrimento...”
. Para este mesmo autor osofrimento emerge quando a relação homem-organização está bloqueada, ou seja,quando o indivíduo usou todas as suas faculdades, sejam elas intelectuais, psicoafetivas,de aprendizagem ou de adaptação, para tentar diminuir a frustração sentida.Para Maslach & Leiter (1999) o problema do desgaste dos trabalhadores é umproblema do ambiente de trabalho e da maneira como ele está organizado. Todavia
 
Volpato, D. C. et al –
 Burnout em Profissionais de Maringá
104muitas são as estratégias intervencionistas que buscam melhorias baseando-se somenteem ações sobre o indivíduo.
“Esse enfoque na pessoa e na auto-ajuda encaixa-se bemna filosofia individualista de nossa sociedade. Desse ponto devista, as pessoas são responsáveis por aquilo que produzem, sãoas únicas culpadas por seus fracassos.”
(p
 Fatores como excesso de trabalho, falta de controle, falta de recompensa, falta deunião, falta de equidade e conflito de valores dentro de uma organização, são apenasalguns dos acontecimentos que vem afetando o bem estar físico e mental dostrabalhadores, deixando-os suscetíveis ao aparecimento de
estresse ocupacional eburnout,
o que tem gerado grandes preocupações nos ambientes organizacionais emvirtude das conseqüências, tanto para o indivíduo como para a instituição.A síndrome de
burnout 
é uma resposta ao estresse crônico. Segundo Maslach eJackson (1986),
burnout 
é um conjunto de sintomas caracterizado por sinais de exaustãoemocional, despersonalização e reduzida realização profissional em decorrência de umamá adaptação do indivíduo a um trabalho prolongado, altamente estressante e comgrande carga tensional. As principais características destas dimensões são:
 
 Exaustão Emocional
, ocorre quando o indivíduo percebe não possuir maiscondições de despender energia que o seu trabalho requer . Algumas das causasapontadas para a exaustão é a sobrecarga de atividades e o conflito pessoal nasrelações, entre outras.
 
A D
espersonalização
é considerada uma dimensão típica da síndrome de b
urnout 
eum elemento que distingue esta síndrome do estresse. Originalmente apresenta-secomo uma maneira do profissional se defender da carga emocional derivada docontato direto com o outro. Devido a isso, desencadeiam-se atitudes insensíveis emrelação às pessoas nas funções que desempenha, ou seja, o individuo cria umabarreira para não permitir a influencia dos problemas e sofrimentos alheios em suavida. O profissional em b
urnout 
acaba agindo com cinismo, rigidez ou até mesmoignorando o sentimento da outra pessoa.
 
 Reduzida Realização Profissional
, ocorre na sensação de insatisfação que a pessoapassa a ter com ela própria e com a execução de seus trabalhos, derivando daí,

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