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Livro de Historias Infantis Parte 2

Livro de Historias Infantis Parte 2

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04/30/2013

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Amanheceu.
Através
das
grades
da
janela, podia
ver o
povo,
deixando
a
cidade
para
ir à
periferia
assistir
ao seu en-
forcamento.
Iam
todos
a
correr. Houve
até um
aprendiz
de
sapateiro que,
na
afobação, perdeu,
sem se dar
conta,
uma das
chinelas,
que foi
bater contra
a
parede
da
prisão, debaixo
da
janela
do
soldado.
Ei, ei, bom
homem! gritou-lhe
o
condenado,
que
espia-
va
através
das
grades
da
cela,
à
espera
de
alguém
que
pas-sasse.
Mas o
outro,
sem lhe
prestar
atenção, prosseguiu
em sua
carreira.
A sua
chinela!
gritou-lhe
de
novo
o
soldado.Desta
vez,
foi
ouvido.
O
outro voltou-se
e
veio
em
busca
da
chinela perdida.
Muito obrigado, disse,
ao
enfiá-la,
disposto
a
sair
correndo.
.Não
se
apresse dessa forma, acrescentou
o
soldado.
Se não me
apresso, interrompeu-o
o
sapateiro,
não al-
canço
o
enforcamento.
Detenha-se
um
instante,
sem
mim,
o
espetáculo
não co-
meça,
E por
que?
indagou
o
outro.
Porque
sou eu o
condenado
à
forca.Diante dessa declaração, emudeceu
o
sapateiro.
Tenho
um
favor
a
pedir-lhe, prosseguiu
o
soldado.
Vá
correndo
até o meu
hotel, apanhe
no
quarto
o meu
candeeiro
e
traga-o logo
a
aqui.
O
sapateiro,
feliz
em
poder satisfazer
ao
último desejo
de
alguém prestes
a
morrer enforcado, saiu
na
disparada.
Mas,
por
mais
que
procurasse
ser
rápido,
a
muito custo
conseguia
abrir caminho
por
entre
a
multidão
que
vinha
em
sentido contrário.
O
soldado, vendo aproximar-se
o
momento
de sua
execu-
ção,
esperava
com
ansiedade crescente
a
volta
do
sapateiro.Finalmente, avistou-o,
com o
candeeiro
na
mão,
e deuum
suspiro
de
alívio.
Muito obrigado,
bom homem,
salvou-me
a
vida!
O
sapateiro estranhou aquelas palavras. Mas, julgou que,transtornado pela emoção,
o
soldado estivesse
a
dizer coi-
sas sem
nexo. Cumprimentou-o
e
seguiu
seu
caminho.
Nesse
ínterim,
fora
erguida,
nos
arredores
da
cidade,
uma
grande
forca. Cercavam-na
os
soldados
do rei e
mais
de
cem
mil
pessoas.
O
rei e a
rainha estavam
acomodados
em
magní-
 
fico
trono; defronte deles, assentavam-se
o
juiz
e
todo
o
con-selho
da coroa.
O
condenado subirajá osdegrausdaforcae ocarrascoestava para rodear-lhe o pescoço com a corda, quando pediu
permissão
para
formular
seu
último desejo.
Queria
fumar
e
implorava
que lhe
fossem concedidas
as
últimas
pitadelas
de
sua
vida.
O
rei nãopôde negar-se. Então,osoldado tomouocan-deeiro,e acendeu-o:
uma,
duas,
três
vezes.
Imediatamente,
surgiram os três cães: o dos
olhos
como
xícaras,
o dos olhos
como
rodas de moinho, o dos olhos
como
torres.
Socorram-me: estou
para
ser
enforcado! gritou-lhes
o
soldado.Atiraram-se
os
cães sobre
o
juiz
e os
conselheiros
da co-
roa. Estes abandonaram o local
precipitadamente,
em desaba-
lada
corrida,
até
ultrapassarem
os
confins
da
cidade.
-
Pois
eu não hei de
fugir! disse
o
rei. Todavia, quan-
do
o
maior
dos
cães
se
aproximou dele, rangendo
os
dentes,agarrou
a mão da
rainha
e a
arrastou para
bem
longe,
em
ver-
gonhosa
retirada.
l
Os
soldados,
então,
e o
povo todo romperam
em
aclama-
ções:
Soldadinho
valente,
será
vocêonossorei edesposará
a
bela princesa!

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