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Sociologia TXT Adorno Horkheimer

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Sociologia da comunicação
Prof. Artur Araujo
 –
site: http://docentes.puc-campinas.edu.br/clc/arturaraujo/ e-mail: artur.araujo@puc-campinas.edu.brPágina 1 de 2
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINASCENTRO DE LINGUAGEM E COMUNICAÇÃOFACULDADE DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA
 
A Indústria Cultural: O esclarecimentocomo mistificação das massas
ADORNO, Theodor; HORKHEIMER, Max.
 Dialética do Esclarecimento
. São Paulo : Zahar; 1997Na opinião dos sociólogos, a perda do apoio que a religião objetivafornecia, a dissolução dos últimos resíduos pré-capitalistas, a diferenciaçãotécnica e social e a extrema especialização
levaram a um caos cultural
.Ora, essa opinião encontra a cada dia um novo desmentido. Pois
a culturacontemporânea confere a tudo um ar de semelhança
. O cinema, o rádioe as revistas constituem um sistema. Cada setor é coerente em si mesmo etodos o são em conjunto. Até mesmo as manifestações estéticas de tendên-cias políticas opostas entoam o mesmo louvor do ritmo de aço. Os decora-tivos prédios administrativos e os centros de exposição industriais mal sedistinguem nos países autoritários e nos demais países. Os edifícios monu-mentais e luminosos que se elevam por toda parte são os sinais exterioresdo engenhoso planejamento das corporações internacionais, para o qual jáse precipitava a livre iniciativa dos empresários, cujos monumentos são ossombrios prédios residenciais e comerciais de nossas desoladoras cidades. Os prédios mais antigos em torno dos centrosurbanos feitos de concreto já parecem slums
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e os novos bungalows na periferia da cidade já proclamam, como as frá-geis construções das feiras internacionais, o louvor do progresso técnico e convidam a descartá-los como latas de con-serva após um breve período de uso.
Mas os projetos de urbanização que, em pequenos apartamentos higiênicos,destinam-se a perpetuar o indivíduo como se ele fosse independente, submetem-no ainda mais profundamente aseu adversário, o poder absoluto do capital
. Do mesmo modo que os moradores são enviados para os centros, comoprodutores e consumidores, em busca de trabalho e diversão, assim também as células habitacionais cristalizam-se emcomplexos densos e bem organizados. A unidade evidente do macrocosmo e do microcosmo demonstra para os homenso modelo de sua cultura: a falsa identidade do universal e do particular.
Sob o poder do monopólio, toda cultura demassas é idêntica, e seu esqueleto, a ossatura conceitual fabricada por aquele, começa a se delinear.
Os dirigentesnão estão mais sequer muito interessados em encobri-lo,
seu poder se fortalece quanto mais brutalmente ele se con-fessa de público
.
O cinema e o rádio não precisam mais se apresentar como arte
. A verdade de que
não passam deum negócio
, eles a utilizam como uma ideologia destinada a legitimar o lixo que propositalmente produzem. Eles sedefinem a si mesmos como indústrias, e as cifras publicadas dos rendimentos de seus directores gerais suprimem todadúvida quanto à necessidade social de seus produtos.Os interessados inclinam-se a dar uma explicação tecnológica da in-dústria cultural. O fato de que milhões de pessoas participam dessa indústriaimporia métodos de reprodução que, por sua vez, tornam inevitável a disse-minação de bens padronizados para a satisfação de necessidades iguais.
Ocontraste técnico entre poucos centros de produção e uma recepção dis-persa condicionaria a organização e o planejamento pela direção. Ospadrões teriam resultado originariamente das necessidades dos consumi-dores: eis por que são aceitos sem resistência.
De fato, o que o explica é ocírculo da manipulação e da necessidade retroativa, no qual a unidade dosistema se torna cada vez mais coesa. O que não se diz é que
o terreno noqual a técnica conquista seu poder sobre a sociedade é o poder que oseconomicamente mais fortes exercem sobre a sociedade. A racionalidadetécnica hoje é a racionalidade da própria dominação. Ela é o carátercompulsivo da sociedade alienada de si mesma.
Os automóveis, as bombase o cinema mantêm coeso o todo e chega o momento em que seu elementonivelador mostra sua força na própria injustiça à qual servia. Por enquanto,
atécnica da indústria cultural levou apenas à padronização e à produção em série, sacrificando o que fazia a dife-rença entre a lógica da obra e a do sistema social
. Isso, porém, não deve ser atribuído a nenhuma lei evolutiva datécnica enquanto tal, mas à sua função na economia atual. A necessidade que talvez pudesse escapar ao controle central já é recalcada pelo controle da consciência individual.
A passagem do telefone ao rádio separou claramente os pa-péis. Liberal, o telefone permitia que os participantes ainda desempenhassem o papel do sujeito. Democrático, orádio transforma-os a todos igualmente em ouvintes, para entregá-los autoritariamente aos programas, iguais
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Cortiços
 
Theodor Adorno - (1903
 — 
1969)Max Horkheimer - 1895 - 1973)

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