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fasc_03_2011

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ENEM 2011
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09/13/2013

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Linguagens, Códigose suas Tecnologias
Interpretão, Literatura, RedãoInglês e Espanhol
Paulo Lobão, Pedro Fernandes, Rivaldo Coelho e Sousa Nunes
 0 3
   U  n   i  v  e  r  s   i   d  a   d  e   A   b  e  r   t  a   d  o   N  o  r   d  e  s   t  e  e   E  n  s   i  n  o  a   D   i  s   t   â  n  c   i  a  s   ã  o  m  a  r  c  a  s  r  e  g   i  s   t  r  a   d  a  s   d  a   F  u  n   d  a  ç   ã  o   D  e  m   ó  c  r   i   t  o   R  o  c   h  a .    É  p  r  o   i   b   i   d  a  a   d  u  p   l   i  c  a  ç   ã  o  o  u  r  e  p  r  o   d  u  ç   ã  o   d  e  s   t  e   f  a  s  c   í  c  u   l  o .   C   ó  p   i  a  n   ã  o  a  u   t  o  r   i  z  a   d  a   é   C  r   i  m  e .
 
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Caro Es tudan te
Nes te  terceiro  fascículo, abordaremos a Área de Linguagens, Códigos e suas  Tecnologias e Redação, e xplorando compe tências e habilidades que u tilizamos no co tidiano. Nossa abordagem compreenderá: a li tera tura por meio da in terpre tação de  te x tos, as múl tiplas linguagens a tra vés de  te x to  verbal e não  verbal e a produção  te x tual por meio da redação. Mas, não é só isso!  Também e xaminaremos os elemen tos cen trais da in terpre tação de  te x tos em língua es trangeira, com propos tas em inglês e espanhol. Bom  trabalho! 
Objeto do Conhecimento
O índio na literatura brasileira:do bom selvagem ao herói sem escrúpulos
Esta seção tem como objetivo geral o estudo de temas,motivos e estilos na literatura brasileira e em outras mani-festações culturais, com ênfase no diálogo que a literaturamantém com as outras artes.O índio, já no primeiro texto sobre o Brasil (
Carta 
, de PeroVaz de Caminha), é elemento de fundamental interesse naconstrução ideológica e estética que o colonizador fez docolonizado. Nos primeiros séculos da colonização, os textosdos historiadores e da literatura catequética dos jesuítas de-ram ao índio um perfil estereotipado, de “tabula rasa”, que,de certa forma, vai ser mantido até o advento da literaturaromântica de Gonçalves Dias e de José de Alencar.Na literatura brasileira, o termo
indianismo
faz refe-rência à idealização do indígena, por vezes retratado comoherói nacional. Mas o selvagem exótico logo se transformaem herói do Romantismo. O índio então virou moda nomundo e no Brasil e passou a ser referência para a criaçãode uma nacionalidade.Os romances
Iracema 
e
O Guarani 
, de José de Alencar,são símbolos desse período. Os dois livros podem ser desig-nados como romances fundadores, ou seja, obras ficcionaisque representam metaforicamente o início de um mundoe/ou de uma raça. Essa moda durou até o final do séculoXIX, quando o índio sai de cena, temporariamente, já queele volta à literatura na década de 20, com o Modernismo,quando surge Macunaíma, o anti-herói criado por Máriode Andrade. O índio passa a ser mostrado como paródiado índio romântico. É um modo mais refletivo que marca adiferença da cultura brasileira. O Modernismo também re-força a identidade nacional, mas de outro modo. Não maisa valorização do nacional como algo exótico, mas comoparte de um modelo nacional.Mas o que fica é a imagem do bom selvagem Peri, davirgem dos lábios de mel Iracema e do herói sem escrúpu-los Macunaíma.
http://www.conexaoaluno.rj.gov.br/especiais-19d.asp (adaptada).
Para completarmos nossa abordagem de literatura, re-visemos duas obras pré-românticas que trataram da temá-tica indianista:
O Uraguai 
e
Caramuru 
.
O URAGUAI 
– Basílio da GamaA morte de Lindoia
Os trechos mais belos e mais interessantes dessa obra poéticado Arcadismo brasileiro referem-se aos índios. Alguns deles,como a narração da morte de Cacambo, assassinado por Bal-da, e a do desespero e suicídio de Lindoia, dão um tom líricoao poema e podem ser classificados como pré-românticos:Morto Cacambo, amado de Lindoia, por envenenamento, oPe. Balda quis casá-la com o mestiço Baldetta. A cerimôniaestava preparada, todos os chefes aguardavam à entrada dotemplo, mas a noiva não compareceu. Caitutu, irmão de Lin-doia, informado pela feiticeira Tanajura sobre o paradeiro dairmã, foi buscá-la e a encontrou num bosque, deitada sobrea relva, com uma serpente sobre o corpo. Porque Cacambo,seu amado, fora envenenado, ela, por fidelidade a ele, nãoaceitou o casamento que lhe era imposto, deixando-se picarpor uma serpente. Quando Caitutu a encontrou caída com acobra envolvendo-lhe o corpo, atirou uma flecha na serpentepara salvar a irmã, mas já estava morta.
CARAMURU – Santa Rita Durão
O afogamento de Moema
Caramuru
é um poema do Arcadismo brasileiro que narraa história (lenda?) do aventureiro Diogo Álvares Correia,que naufraga na costa da Bahia, no século XVI. O episó-dio antológico desse poema é o afogamento de Moema,que delineia o momento mais dramático da obra. Moema,diante da infortunada rejeição, lança-se ao mar atrás donavio do seu amado português Diogo, o Caramuru, quese dirige à Europa para o casamento com a rival índia Para-guaçu. Moema perece tragada pelas ondas.
 
35
Universidade Aberta do Nordeste
LITERATURA E INTERTEXTUALIDADE
A literatura é uma arte polissêmica e polifônica, dialogaconstantemente com outras artes, notadamente as artesplásticas. O escritor, para usar uma expressão de MuriloMendes, mantém sempre o “olho armado” e, à maneira deum pintor ou escultor, fixa a eternidade de um momento.
Intertextualidade
Uma obra literária pode ser construída tomando outra comomodelo ou referência. Assim, quando um autor utiliza textosde outros autores para construir seu próprio texto, dá-se o fe-nômeno da intertextualidade. Porém, chama-se
intratextu-alidade
quando ele retoma sua própria obra, reescrevendo-a. Dois conceitos são indispensáveis para a compreensão dofenômeno da intertextualidade: paródia e paráfrase.
Paródia e Paráfrase
Paródia constitui o procedimento intertextual em que setoma o texto de outro autor com a intenção de criti-lo, des-caracteri-lo etc. Já a paráfrase, ao contrário, é a retomada deum texto sem intenção de criticá-lo, mas de concordar comele. Trata-se da reafirmação, em palavras diferentes, do mes-mo sentido do texto original (intertexto).Para exemplificar essa característica da produção literá-ria, é válido analisarmos a introdução do segundo capítuloda obra
Macunaíma
, em que Mário de Andrade retoma aspalavras de José de Alencar, em
Iracema
, ao apresentar nanarrativa o seu personagem principal e anti-herói. Observeos fragmentos das duas obras:
Em Iracema:
Além, muito além daquela serra, que ainda azula no ho- rizonte, nasceu Iracema. Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graú- na, e mais longos que seu talhe de palmeira. (...) 
Em Macunaíma:
No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite.
Ao optar pela alusão ao romance de José de Alencar,Mário de Andrade, ao mesmo tempo em que traz para otexto o fragmento do autor indianista, reconstrói o discur-so original para remontar um outro texto. Mesmo utilizan-do elementos da natureza brasileira – que é uma carac-terística dos textos do Romantismo – a nova composiçãodistorce ou nega a ideia inicial de exaltação do elementoindígena que, no texto modernista, é na realidade um anti-herói, e não o “bom selvagem” do Romantismo.
Questão Comentada
|C5-H17|
Os quadros reproduzidos a seguir dialogam com três obras daliteratura brasileira. Com base em seus conhecimentos literáriose nos motivos retratados pelos artistas plásticos, assinale a alter-nativa verdadeira sobre fatos relativos às personagens em foco.
Lindoia, José Maria de Medeiros, 1882.jpgpt.wikipedia.org
Moema 
, Victor Meirelles, 1866. Museu deArte de São Paulo. sasarte.arteblog.com.br
Iracema 
, óleo sobre tela, 167,5 x250,2cm. José Maria de Medeiros, 1884. Rio deJaneiro, Museu Nacional de Belas Artes.
a) Victor Meireles retratou, de modo realista, a personagemde
Caramuru 
.b) As três personagens retratadas tiveram um destino comum:foram abandonadas pelos seus companheiros.c) As duas primeiras obras retratam motivos árcades, ao passoque a terceira apresenta um motivo romântico.d) O artista focalizou um momento prazeroso na vida de Moe-ma: o banho de sol à beira-mar.e) O artista focalizou o corpo de Lindoia, ao pé de um cipreste,morta a flechadas por uma tribo inimiga.
Solução Comentada:
Victor Meireles, ao retratar a personagemMoema, de
Caramuru
, não o fez de modo realista, mas românti-co. Com um olhar romântico, ele retratou o corpo da jovem mor-ta, deitado à beira do mar, numa pose sensual, com a tanga presaapenas a um dos lados dos quadris, a perna esquerda apoiadanuma rocha e os cabelos soltos espalhados na areia. O mar apa-rece difusamente por detrás e, ao longe, percebe-se a mata, ondesobressaem algumas árvores e palmeiras. Está, portanto, falso oitem A. É também falso o item B, porque Lindoia, personagem do
O Uraguai 
, não foi abandonada pelo companheiro. Cacambo, seuamado, foi envenenado, e ela, fiel a ele, não aceitou um casamen-to que lhe foi imposto, deixando-se picar por uma serpente numbosque. O item C está correto, pois Moema (do épico
Caramuru
)e Lindoia (do épico
O Uraguai 
) pertencem ao Arcadismo, ao pas-so que Iracema, do romance homônimo, é obra do Romantismo.

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