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eta_hoffmann_o_homem_de_areia

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04/28/2013

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Suattrrr,ir.r-
nalt.'tt.ro.lt,r,ìoa-rrilliirl.irrlclcslrilir-tosterirlrlr.rrdoaripr.raroprofc5\(,rnternuiülsrentenspi_úéCopélia'chaikórrkirradiaconrrovamenteìorreu,emHoffmannICarta,s-rcra,bebobourgognenette',umodaqueleatos","Ondeseus<quenã<l
Ol-llovrur,rDE Annrn
E.T.A.loffmann
De;NathanielPara:othairePorcertovocêsdevem estarnervosos oreunão escreverá muitotempo-tempodemais.Minha mãe, enhecerteza,stáangadaClaradevestarpensandoueestou passandomeu tempo nadevassidão, ompletamenteesquecidoe seu rosto beloe angelical,mpressoão profundamenteemrneucoração.Mas nãoé o caso.Diariamente,odas shoras,u pensomtodos;ocêseminhaadorávelClara surgeem meus sonhos,orrindoparamim com seusolhos brilhantes,comofaziaquando eu estavaomvocês.Mas comoconseguir escreverestandoeutomadopela perturbaçãoqueatrapalhaodosos meus pensamentos?lgoterrível cruzou meu caminho.Maus presságiosm relaçãoa um tenebrosouturo pesamobremimcomonuvensarregadas,ue nenhum raiode sol consegueenetrar.Direioqueaconteceu. evocontarepercebo,poisde pensar omeçorircomoum maluco.Ah, meu caro Lothaire,omo possoomeçar?omofazêloperceberueoqueaconteceu omigohá algunsdiaspoderealmenteercausadom efeitoatalemminha vida?Sevocêestivessequi,poderia ercomseuslhos;mas,pelo queacredito, ocêcertamenteaimeconsiderarum louco queantasmas.ara esumir,digo que esse contecimentoor-rível,a dolorosampressãoue em vãocontarei,oénadamaisquesso-quealgunsdiasatrás,exatamenteodia 30 de outubro ao meio-dia,mvendedordebarômetrosntrou em meuquartoparâmeoferecer uasmer-cadorias. u nãocomprei nada,eameaceiogáJoescada baixo,depoisdisso le saiusozinho.Apenasircunstâncias eculiares, ocêpode suspeitar, exercendoran-de influênciasobre minha vida,podem terimportânciadiante deumfatodesse. lémdisso, pessoa aqueleazarado endedordeve erprovocadomÉ
 
efeitouimem mim.Foio queaconteceu,efato.precisomeesforçar1r.i"mecontrolar,e pacientee calmamentehecontarsobreminhr
r;ut'elltl:l,Ì-
eexplicara situaçãoombastanteclarezaaravocê.comoestouprest..começar,maginoque vocêestá indoe claraestáxclamando,.e,,.lri.l,,_rianfantill"Riamdemim,mpÌoro,iamo máximoquepuderem.{as.,i,.Deus!Meuspêlosearrepiam,é emmeioaminhaoucuraqueosconr.iri,,aoriso,como FranzMoorconvidavaDanielnapeçadeschiller.Masohu-mosàminhahistória.Excetoduranteojantar,eu, meusrmãoseminhasrmãscostumávarn..vermeu paimuitopoucoduranteodia.Tâlvezeleossemuitoocupadoeurseurabalhoomum.Depoisdojantar,queeraservidoeacordoomo\velhosostumes,ssetehorasda noite,odosnós amosomminhamãearrescritórioe meupai e nossentávamosmesaedonda,ondeeìeumavabebiaseugrandeopodecerveja.Geralmenteelenoscontavamaravilhosashistóriase ficavaãoenvolvidoaocontálasqueseucachimbosemprescapagava.ssim,eutinhade reacendê-loovamentecomum palito,algoqueeugostavamuitode fazer.GeraÌmenteeletambémnosdava ivrosdcgravurassentava-sem suapoltrona,emsilêncioepensativo,oprandou-vensgrossase fumaça,demodoquenósparecíamosstarnadandonasnuvens.Emnoitesomo essâ,minhamãeicavamuitomelancólica,e assirnqueo relógiondicavaovehorasda noite,eÌadizia:-Agora,crianças,ocêsêmde irparaacama.cama!o Homemdefueiaestándo,estouendo.E,de fato,eusempreescutavalgocomurnpassopesadoanastadoubindoasescadas.upensavaehatardo Homem deA,reia.certavez,quandoo baruìhodospassosoiassustador,ergunteiaminhrmãeenquantoela noscoìocavaaradormir:-Mamãe,Mama,queméessemalvadolomemde Areia,quesempreosafastae papai?omoeleé?-NãoexistenenhumHomemdeAreia,meuquerido-elarespondeu.-Quandodigo queoFlomemde fueiaestáchegando,ó queroclizerqtrevocêsstãoonolentosnãoconseguemmanteros olhosabertoscomosehouvessereiadentrodeles.Essaespostaãomedeixousatisfeitoassim,ogosurgiuemminhamen-tepuerila déiade que minhamãeapenasegâvaexistênciao llomemcleAreiaparaquenãoivéssemosedo dele.corncertezaÌrsempreescutavasribirrdosescadas'uriosoparaconhecermaisarespeitodoHomemde-\rcilesuarelaçãocomascrianças'eu'Porfirn'pergunteiàsenhoraque;"ìJ*"deminhairmãmaisnovacomooHomemdafueiaera'""-l-r,q'-eladisse,r''ocêindanãosabe?leéumhomemmâu'queapa-reccarâascriançasuandoeÌasnãoqueremdormireiogaumpunhadodearcirÌenbodosolhosdelas'eentãoelasomeçamasangraracabeça'Elecolocaosolhosdelasemumsacoeoscarregaluacrescentearaaìimentarsc,r,ilhos,queicamemumninhosobrela'ElesêmbicoscurvadosomoosdecoruiasaÍaquePossamegarsolhosdascriançasurnanas'travessas'Umaimage*-uiàmaisassustadoraoHomemde fueiaficouemmi-nhamente;assim,quandoescuteiobarulhonaescadanoite'tremide,^*,,esusto,,.,inhamãenãoconseguiaazercomque euparasseegri-tar"O HomemdefueialOHomemdeAreia!"'chorando'Depoisdisso'corriparaomeuquarto,ondeatenebrosapariçãooHomemdeAreiameassustounoiteoda'Euestavaemcrescidinhoparaperceberueaendanfantilsobreele eoninhodefilhosnaluacrescentenaopodiaserverdadeira'masmesmoassimol{omemdefueiacontinuousendoumespectroaterrorizante,eeufuitoma-dopelomedomaisprofundoquandooescuteimavez'nãoapenasubindoasescadas,asviolentamenteo'ç"tdoaportadoquartodemeupaie entran-clo.Àsvezeseleficavaongepormuitotempo'masdepoisdesseeríodosuasvisitasramreqüentes'ssodurouanos'maseunãoconsegtliameacostumarcom o tenívelmonstro;aimagemdoassustadoromemdeA'reianãodesa-parecia. uaelaçãoommeupaiocupavameusPensamentosadaezmais'\Ias,mesmoassim,mmedoncontrolávelmeimpediaeperguntaraomeupaisobrele.Masalvezeu,eumesmo'udesseenetrarmistérioeprendero tenebrosoomemdefueia-foiesseesefoueomoucontademim du-ratrteatros.OÍIomemdeAreiahaviameapresentadodéi'asemaravilhastperapidamenteicaramemminhamentedecriança'Euadoravaerououvirhistórias erríveisobremonstros,ruxas'pigmeusetc'masopiordetodoseraoHornemdeueia,aquemeusemPreesenhavaomgizoucawãoem me-sas,alcõesttprrad",,darnaneiramaisestranhaassustadora'Quandoeutinhal0anos,minhamãemetiroudoquartodascriançasmecolocouemumPequenoquartoocalizadoemumcorredorpertodocluartoemeupai'NIcsmoassirn'omoantes'éramosbrigadospartirra-pidamentequandoorelógiomarcavaovehoras'assimueosPassosesco-
 
nhecidosoavâm osdegraus.e meupequenouartouconseguiari;,rrcornoele entrava oquartodemeupai,eentão oiquepareci.l.f..r.i,umlevevaporcomumodor diferenteendoespalhadoelacasa.Ca,l.,,.,mais orte,om minhacuriosidade,umentavainhadecisão",.1.1g,,.,,,:,forma,chegarao Homemde Areia.Geralmenteeusaíademeuquart.i.1ao corredordepoisqueminhamãe passa'a,masnuncaconseguidescu,l,r,ìnada.o Ftrornemeueiasempreentravantese euconseguir,êlo.,-ilr;il-mente,omadoporuma vontaderresistível,ecidiesconder-meoq**riÍ)demeu paieesperar ueoHomemdeueiachegasse.Pelosilênciodemeu paie a melancoliade minhamãe,percebicrtiinoitequeoHomemdeAreiaestavahegando.ssim,imuleiestaransado.deixeio escritório ntesasnoveda noitee meescondiemumcanto,pcrtrrda porta.A portadacasa ezum barulhoeouviram-seassosentosatraves-sandoo corredornadireçãoda escada.Minhamãe passouormimcomasoutrascrianças.Devagar,emdevagar,briaporta doquartodemeupai.Eleestavaentado,omosempre,emsilêncio,comascostasiradasaraaporta.Nãopercebeuminhapresençaeu rapidamententreinoquartoemeesconditrása cortinaquecobriaumarmárioabertopróximodaporta,no qualas roupasdeleestavamenduradas.spassosoramficandocadavez maispróximoshouveumatosseeshanha,marranhare murmúriosdo adode ora.Meucoraçãoatia ortedeansiedade.mpassoirmeperto,bempertoda portao rápidovirarda maçanetaa portaoiabertacomumestrondo.evandominhacoragemaoextremo,espieicuidadosamente.Homemde Areia estavam pédiantede meupainomeiodo quarto,aluzdasvelasrilhavasobreeuosto.oHomemde Areia,o tenebrosoHomemde Areia,eraovelhoadvogadooppelius,quesempreantavaonosco.Masnemmesmoomonshomaisassustadoroderiaer mecausadomaishorrorqueo própriocoppeÌius.magineumhomemdeombros argos,omacabeçaesproporcionalmenterande,m rostoocre,umparde sobrancelhasenormesommuitosêlosrancos,obasquaislhos erdesomoosdegatosemitiamoolharmaispenetrante,com umgrandenarizcurvadosobre eulábiosuperior.ua bocasempresboçavamrisomalicioso,uandoalgumasmarcasermelhaspareciammsua acee umeshanhoomsussurradoodiaserescutadouandoelealava.oppeliussemprepareciaajandoumaca-misacinza,com umcorteantiquado,ompaletóe calçasa mesmaor, easmeiasrampretas,seusapatosinhamo adornode ivelaseágata.I'mapequenâPeÍucamalcobriaacabeça'scachosicavarnemacimade.,,,ì.rr.i'f,",gr,"ã"'evermeìhasrnuitosiosdepêlosmostravam-semseunelcoço'eofechodouradoquedobravauagravataodiaserclaramenteisto'ïil;;,"e'ahorrívelerepuìsivo'orémomaisnoientoparanós'crianças'er:llnseusdedospeludo''Naverdade'nãogostávamosecornernadaqueelei'ï.rt.i"*Uo'Elehaviapercebidosso'eaproveitava'ornumpretextoououtro,paraocarem'lg;;;fatiadebolooualgumarutaque'nossaueridartrãetivessecolocadosilenciosamenteemno,*,pratos,simplesmentepeloprdzeÍdeosut'uo"to*lágrimasnosolhos'comnoioeódio'nãomaisca-p,rzeseaproveitardelíciaiertada'Eleagiadamesmamaneiraemeriados'quandomeupainosdavaumataçaPequenaesucodeuva'Entãoelegentil-tnentecolocavaamãosobreela,outalvezatéalevasseaseuslábiosazuis,rin.dodemodocruel,esóconseguíamosexPressarnossaindignaçãocomsoluçossilenciosos.les.*pre,,o,Jh"-ruadebestinhas;ósnãoousávamosizerqualquerpalavraquandoeleestavaresente'paranãohaveroriscodexingaraquelehomemfeioerudequesempestanejarestragavanossosprazeres.Mi-ni't,,na.pareciaodiarorepulsivoCoppeÌiusantoquantonós'umavezque'assimqueelechegava,"""*'"'"receptivaealegredeÌaseransformavamapagadaolenidade'út"p'isedirigiaaCoppeliuscomos€elefosseumseÍsuperior,uiosmaus*odoìünhamdeseroleradosaquemdeveriaagtaàarqualquercusto'EÌe'O'""i"u"daromínimosinaleseusratosavoritosramirlp"r"aor,eosmelhoresvinhoseramservidos'AoverCoppeliusali,umpensamentoterrorizadoomouposseeminhaalma:ninguémmaisaìCmdelepodiaseroHomemdeAreia'MasoHomemdefueianãoeramaisomonstrodeumahistóriainfanti[,queofereciaosolhosdascriançasaseusfilhotesnoninhoemnoitedeluacrescente.Não.Eleeraummonstroerríveleespectral'uetraziaconsigoódio'misériaedestruiçãotemporaiseternassemprequesurgta'Fiqueiprrrti"ao"olugar'to*obumencanto'Correndooriscodeserdescoberto,comoprevi'deserseveramenteunido'continueiespiandopelasortinas'Meup'i"t"b"uCopPeliuscomcerimônia'-Agora,"ono,,ot"balhol-disseCoppeliuscomumâvozgÍaveerouca'aoirarseuPaletó'Caladoetaciturnomeupaitirouseupiiamaeosdoisvestiram-seomtrajespretos.Nãovideondeelesosiraram'MeupaiabriuaportadoqueeusemPreenseiserumarmário'Masagoraeuvianãoseratardeumar-
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E.T.A.HoffmannOHorraeluotAtere
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