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1. Filipenses 1.1,2 - História da Cidade, Autoria, Conteúdo, Esboço

1. Filipenses 1.1,2 - História da Cidade, Autoria, Conteúdo, Esboço

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07/10/2013

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Missão Episcopal Casa da Graça http://iecbportoalegre.blogspot.com
SÉRIESÉRIEEXPOSITIVA: FILIPENSES: FILIPENSES
CIDADE, AUTORIA, CONTEÚDO, ESBOÇOF
ILIPENSES
1:1,2
 Introdução Introdução
A Bíblia é, seguramente, o livro mais atacado em toda a história da humanidade. Gran-des e pequenos, famosos e anônimos, gente de toda raça tem se curvado diante da infernalmissão de atacar a Bíblia. O objetivo final é fazer com que as pessoas considerem-na comoum livro tendencioso, preconceituoso, escrito com o propósito principal de preservar a cultu-ra do povo judeu.Uma pergunta surge diante de uma realidade dura como esta:
“por que não consegui-ram seu intento? Por que, a despeito de tantos ataques, a Bíblia continua a ser impressa e éconsiderado o livro mais vendido de todos os tempos?” 
A resposta é única: porque ela é a Palavra de Deus. E veja o que o Senhor disse sobreSua Palavra:
“eu velo sobre a minha palavra para cumpri-la”
(Jr. 1:12). Disse mais ainda:
“Assimcomo a chuva e a neve descem dos céus e não voltam para eles sem regarem a terra e fazerem-na bro-tar e florescer, para ela produzir semente para o semeador e pão para o que come, assim também ocor-re com a palavra que sai da minha boca: ela não voltará para mim vazia, mas fará o que desejo e atin- girá o propósito para o qual a enviei”
(Is. 55:10,11 – NVI).Portanto, continuem os opositores a baterem, a Palavra de Deus continuará a transfor-mar vidas a abrir os olhos do coração e a abençoar todos os que nela buscam alimento parasuas almas.A carta aos Filipenses faz parte do todo da Palavra de Deus, compõe o
Cânon Sagrado
.Estudá-la utilizando o método expositivo trará aos nossos corações lições preciosas vindas daparte do Senhor Deus.
1 - História da Cidade1 - História da Cidade
Sem um devido conhecimento da história e geografia de Filipos, é impossível extrair deFilipenses um estudo suficientemente proveitoso.Filipe II, pai de Alexandre o Grande, foi um homem de energia incansável, de determi-nação e de talento organizador. Quando subiu ao trono, em 359 a.C., a "Macedônia", sobre aqual começou a reinar, era uma pequena parte daquela vasta região que originalmente cha-mava-se
Trácia
.
 
Ao oriente, nem chegava a atingir o Rio Strimon. Ao sul, fora de seus limites,ficava a tripartida Península Calcídica. Ao ocidente, mal atingia o que hoje é a Albânia. E aonorte, se estendia aproximadamente uns sessenta e cinco quilômetros para o que hoje é aIugoslávia.Filipe determinou estabelecer um exército "modernizado". Ele o muniu de lanças maislongas, cavalarias de choque, melhor organização, etc. Com estes novos instrumentos, eledeu início ao seu domínio.
 
Exércitos e expedições são, contudo, dispendio-sos. Então Filipe se anexou à região au-rífera na circunvizinhança de um lugar que, devido a suas numerosas fontes, era denomina-da
Crenides,
que significa "Pequenas Fontes". Ele engrandeceu esta cidade, chamando-a "Fi-lipos", em sua própria honra.Ele explorou as minas de ouro, com tal avidez, que as fez produzir mais de mil talentosde ouro por ano, empregando parte da renda para manter seu exército e parte para engran-decer seu reino por meio de suborno. Dizem ser dele a seguinte frase:
“Nenhuma fortaleza, acujos muros um jumento carregado de ouro pode ser conduzido, é inexpugnável” 
. E assim,
“este ouro de Crenides se espalhou pela Grécia, precedendo as falanges como guardas avan-çadas, e abrindo mais portões que os aríetes e as catapultas” 
(Heuzey).E a expansão territorial iniciada por Filipe foi continuada numa escala sempre crescen-te, por seu filho, Alexandre.Inestimáveis consequências emanaram desta conquista. Tem-se dito com muito acertoque, se Filipe e Alexandre não tivessem ido ao Oriente, Paulo e o Evangelho por ele procla-mado não teriam entrado no Ocidente, pois foram estes conquistadores que criaram
um
mundo de fala helenística, tornando possível a difusão do Evangelho em muitas regiões.A cidade fundada por Filipe ficava a uns quinze quilômetros no interior do Golfo de Neá-polis (hoje Kolpos Kavallas), a noroeste da Ilha de Tarso, no Mar Egeu.Para chegar a Filipos, vindo do mar, alguém teria que entrar num porto que, à seme-lhança de muitos outros lugares, recebia o nome de Neápolis, isto é, “cidade nova”. Prova-velmente porque este foi o local onde Paulo desembarcou, trazendo o Evangelho de Cristo, econsequentemente chamado Cristópolis. Ela ainda subsiste com o nome de Kavalla, e é hojeo centro industrial de tabaco da Grécia.Dois séculos depois da fundação de Filipos, Roma conquistou a Macedônia, dividindo-aem quatro distri-tos políticos. Ao famoso general, Emilius Paulus, pertence a glória da vitóriadecisiva em Pidna (junto ao Monte Olimpos) nas costas ocidentais do Golfo de Salônica (168a.C.). Por esse tempo, contudo, tendo-se as minas de ouro praticamente se exaurido, a cida-de de Filipos reduziu-se a ‘um pequeno povoado’. No ano 146 a.C, Macedônia tornou-se umadas seis províncias governadas por Roma.O subsequente engrandecimento da cidade resul-tou do importante acontecimento quese deu em 42 a.C. Refere-se àquela batalha histórica que se deu em Filipos entre Brutus eCassius, como defensores da república romana, de um lado, e Antônio e Otaviano, como vin-gadores da morte de César, de outro. Depois de dois combates, Antônio e Otaviano foram vi-toriosos, enquanto que Brutus e Cassius foram mortos.Logo depois, Filipos foi convertida em
colônia
romana e denominada
Colônia Júlia Fili- pensis.
Antônio estabeleceu aí alguns de seus veteranos licenciados.Com a morte de Antônio (matou-se junto com sua amante – Cleópatra), Otaviano torna-se, o único cabeça do Império Romano. O seu novo nome passou a ser
Caesar Augustus
(Cé-sar Augusto). Em 29 a.C. ele foi declarado
Imperador;
em 27
a.C., Augustus.
Quando despojou os partidários de António de suas posses na Itália, a eles foi dado oprivilégio de juntar-se aos primitivos de fala latina estabelecidos em Filipos. O nome desta ci-dade tornou-se agora COLONIA JÚLIA AUGUSTA VICTRIX PHILIPPENSIUM.Filipos, pois, era uma
colônia
romana. Como tal ela era uma Roma em miniatura, umareprodução, em pequena escala, da cidade imperial. Seus habitantes eram predominante-mente romanos, ainda que os nativos viviam misturados, e pouco a pouco se foram mesclan-do.Era natural que os cidadãos romanos se orgulhas-sem grandemente em ser romanos.Não obstante, eles gozavam de todos os direitos de cidadania romana, como qualquer outro(romano), tais como a isenção de sofrer açoites, de ser presos, exceto em casos extre-mos, eo direito de apelar ao imperador. Seus nomes permaneciam nos róis das tribos romanas. Sualíngua era o latim. Gostavam de vestir-se à moda romana. As moedas de Filipos eram cunha-das com inscrições latinas. Cada veterano recebia do imperador uma porção de terra em do-ação.À comunidade toda, além do mais, foi conferido o
 Jus Italicum,
de maneira que os habi-tantes desta cidade gozavam não só dos privilégios econômicos, tais como isenção do tributo
 
e o direito de adquirir, con-servar e transferir propriedades, mas também das vantagens polí-ticas, como a independência de receber interferência do governador provincial, bem como odireito e responsabilidade de regulamentar seus pró-prios assuntos cívicos.O controle do governo da cidade estava em poder de oficiais que gostavam de chamar-se de
 praetores duumviri,
isto é,
os dois comandantes civis,
tradução livre do grego
strate-goi
.Ao criar aqui e ali tais
colônias,
Roma sabia muito bem o que fazia. As vantagens erammútuas: não somente fazia com que
os colonizadores
recebessem muitos privilégios, como jáfoi demonstrado acima, mas também
Roma
se aproveitava deste sistema para que dessa for-ma suas fronteiras fossem bem protegidas contra os inimigos e, ao mesmo tempo, seus vete-ranos fossem recompensados.Agora estamos em melhor condição de entender:(a) o que Lucas nos conta em Atos 16, com referência ao estabelecimento da igreja emFilipos, e(b) a Epístola de Paulo aos Filipenses. Paulo, ao escrever da prisão em Roma, faz men-ção do progresso do evangelho entre os membros da
guarda pretoriana
(1:13). Ele se referea essa guarda porque sabia que seus leitores, muitos dos quais sem dúvida pertenciam às fa-mílias de veteranos, sentiriam um vivo interesse nesse detalhe. Em nenhuma outra epístolaapostólica se faz menção dessa guarda.Ele lhes escreveu:
“Vivei, acima de tudo, por modo digno do evangelho de Cristo…”
(1:27). Àluz dos fatos já enumerados, é provável que a cidadania terrena (romana), da qual os filipen-ses se orgulhavam, seja
a ideia subjacente
da cidadania celestial a que o Apóstolo se refere.Assim, ainda que muitos cidadãos de Filipos provavelmente se sentissem perfeitamente tran-quilos em sua cidade, de maneira tal que não trocariam Filipos, nem mesmo por Roma, como fim de estabelecer aí sua residência, os crentes, pelo contrário, jamais se sentiam em casaaqui na terra. Eles sabem muito bem que o seu lar, a pátria à qual pertencem como cida-dãos, está no céu, e que são passageiros e peregrinos aqui embaixo (Fp. 3:20).Ele fala dos dolorosos sofrimentos que os leitores têm que suportar e o amargo conflitoem que se acham envolvidos (1:27-30). Filipos, sendo essencialmente romana, tinha seu cul-to imperial. É fácil concluir que a comunidade não cristã — especialmente os
augustianos
que deificavam o imperador — exercesse forte pressão sobre os crentes para obrigá-los a to-mar parte na adoração prestada ao imperador. A resistência a essa pressão resultava em re-presália e perseguição. Indubi-tavelmente, isto fazia
 parte de
seu sofrimento.Numa colônia romana, mais que em qualquer outro lugar, havia tendência de bajular aNero com títulos e honras divinos. Por essa razão é que nesta Epístola (aos Filipenses) seproclamam a glória de Cristo e sua plena divindade (2:5-10), a fim de que seus leitores per-manecessem inquebrantavelmente leais a
Ele,
como seu
único
Deus e Salvador.
 2 – Paulo em Filipos 2 – Paulo em Filipos
A intenção de Paulo, de penetrar na província romana da Ásia, durante sua segunda via-gem missionária, foi momentaneamente frustrada. Então, ele tomou a estrada que ia para onorte, na direção da Antioquia da Pisídia, atravessou a cordilheira monta-nhosa do SultãoDagh, e prosseguiu para o norte, che-gando, ele e seu grupo, aos limites da Bitínia, uma pro-víncia senatorial a noroeste da Ásia (At. 16:6).Ao tentar entrar na Bitínia pela estrada ao norte, para a Nicomédia, Paulo foi outra vezimpedido (At. 16:7), pelo que ele se voltou para o oeste. Desceu a linha costeira de Trôade,onde o grupo apostólico parou. Ainda que Trôade seja hoje uma ruína deserta, nos dias doApóstolo era um dos principais portos da Ásia. Foi aqui que Paulo recebeu uma visão em queouviu o desafio:
“Passa à Macedônia e ajuda-nos”
(At. 16:9). Aqui também Lucas se juntou aeles.Atendendo imediatamente a este desafio, Paulo navegou direto para a Samotrácia. Emseguida o grupo alcançou Neápolis, porto de Filipos. Aqui a viagem a barco terminou. Esta vi-agem foi rápida, com a duração de apenas
dois
dias. De Neápolis a Filipos, os missionáriosprosseguiram a pé.

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