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PORNOGRAFIA* O vício de maridos que produz sofrimento e
humilhação nas esposas

Julio Severo
Sexo. Sua presença está com a raça humana desde o início dos
tempos, mas nem sempre se entendeu seu significado. Não foi criado
de qualquer jeito e sem pensar, mas planejado para completar uma
importante união. Tem o poder de criar e, se mal usado, pode
devastar. É fonte de grande prazer ou total destruição. E para os
homens, se tornou objeto de obsessão e exploração.

Lembra-se da profissão mais antiga do mundo? A prostituição
sempre foi um problema comum. As antigas cidades de Sodoma e
Gomorra representam o máximo da imoralidade sexual.

No entanto, o que acontece em nossa época é totalmente novo.

Antes da era das revistas pornográficas e da Internet, os homens
tinham de ir a algum lugar para cometer pecados sexuais. No
passado, o sexo ilícito acontecia de duas formas mais comuns: nas
zonas de prostituição e nos casos de adultério. Era preciso muito
esforço para praticar fantasias sexuais, pois não havia fotos de
mulheres nuas ou de calcinha.

Mas hoje é diferente. Nunca antes foi como é agora.

Nunca antes existiu a oportunidade de alimentar e cultivar um vício
secreto. Com a chegada da Internet, tudo mudou. O que antes estava
longe e exigia esforço para alcançar, agora pode-se experimentar
com um simples clique do mouse. O sexo na Internet oferece de
tudo: bate-papos sexuais ao vivo com parceiros do mundo inteiro,
fotos e vídeos contendo imagens de excitantes corpos femininos, etc.
A conseqüência é que os homens acabam se tornando consumidores
descontrolados dessas ofertas.

Sem mencionar a TV e as revistas. Para todos os lugares onde olham,
os homens se deparam com imagens de mulheres sedutoras. Até
mesmo as super-heroínas mais “inocentes” dos programas de TV têm
seios grandes e sensuais e roupas bem curtas.

Assim é que, como o gênio da lâmpada pronto para satisfazer aos
desejos da imaginação de um homem, a Internet, as revistas e a TV
rodeiam os olhos e a mente masculina com suas estonteantes iguarias
de nudez e sexo. Será que seria difícil imaginar a reação dos homens
a esses convites? Anualmente, a indústria pornográfica lucra uns 20
bilhões de dólares.

A pornografia não é um problema?

Muitas vezes a pornografia é considerada um “crime sem vítimas”.
Há pessoas que acham que não há nada de mais em ver fotos e cenas
de sexo ou de mulheres nuas. Mas no rastro desse vício há
casamentos desfeitos, esposas inocentes abusadas emocional e
fisicamente, meninas e moças estupradas e famílias financeiramente
devastadas.

As estatísticas são de assombrar:
· As crianças, em média, são expostas à pornografia com a idade de 8
anos.
· 75 por cento dos estupradores condenados confessam que
praticaram em suas vítimas as cenas que viram na pornografia.
· 80 por cento dos estupradores de crianças confessam que seu
problema começou através da pornografia.
Então, quem é que poderia afirmar que a pornografia não prejudica
ninguém? As vítimas desse vício são homens, cujas fantasias se
tornaram desejos escravizantes. Elas são mulheres e crianças cujos
corpos são usados como objetos descartáveis. Elas são as filhas que
aprendem que o único modo de elas poderem receber amor é através
do sexo e da sedução. Elas são as famílias que experimentam a
destruição de sua segurança e auto-estima porque um pai ou filho
não consegue mais ver as mulheres com dignidade e respeito, mas só
como objetos de prazer. Enquanto se debate se a pornografia é
prejudicial, a sociedade paga um alto preço com o aumento de
casamentos desfeitos e crimes sexuais violentos.

Há a necessidade de os homens serem conscientizados e ajudados a não fazer pouco caso dos riscos que a pornografia fácil da Internet representa. A seguir apresentamos testemunhos de vítimas:

Esposas de Viciados em Pornografia
Estive casada com um homem abusivo durante 18 anos. Ele me
usava para praticar suas fantasias pornográficas. Desrespeito, raiva,
desprezo, humilhação, dor, confusão e traumas profundos são apenas
algumas das palavras que descrevem o modo como me sentia quando
lembro o que vivi. Procuro não pensar no passado para não ficar
doida. Tentei tudo o que eu podia para me conduzir conforme as
mulheres das fotos. Pensei que fazendo isso salvaria meu casamento.
Logo percebi que eu não era nada, a não ser um objeto para ser usada
e abusada para satisfazer os prazeres dele. Escapei do sofrimento,
mas paguei um preço alto. Meus filhos e eu sabemos que a
pornografia prejudica de muitas formas. Mas Deus é fiel e ele está
restaurando os muitos anos de traumas. Ex-esposa de um viciado em
pornografia.
Tudo começou quando meu marido passou a dar olhadas em revistas
pornográficas. Depois, ele começou a ir a clubes de strip e procurar

prostitutas. Laurie Hall, esposa de um viciado em pornografia.
Sou casada há mais de 14 anos. Todo esse tempo, meu marido
sempre foi viciado em pornografia. Odeio até mesmo usar essa
palavra. Ele usa revistas, Internet e vai a lojas de materiais
pornográficos. Ele me arrastou para esse vício durante anos e eu
acompanhei, só para agradar a ele. Mas acabei não agüentando mais.
Ele começou a abusar de mim fÍsica, mental e verbalmente. O que é
mais difícil de aceitar é quando ele diz que a pornografia não teve
efeito algum em nossa família. Deus nos ajude. Esposa de um
viciado em pornografia.
Meu marido e eu parecíamos ter um bom casamento exteriormente,
mas eu sofria abusos verbais e experimentava bem pouco amor e
intimidade. Meu marido estava sempre ocupado demais para mim.
Quando recebi uma ligação telefônica de uma mulher com quem ele
estava envolvido, as peças do quebra-cabeças de 25 anos começaram
a se encaixar. Nos anos seguintes, descobri que meu marido tinha
uma vida secreta que incluía um antigo vício sexual a muitas formas
de pornografia, inclusive casos, vídeos obscenos, pornografia na TV
por assinatura, etc. Há anos estou me recuperando dos abusos
emocionais, rejeição, traições, falta de intimidade, humilhação e
vergonha que faziam parte da minha vida. Foram experiências
dolorosas, mas com a ajuda de Deus agora estou a salvo, feliz e em
paz. Ex-esposa de um viciado em pornografia.
Fui casada durante 12 anos com um homem viciado em pornografia.
Esse vício controlava a vida dele e quase destruiu a minha. O que
começou como curiosidade para ele terminou como tortura para
mim, pois ele praticava em mim suas fantasias sádicas.A
pornográfica o capturou quando ele era ainda bem adolescente, e o
controlou até destruí-lo. Seus desejos e fantasias sexuais foram
moldados pelas imagens que ele via nas revistas e nos vídeos.A
violência física começou bem cedo no nosso casamento, quando ele
me disse que todas as pessoas eram viciadas em sexo pervertido e em
revistas. Ele me segurava à força na cama e não me largava enquanto
não praticava sua relação violenta e dolorosa. Quando terminava, ele
sentia remorso com o que havia feito e jurava nunca mais fazer. Com
o tempo, porém, ele aos poucos passou a agir como se ele tivesse
direito de usar a força para me obrigar a fazer o que ele queria. Nossa
certidão de casamento se tornou licença para ele me estuprar.Já faz
cinco anos que larguei dele. O processo de minha recuperação tem
sido longo, difícil e caro.----Esse artigo foi resumido do testemunho
escrito dado por uma mulher da Califórnia à Comissão Judiciária do
Senado dos EUA. 23 de julho de 1991. O nome da mulher não foi
revelado a pedido dela.

Igrejas pedem socorro
Patrick Means, em seu livro Men’s Secret Wars (As Guerras Secretas

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