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código de ética comentado e questões

código de ética comentado e questões

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08/08/2013

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 É um princípio que estabelece que a parte que perdeu a ação efetue o pagamento das custas processuais e honorários advocatícios da parte vencedora. Desta forma ela decorre do ato ou efeitode sucumbir, ou seja, de ser vencido.
No aspecto ético (Código de Ética e Disciplina da OAB, publicado no dia 01 de março de 1995, arts.1º, 2º, caput, 3ºe 5º):Para o exercício da advocacia exige-se:a) Conduta compatível com os preceitos do Código de Ética, com o Estatuto da Advocacia, doRegulamento Geral, dos Provimentos. Quanto malferimento campeia neste glorioso e extenso rincãobrasileiro. E, sabidamente, a grande culpa disso recai nas Universidades e Faculdades Jurídicas,que, notadamente, não destacam a disciplina afeta à Deontologia Jurídica, contentado-se,unicamente, em ministrar, às pressas, uma mal dada aula do Estatuto, e olhe lá!b) Conduta que coadune com os princípios da moral individual, social e profissional. Esta é a posturaética esperada, porém, existem os advogados que adoram sair embriagados das festas,socialmente...O advogado, eticamente falando, há de ser um:a) Defensor do Estado Democrático de Direito, da cidadania, da moralidade pública, da Justiça e dapaz social. Vislumbra-se, infelizmente, muita tibieza dos causídicos neste ponto, máxime quando têmque discordar de posições defendidas pela Administração Pública, essa máquina que muito aindaconstrange, ranço de militarismo, mescla de burocracia socialista, sei lá.b) Alguém com consciência de que o Direito deve ser um meio de mitigar as desigualdades, comvistas ao encontro de soluções justas. Visualiza-se, na prática, tantas fábricas de ações, apenas como intento de forçar acordos milagrosos... Na área trabalhista, então, tem-se um bom palco para estetópico, a despeito de se terem excelentes juslaboralistas.c) Atento ao fato de que a Lei é um instrumento para garantir a igualdade de todos. Aqui, o merodogmatismo parece ceder diante de uma formação humanitarista, tão esperada dos causídicos pelosseus clientes.d) Enfim, o exercício da advocacia é inconciliável com qualquer procedimento de mercantilização.Já tivemos oportunidade de assistirmos cenas pitorescas, tais como: um causídico nos dizendo quegostava mesmo era de audiências, porque nelas mostraria a sua habilidade de reperguntar, uma vezque lá podia aparecer à vontade. Que absurdo!Igualmente presenciamos, numa determinada cidade, a distribuição de folhetos nas ruas, dandoconta de que o dito advogado, ali inserto, resolvia problemas trabalhistas de todas as ordens. Umaverdadeira captação de clientela, dando um caráter de similitude àquelas propagandas de "mães desanto", que tanto conhecemos.No que tange ao Estatuto (arts. 1º, § 3º, 4º, ‘caput’, e 10, §§ 1º a 3º):
 
a) É obstado divulgar a advocacia em conjunto com outra atividade. Neste ponto tivemos aoportunidade de observar placas, tais como: "Escritório de Agrimensura e Advocacia", "Imobiliária eAdvocacia".b) Não pode advogar sem estar inscrito na OAB, bem como, não poderá patrocinar mais de cincocausas em outro Estado que não o da sua inscrição, salvo se tiver inscrição suplementar. Tivemosconhecimento de um colega, que, adentrou em nosso Estado, antes mesmo de se expedir acompetente inscrição suplementar, ajuizou mais de setecentas demandas previdenciárias...c) Em havendo mudança de endereço, o advogado haverá de providenciar a sua transferência deinscrição para a Seção a que ficará vinculado. Sabemos de situações que desmentem isso, máximena carreira de Procurador Autárquico Federal, onde não se necessita juntar mandato nos autos...Exerce a profissão num Estado ‘x’ com a inscrição de outra plaga.No plano do Código de Ética (arts. 1º, parág. Único, inciso VIII, 6 º e 7º):a) Usar de influência indevida a seu favor ou do cliente. Aqui, identicamente, conhecemos frases quebem demonstram o desconhecimento disso: "É importante ser amigo dos juízes e desembargadorespara que se tenha um julgamento mais otimizado das causas em que se patrocina". Se algummagistrado é dessa estirpe, gosta de ser paparicado, a grande culpa é dos advogados, que dão essaoportunidade a ele; que fazem o que jamais, eticamente, haveriam de fazer.b) Patrocinar interesses ligados a outras atividades estranhas à advocacia, em que também atua. Vê-se muito o contador que também é advogado, o dono da imobiliária que exerce a advocacia, fazendoas duas coisas de modo concomitante. E, sabidamente, o repórter que se intitula, identicamente,advogado, sustentando isso no ar.... Aí afora só Deus sabe!c) Vincular o seu nome a empreendimentos de cunho manifestamente duvidoso. Os escândalosperpetrados contra o INSS, infelizmente, sempre tem a presença de um causídico. Isso somentedenigre a nossa classe.d) Emprestar concurso em atividades que atentem contra a ética, a moral, a honestidade e adignidade da pessoa humana. Seria crível, destarte, imaginar-se um advogado defendendo a penade morte? É ela compatível com a dimensão que se deve atribuir à dignidade da pessoa humana?e) Entender-se diretamente com a parte adversa que tenha patrono constituído, sem oconsentimento deste. Aqui se vê, e muito, advogado ligando para a parte "ex adversa", sem sequer perguntar se ela tem um advogado constituído, para se lobrigar a viabilidade de um acordo.f) Expor os fatos em juízo falseando - deliberadamente- a verdade ou estribando-se na má-fé. Nestetanto, tivemos a oportunidade de presenciar um colega que sempre aforava execução de sentençade demanda previdenciária, onde, em época transata, o INSS havia parcelado e cumprido o acordode solver umas diferenças beneficiárias. Mas o causídico em tela, como se nada disso soubesse, epasmem porque ele mesmo patrocinou a causa no âmbito do processo cognitivo, ajuizava aexecução cobrando o "quantum" integral.g) É defesa qualquer modalidade de inculcação ou captação de clientela, quanto ao oferecimento deserviços profissionais. Aqui se tem notícias de situações ímpares: a) acaba de ocorrer um acidentede trânsito e o advogado já está lá, distribuindo seus cartõezinhos para os envolvidos no sinistro; b) o
 
defunto nem acabou de morrer, o advogado já está consolando a viúva com a procuração na outramão, alegando que ela não está em condições psicológicas de atender os negócios, cuidar dapapelada, etc.Dos Direitos e Deveres do Advogado:IV.1 - Dos direitos (arts. 6º e 7º, da Lei nº 8.906/94):a) Não há hierarquia entre o advogado e os outros operadores do processo, devendo haver consideração e respeito recíprocos. Aquela estória de juízes e promotores donos de tronos jápassou, todos os partícipes da relação processual são isonômicos, dissemelhando-se, tão-somente,no papel que desempenham. Conheci um promotor que gostava de ordenar mais que o magistrado,tanto que, em uma audiência, queria a todo custo que o juiz colocasse um excerto como se fora odepoimento da testemunha, dando ensanchas para que o julgador o admoestasse, lembrando-o quequem dirige, formalmente, o feito é o Juiz.b) Os direitos vêm elencados no art. 7º, assim resumidos:b.1) ter liberdade de exercício profissional. Tendo o causídico que obedecer as duas vertentes: a Leie à sua Consciência.b.2) Inviolabilidade de seu escritório e demais bancos de dados, salvo ordem judicial e acompanhadoo seu cumprimento por um representante da OAB. Soubemos de tantas invasões a escritórios deadvogado na época do militarismo, as quais, até que enfim, foram obstadas, graças a uma lei quegarante ao causídico um mínimo de segurança para o exercício de seu mister.b.3) Avistar-se com seu cliente, pessoal e reservadamente. Tem-se que banir de vez a prática de umpolicial postado proximamente ao local onde o causídico conversa com o seu cliente. É um absurdoque o Diretor de Presídio não providencie uma sala, com o fito único de servir à entrevista deadvogado/cliente.b.4) Se advogado for preso em flagrante, tem direito a um representante da OAB, para acompanhar a lavratura do mesmo, se por motivo ligado à sua função. Já tivemos notícias de juízes, queentendendo molestados pelo causídico, decretaram e fizeram cumprir a sua prisão, da maneira maisilegal possível. É hora de se levantar contra essas barbáries...b.5) Ingressar livremente nas repartições que o seu mister exigir. Este direito não autoriza que oadvogado adentre no âmago dos cartórios, até para a própria segurança e controle dos documentosali existentes, porque sabemos de estórias de advogados que desapareceram com documentosfundamentais dos autos... Mas, por outro lado, não se pode, nas Administrações Públicas, por exemplo, ter o advogado que usar crachás de ‘visitante’. Ora, ele é um servidor de seu cliente, emserviço, bastando, pois, que se identifique na portaria como advogado, fornecendo o número de suainscrição, com a apresentação de sua identificação de causídico.b.6) Dirigir-se diretamente ao magistrado. Logicamente que a boa educação recomenda, caso hajaalguém no gabinete, esperar que esta pessoa de lá saia. Todavia, não precisará anunciar no CartórioJudicial que irá falar com o Juiz, e, nem tampouco, ficar aguardando se a Sua Excelência poderá ounão atendê-lo. Eu, particularmente, tive uma situação diferenciada: adentrei ao gabinete de um juizpara despachar com ele um procedimento cautelar, o mesmo me disse que não recebia advogado

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