Welcome to Scribd. Sign in or start your free trial to enjoy unlimited e-books, audiobooks & documents.Find out more
Download
Standard view
Full view
of .
Look up keyword
Like this
1Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
Anestesia- STCF

Anestesia- STCF

Ratings: (0)|Views: 33|Likes:

More info:

Published by: Nuno Filipe Medeiros on Oct 04, 2011
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

01/19/2013

pdf

text

original

 
 
ESCOLA PROFISSIONAL DAAPRODAZSociedade, Tecnologia e CiênciaFundamentos
ESCOLA PROFISSIONAL DA APRODAZ
Rua dos Mercadores nº 76, 9500-092 Ponta DelgadaTelefone 296 285 461
Fax 296 285 463E-mail: geral@aprodaz.com
A
NESTESIA
 
Na UC/UFCD Sociedade, Tecnologia e Ciência- Fundamentos, leccionada pela formadoraRita Couto, foi-me proposto a elaboração de um trabalho sobre a anestesia, a sua origem e a suaevolução.No texto que se segue irei apresentar-vos o resultado da minha pesquisa, no que concerne àevolução cronológica do aparecimento da anestesia.
“A alma pode ser levada ao sono por medicamentos e, assim, superar a dor e produzi
r na
mente o esquecimento, em seu poder de percepção, semelhante à morte.”
 
Esta é a mais antiga referência sobre a anestesia data de 350 A.C., encontrada no Tratado deTrinitate de St. Hilaire e Poliers.A
 palavra “anestesia”, deriva do grego e signif 
ica
“ausência de sensibilidade”.
Trata-se de umestado induzido por medicamentos, que torna possível a execução de procedimentos terapêuticos ediagnósticos sem dor. De todas as especialidades médicas, a anestesia, é a que envolve maismistério. O desconhecimento do que se passa quando o paciente é anestesiado provoca medo.A utilização de técnicas rudimentares para aliviar a dor dos pacientes data do século 1000A.C. Os médicos assírios comprimiam a carótida (a artéria que leva sangue para o cérebro) dopaciente, provocando um transitório, e perigoso, estado de coma, durante o qual realizavamprocedimentos cirúrgicos. Era também utilizada a técnica da compressão, em que esta comprimiaum nervo, através do uso de um garrote apertado, diminuindo a sensibilidade, (semelhante a
 
 
ESCOLA PROFISSIONAL DAAPRODAZSociedade, Tecnologia e CiênciaFundamentos
ESCOLA PROFISSIONAL DA APRODAZ
Rua dos Mercadores nº 76, 9500-092 Ponta DelgadaTelefone 296 285 461
Fax 296 285 463E-mail: geral@aprodaz.com
sensação de estarmos muito tempo sentados e percebemos que a
nossa perna “adormeceu”).
 Utilizavam também a concussão cerebral produzida por pancada na cabeça.Por volta do ano 50, outras técnicas menos dolorosas foram utilizadas. O médico gregoDiscórides, conhecido por suas experiências com plantas, descobriu que a mandrágora (umtubérculo, semelhante à batata) continha uma substância chamada hioscina, que possuía efeitosanestésicos. Mas antes de Discórides, os gregos já conheciam, outros anestésicos provenientes deplantas, tais como o ópio, extraído da papoula, a maconha, extraída da Cannabis, e o meimendro. O
clamado “pai da medicina”, Hipócrates, usava a chamada esponja soporífera, que continha uma
mistura de ópio e mandrágora, para colocar seus pacientes a dormir. Para acordá-los, recorriam auma esponja embebida em vinagre.Em meados do século 16, o considerado pai da cirurgia, Ambroise Paré de nacionalidadeFrancesa, utilizava o gelo ou neve para congelar as partes do corpo do paciente. Em meados doséculo XVIII, o médico austríaco introduziu o chamado
“magnetismo animal”, uma forma de
hipnotismo, para tratamento de doenças e como método de anestesia. Nenhuma destas metodologiasfuncionava muito bem, mas também, a cirurgia só era praticada em casos raros tais como:amputação de membros, remoção de pedras na bexiga, tumores visíveis e volumosos. Cirurgias aonível do crânio, do tórax ou mesmo do abdómen eram praticamente impossível. Situação que,felizmente, mudou no século XIX. Mas antes voltemos à constante inovação da anestesia.O primeiro passo para a anestesia geral foi dado por Joseph Priestley, ao descobrir o dióxidode nitrogénio (NO2) em 1773. Coube a Humphry Davy, um aprendiz de farmácia, na pequenacidade de Penzance, na Inglaterra, em 1796, experimentar os efeitos da inalação do NO2. Eleverificou que o gás produzia umas sensações agradáveis, acompanhadas de um desejo incontido derir. Certa noite estava com dor de dentes e, ao inalar o gás, notou que a dor desaparecera porcompleto. Deduziu que, se o NO2 suprimia a dor, então este poderia ser utilizado no tratamento deoutros tipos de dor.Em 30 de Março de 1842, foi feita a 1ª cirurgia sem dor, recorrendo ao uso do Éter
1
, levado acabo pelo Dr. Crawford Long. Esta cirurgia teve como aplicação remover um tumor do pescoço deum paciente, James M. Georgia, em Jefferson.
1
.
O Éter foi descoberto no século XIII onde Raymond Lulle, o Dr. illuminatus, descobriu um líquido branco que denominou
"vitríolo doce”.
 
 
 
ESCOLA PROFISSIONAL DAAPRODAZSociedade, Tecnologia e CiênciaFundamentos
ESCOLA PROFISSIONAL DA APRODAZ
Rua dos Mercadores nº 76, 9500-092 Ponta DelgadaTelefone 296 285 461
Fax 296 285 463E-mail: geral@aprodaz.com
Em 1844 foi feita a 1ª extracção dentária, usando como anestésico o Protóxido de Azoto,operação conduzida pelo Dr. Horace Wells.Em 16 de Outubro de 1846, o dentista William Thomas G. Morton, realizou a 1ª cirurgia comanestesia geral para excisão de um tumor.Actualmente existem três tipos de anestesia, a Geral, a Local e a Loco-Regional. A AnestesiaGeral (situação em que o paciente permanece inconsciente durante todo o procedimento) processa-se em 3 fases: Indução, Manutenção e Recobro. Envolve a administração de fármacos capazes deproduzir inconsciência e analgesia, via inalatória (através dos pulmões) (gases) ou via endovenosa(pelas veias). A respiração é controlada através da colocação de uma máscara sobre a garganta oude um tubo através das vias respiratórias. Os músculos podem ser paralisados a fim de reduzir atensão muscular e permitir ao médico-cirurgião melhores condições de trabalho, sendo a ventilaçãoassegurada por uma máquina (o ventilador). Geralmente, realiza-se uma indução endovenosa eutiliza-se a via inalatória para a manutenção da anestesia. No final da intervenção, o anestesistaprocede à reversão de alguns dos fármacos utilizados, até que o paciente recupere o estado deconsciência ainda na sala do bloco operatório.A anestesia Local, é injectado um anestésico na pele e tecidos moles circundantes à zona quese pretende operar.A Anestesia Loco-Regional,
 
consiste na administração de um anestésico local num ramonervoso, insensibilizando a região do corpo que esse nervo é responsável por inervar (essa área ficaentorpecida por bloqueio do impulso nervoso), com o paciente acordado ou ligeiramente
Anestesia realizada em16 de Outubro de 1846

You're Reading a Free Preview

Download
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->