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Matemática - Charadas, Curios Ida Des, Desafios (Jk)

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Matemática
Charadas, Curiosidades, Desafios
Pesquisa feita por:
 
João Kleber Paranhos R. de Queiróz
1
 
ORIGEM DO ZERO
 
Embora a grande invenção prática do zero seja atribuída aos hindus, desenvolvimentos parciais oulimitados do conceito de zero são evidentes em vários outros sistemas de numeração pelo menos tão antigosquanto o sistema hindu, se não mais. Porém o efeito real de qualquer um desses passos mais antigos sobre odesenvolvimento pleno do conceito de zero - se é que de fato tiveram algum efeito - não está claro.O sistema sexagesimal babilônico usado nos textos matemáticos e astronômicos era essencialmente umsistema posicional, ainda que o conceito de zero não estivesse plenamente desenvolvido. Muitas das tábuas babilônicas indicam apenas um espaço entre grupos de símbolos quando uma potência particular de 60 nãoera necessária, de maneira que as potências exatas de 60 envolvidas devem ser determinadas, em parte, pelocontexto. Nas tábuas babilônicas mais tardias (aquelas dos últimos três séculos a.C.) usava-se um símbolo para indicar uma potência ausente, mas isto só ocorria no interior de um grupo numérico e não no final.Quando os gregos prosseguiram o desenvolvimento de tabelas astronômicas, escolheram explicitamente osistema sexagesimal babilônico para expressar suas frações, e não o sistema egípcio de frações unitárias. Asubdivisão repetida de uma parte em 60 partes menores precisava que às vezes “nem uma parte” de umaunidade fosse envolvida, de modo que as tabelas de Ptolomeu no Almagesto (c.150 d.C.) incluem o símboloou 0 para indicar isto. Bem mais tarde, aproximadamente no ano 500, textos gregos usavam o ômicron, queé a primeira letra palavra grega oudem (“nada”). Anteriormente, o ômicron, restringia a representar onúmero 70, seu valor no arranjo alfabético regular.Talvez o uso sistemático mais antigo de um símbolo para zero num sistema de valor relativo se encontre namatemática dos maias das Américas Central e do Sul. O símbolo maia do zero era usado para indicar aausência de quaisquer unidades das várias ordens do sistema de base vinte modificado. Esse sistema eramuito mais usado, provavelmente, para registrar o tempo em calendários do que para prositoscomputacionais.É possível que o mais antigo símbolo hindu para zero tenha sido o ponto negrito, que aparece no manuscritoBakhshali, cujo conteúdo talvez remonte do século III ou IV D.C., embora alguns historiadores o localizeaté no século XII. Qualquer associação do pequeno círculo dos hindus, mais comuns, com o símbolo usado pelos gregos seria apenas uma conjectura.Como a mais antiga forma do símbolo hindu era comumente usado em inscrições e manuscritos paraassinalar um espaço em branco, era chamado sunya, significando “lacuna” ou “vazio”. Essa palavra entrou para o árabe como sifr, que significa “vago”. Ela foi transliterada para o latim como zephirum ou zephyrum por volta do ano 1200, mantendo-se seu som mas não seu sentido. Mudanças sucessivas dessas formas, passando inclusive por zeuero, zepiro e cifre, levaram as nossas palavras “cifra” e “zero”. O significadoduplo da palavra “cifra” hoje - tanto pode se referir ao símbolo do zero como a qualquer dígito - não ocorriano original hindu.
2
 
HISTÓRIA DOS NÚMEROS
A noção de número e suas extraordinárias generalizações estão intimamente ligadas à história dahumanidade. E a própria vida está impregnada de matemática: grande parte das comparações que ohomem formula, assim como gestos e atitudes cotidianas, aludem conscientemente ou não a juízosaritméticos e propriedades geométricas. Sem esquecer que a ciência, a indústria e o comércio noscolocam em permanente contato com o amplo mundo da matemática.A LINGUAGEM DOS NÚMEROSEm todas as épocas da evolução humana, mesmo nas mais atrasadas, encontra-se no homem osentido do número. Esta faculdade lhe permite reconhecer que algo muda em uma pequena coleção(por exemplo, seus filhos, ou suas ovelhas) quando, sem seu conhecimento direto, um objeto tenhasido retirado ou acrescentado.O sentido do número, em sua significação primitiva e no seu papel intuitivo, não se confunde coma capacidade de contar, que exige um fenômeno mental mais complicado. Se contar é um atributoexclusivamente humano, algumas espécies de animais parecem possuir um sentido rudimentar donúmero. Assim opinam, pelo menos, observadores competentes dos costumes dos animais. Muitos pássaros têm o sentido do número. Se um ninho contém quatro ovos, pode-se tirar um sem quenada ocorra, mas o pássaro provavelmente abandonará o ninho se faltarem dois ovos. De algumaforma inexplicável, ele pode distinguir dois de três.O corvo assassinadoUm senhor feudal estava decidido a matar um corvo que tinha feito ninho na torre de seu castelo.Repetidas vezes tentou surpreender o pássaro, mas em vão: quando o homem se aproximava, ocorvo voava de seu ninho, colocava-se vigilante no alto de uma árvore próxima, e só voltava àtorre quando já vazia. Um dia, o senhor recorreu a um truque: dois homens entraram na torre, umficou lá dentro e o outro saiu e se foi. O pássaro não se deixou enganar e, para voltar, esperou queo segundo homem tivesse saído. O estratagema foi repetido nos dias seguintes com dois, três equatro homens, sempre sem êxito. Finalmente, cinco homens entraram na torre e depois saíramquatro, um atrás do outro, enquanto o quinto aprontava o trabuco à espera do corvo. Então o pássaro perdeu a conta e a vida.As espécies zoológicas com sentido do número são muito poucas (nem mesmo incluem os monos eoutros mamíferos). E a percepção de quantidade numérica nos animais é de tão limitado alcanceque se pode desprezá-la. Contudo, também no homem isso é verdade. Na prática, quando o homemcivilizado precisa distinguir um número ao qual não está habituado, usa conscientemente ou não - para ajudar seu sentido do número - artifícios tais como a comparação, o agrupamento ou a ação decontar. Essa última, especialmente, se tornou parte tão integrante de nossa estrutura mental que ostestes sobre nossa percepção numérica direta resultaram decepcionantes. Essas provas concluemque o sentido visual direto do número possuído pelo homem civilizado raras vezes ultrapassa onúmero quatro, e que o sentido tátil é ainda mais limitado.Limitações vêm de longeOs estudos sobre os povos primitivos fornecem uma notável comprovação desses resultados. Osselvagens que não alcançaram ainda o grau de evolução suficiente para contar com os dedos estão3

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bem em olha só so tou naa 2 série
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