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Apesar das hábeis manobras realizadas no espaço galáctico, o trabalho pelo poder e pelo reconhecimento da Humanidade no seio do Universo, realizado por Perry Rhodan, forçosamente teria de ficar incompleto, pois os recursos de que a Humanidade podia dispor na época eram insuficientes face aos padrões cósmicos.
Uma nova geração de homens surgiu. E, da mesma forma que em outros tempos a Terceira Potência evoluiu até transformar-se no governo terrano, esse governo já se ampliou, formando o Império Solar. Marte, Vênus e as luas de Júpiter e Saturno foram colonizados. Os mundos do sistema solar que não se prestam à colonização são utilizados como bases terranas ou jazidas inesgotáveis de substâncias minerais.
No sistema solar não foram descobertas outras inteligências. Dessa forma os terra-nos são os soberanos incontestes de um pequeno reino planetário, cujo centro é formado pelo planeta Terra.
Esse reino planetário, que alcançou grau elevado de evolução tecnológica e civilizatória, evidentemente possui uma poderosa frota espacial, que devia estar em condições de enfrentar qualquer atacante...
O perigo que se apresenta para toda a Galáxia ainda não foi afastado. Atlan, o almirante arcônida, conta o que viveu, quando da primeira aparição desses seres fantásticos...
Atlan — Grande herói arcônida. Perry vai necessitar de sua ajuda.
Perry Rhodan — Administrador do Império Solar.
Tarts — Mestre de Atlan.
Capitão Feltif — Governador militar de Atlântida.
Grun — Físico e matemático arcônida.
Àquele homem de estatura mediana e aspecto simples que usava as platinas de comandante da frota espacial chamava-se Hubert Gorlat. Parecia cortês e gentil, mas essa circunstância não faria esquecer o distintivo do serviço de segurança que usava na manga esquerda do uniforme.
Senti-me um tanto decepcionado. Então admirara meu uniforme! Esses terranos sempre deram muito valor ao aspecto exterior de seus semelhantes. Não havia motivo para que eu fizesse uma exceção.
Hubert Gorlat pigarreou. O olhar que lançou sobre o relógio foi um sinal mais que evidente. Fiz como se não tivesse percebido. Confessei a mim mesmo que provavelmente não teria submetido sua paciência a uma prova mais dura, se soubesse ser um pouco mais diplomático.
Sabia por que motivo o haviam enviado. Gorlat era o oficial de segurança do supercouraçado espacial Drusus, que há três dias pousara no grande espaçoporto de Terrânia, ao que parece depois de uma viagem cheia de aventuras.
Perry Rhodan, o primeiro administrador de um minúsculo reino planetário, que num acesso de megalomania fora por ele batizado com o nome grandiloqüente de Império Solar, tivera de enfrentar-me na sala de espadas do museu terrano de Vênus; na ocasião eu o derrubara com a imitação fiel de uma grande espada germânica.
Tudo acabara bem. No último instante reconheci que seria um absurdo ferir gravemente esse terrano extraordinário, quanto mais matá-lo. Ainda sobraria muita gente que poderia frustrar minha fuga, que de qualquer maneira já se tornara ilusória.
O comandante Gorlat pertencia à classe das pessoas frias e sempre atentas, incapazes de desistir de um empreendimento, que desde o início do século XXI traçavam os rumos da história terrana.
Embora se mostrasse um tanto desajeitado no trato com as inteligências não- terranas, Gorlat sabia agir acertadamente no momento adequado. Para mim já não havia a menor dúvida de que esses terranos audaciosos, que nunca recuavam diante de qualquer risco, estavam prestes a conquistar, passo a passo, a Galáxia. Para isso se valeriam de uma mistura genial de astúcia, coragem pessoal e capacidade técnico-científica.
Eles o faziam devagar, numa ação muito bem controlada. Vez por outra lançavam uma enorme concentração de forças em alguma operação, para desaparecer logo após sem deixar o menor vestígio.
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