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ÚLTIMOS DIAS DE ATLÂNTIDA
Everton
Autor
K. H. SCHEER
Tradução
RICHARD PAUL NETO
(
P-070
)
A nave arcônida Tosoma trava sua luta final
— a quarta aventura de Atlan.
Atlan, o arcônida imortal, é o narrador.

Esteve presente, quando, depois de uma busca inesperada, o couraçado Drusus finalmente conseguiu pousar em Peregrino, o planeta da fonte da juventude.

Mesmo sem a interferência da misteriosa inteligência coletiva, conhecida como Ele ou Aquilo, os terranos conseguiram pôr em funcionamento a ducha revitalizadora. Perry teve a prioridade na aplicação do tratamento revitalizante. A ele seguiu-se Bell... No entanto, o inesperado acontece e faz Atlan rememorar os Últimos Dias de Atlântida.

= ==== = =Personagens Principais: === = ===
Perry Rhodan — Administrador do Império Solar.
Reginald Bell — Que pretende matar-se antes de chegar ao estágio em
que se transformará num bebê.

Gucky — Um rato-castor que teme pela vida do amigo.
Homunk — Uma maravilha da tecnologia dos robôs.
Atlan — Que revive o passado.
Tarts, Inkar, Ursafe Cunor — Arcônidas mortos há milênios, que são

“despertados” para uma nova vida pela memória fotográfica de
Atlan.
1
Era um mundo sem horizontes, um astro em cuja construção foram utilizados
recursos inimagináveis da tecnologia.
Seres de inteligência altamente desenvolvida haviam construído uma coisa que
desde o momento que ali cheguei me arrancaram palavras de admiração.

Bem acima de minha cabeça, perto do campo defensivo quase invisível, a bola incandescente de um sol atômico artificial percorria a órbita previamente traçada. Em Peregrino, nome dado por Perry Rhodan ao planeta artificial, reinava a perfeição técnica e científica. Examinei as salas de várias centrais de comando. Depois tive a impressão de que o saber e a capacidade de meu venerável povo eram paupérrimos e superados.

Um povo galático antiqüíssimo gravara para sempre, nesse mundo artificial, tudo
aquilo que nós, os arcônidas, esperávamos descobrir um dia.

Ao pensar em Árcon, meu mundo distante, mais uma vez me senti dominado pela tristeza. Mas um auto-exame crítico revelou que as saudades que sentia pelos três planetas já não eram tão intensas.

A menos de um quilômetro do lugar em que me encontrava, o gigantesco corpo de aço de uma nave espacial erguia-se para o céu azul do mundo sintético, envolto por uma gigantesca abóbada energética. Era a Drusus, um supercouraçado projetado por meu povo, mas construído na Terra.

Não houve nada que me convencesse tanto do progresso da raça humana, antigamente tão bárbara, como a construção dessa unidade mais moderna de sua frota. O diâmetro da esfera era de mil e quinhentos metros.

Provavelmente havia sido essa nave espacial e outras de sua espécie que tornaram menos ardente o desejo de regressar a meu mundo. Minha permanência prolongada no planeta Terra apagara as impressões que me enchiam a mente. As recordações de Árcon tomaram formas menos palpáveis.

Com os olhos semicerrados, fitei o astro rei artificial e fiquei refletindo sobre os estratagemas técnicos que mantinham o sol atômico em sua órbita. Evidentemente, encontrava-se dentro do campo energético abobadado que isolava o planeta Peregrino do vazio do espaço.

Com grande desprazer, rememorei os últimos dias. Peregrino havia sido atingido por uma interseção: o outro plano temporal. Os donos do espaço estranho fizeram o que estava a seu alcance para evitar que o mundo artificial lhes escapasse. E foi por isso que o ser coletivo recorreu à sua poderosa tecnologia, de que resultou um salto semelhante a uma transição, que levou seu mundo para fora da dimensão temporal dos druufs.

Perry Rhodan e eu tivemos de enfrentar o problema da localização daquele mundo, que já não se encontrava na dimensão normal. Na oportunidade, enfrentamos fenômenos físicos que meu cérebro se recusava a assimilar.

Senti-me vazio e desolado. Muita coisa caíra sobre nós. Aquilo que enfrentamos no espaço intermediário e instável, situado entre as dimensões compreensíveis, chegava a ser sobre-humano. Só mesmo um acaso que não constatamos no devido tempo, nem havia sido provocado por nós, fizera com que se preenchesse o conteúdo energético que, numa realidade dificilmente inteligível, contribuíra para a estabilização do espaço.

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